10 curiosidades sobre o Hóquei no Gelo (na Finlândia) | 10 curiosities of Ice Hockey (in Finland)

Image may contain: 2 people

Foto: Lehtikuva

PT

Fomos dormir depois da meia-noite ontem, um domingo em que normalmente iríamos mais cedo para a cama, para assistir à final de hóquei no gelo. E, sim, a Finlândia foi campeã! Se tornando tricampeã mundial! Ganhou ontem do Canadá por 3×1. Por isso, resolvi separar algumas curiosidades sobre o esporte.

O hóquei no gelo é, sem sombra de dúvidas, o esporte mais comum na Finlândia. Cerca de 2 milhões de finlandeses, maiores de 18 anos, demonstraram interesse no esporte, segundo dados da Finnhockey. Considerando que é um país de pouco mais de 5 milhões de habitantes, estamos falando de quase metade da população do país.

Pessoalmente, estou começando a me interessar pelo esporte (para assistir, é claro). É considerado um dos esportes mais rápidos e, por isso, para assistir você precisa estar bem atento. Mas, como estamos sempre falando de Finlândia, vamos às curiosidades:

  1. O primeiro jogo de hóquei no gelo aconteceu na Finlândia em 1899.
  2. Toivo Robert Tikkanen é o primeiro jogador finlandês de hóquei no gelo, ele jogou pelo Akademischer Sport Club Dresden durante o período 1908-1911.
  3. Os primeiros jogos entre equipes por aqui foram organizados pela Federação Finlandesa de Futebo, já que somente em 1929 a Federação Finlandesa de Hóquei no Gelo começou.
  4. O “apelido” do time finlandês é Leijona (ou leão) e vem do brasão finlandês.
  5. No hóquei no gelo, a Suécia está para a Finlândia como a Argentina para o Brasil, no futebol. Há uma rivalidade amigável. E em 1959 foi a primeira vez que a Finlândia gahou da Suécia, depois de 31 anos jogando. Claro que este é um fato relevante para o time finlandês.
  6. Entre 1993 e 1994 há o maior número de pessoas interessadas e/ou jogando hóquei, superando os 3 milhões. Talvez porque em 1994 a Finlândia ganhou bronze nas Olimpíadas e o time feminino também ganhou bronze no campeonato mundial. Será?!
  7. Raimo Helminen é o jogador que mais participou em jogos e pontuou, sendo 331 partidas e 207 gols.
  8. Há time feminino de hóquei no gelo também, e a Finlândia foi o primeiro país europeu e o terceiro no mundo a ter um time feminino.
  9. A Finlândia conquistou outros dois mundiais, em 1995 e 2011. Ontem foi a terceira vez.
  10. Em 2001 Jari Kurri é nomeado o primeiro (e, ao que parece, o único) finlandês do Hockey Hall of Fame. Bom, na verdade, desde 2010, há também uma mulher, Riikka Nieminen. Aliás, na Finlândia, há o Museu do Hóquei no Gelo (Hockey Hall of Fame Finland) em Tampere, na verdade dentro do Museu Vapri, onde há uma exposição com documentos e fotos relacionados ao hóquei no gelo finlandês.

Ah! Se você souber de alguma outra curiosidade, compartilhe. 🙂


EN

We went to sleep after midnight yesterday, a Sunday when we would normally go to bed earlier, to watch the ice hockey final. And, yes, Finland was a champion! Becoming three-time world champion! They won yesterday from Canada by 3×1. So I decided to write some curiosities about the sport.

Ice hockey is undoubtedly the most common sport in Finland. About 2 million Finns, over age 18, have shown interest in the sport, according to Finnhockey. Considering that it is a country of little more than 5 million inhabitants, we are talking about almost half of the population of the country.

Personally, I’m starting to get interested in the sport (to watch, of course). It is considered one of the fastest sports and so to watch you need already to keep eyes open. But as we are always talking about Finland, let’s go to the curiosities:

  1. The first ice hockey game was held in Finland in 1899.
  2. Toivo Robert Tikkanen is the first Finnish ice hockey player, he played for the Akademischer Sport Club Dresden during the period 1908-1911.
  3. The first matches between teams here were organized by the Finnish Federation of Football, since only in 1929 the Finnish Federation of Ice Hockey began.
  4. The “nickname” of the Finnish team is Leijona (or lion) and comes from the Finnish coat of arms.
  5. In ice hockey, Sweden is to Finland like Argentina to Brazil, in football. There is a friendly rivalry. And in 1959 it was the first time Finland won from Sweden after 31 years playing. Of course this is a relevant fact for the Finnish team.
  6. Between 1993 and 1994 there were the largest number of people interested and / or playing hockey, over 3 million. Perhaps because in 1994 Finland won bronze in the Olympics and the women’s team also won bronze in the world championship. Will be?!
  7. Raimo Helminen is the player who most participated in games and scored, being 331 matches and 207 goals.
  8. There are women’s ice hockey teams as well, and Finland was the first European country and the third in the world to have a women’s team.
  9. Finland conquered two other world championships in 1995 and 2011. Yesterday was the third time.
  10. In 2001 Jari Kurri is named the first (and, apparently, the only) Finnish Hockey Hall of Fame. Well, actually, since 2010, there’s also a woman, Riikka Nieminen. Indeed, in Finland, there is the Hockey Hall of Fame Finland in Tampere, actually inside the Vapri Museum, where there is an exhibition with documents and photos related to Finnish ice hockey.

Ah! If you know of any other curiosity, please, share. 🙂

Anúncios

Viajando de trem | Travelling by train

PT

Essa semana tive a experiência de viajar de trem por aqui. Foi minha primeira vez (na FInlândia). E eu queria dividir com vocês.

Como temos carro desde sempre, as viagens são sempre de carro e não tive outras oportunidades de experimentar uma viagem de trem por aqui. Mas como desta vez meu esposo estava levando um carro para uma amiga, decidimos que iríamos todos, assim eu teria minha chance de viajar de trem finlandês e experimentar 4 horas de viagem com o bebê.

A companhia de trem finlandesa é a VR (agora estou na dúvida se é mesmo finalndesa). Você pode ter acesso ao site em finlandês, sueco e inglês. A VR cobre todas as direções do país, parando inclusive em algumas pequenas cidades. Para comprar os tickets pelo site é muito simples, mas como aproveitamos para dar uma caminhadinha por Helsinki, decidimos comprar na estação central de lá.

Os trens que vêm para Jyväskylä (onde eu moro) são o Pendolino e o Intercity (que tem dois andares). Nós viemos no Intercity. Ficamos no vagão 4, onde tem espaço para o carrinho do bebê (a mesma área também serve para cadeirantes) e vem Jyväskylä sem precisar fazer baldiação em Tampere. Então vou comentar sobre minha experiência no Intercity.

IMG_3372

O trem é bem espaçoso, conta com restaurante, playground, área para pets, cabine para alérgicos, cabine para ligações e áreas de trabalho. Bem sinalizado para saber onde está seu assento, restaurante, banheiro e tal. Para as mamães, tem trocador no trem (e nós usamos e foi bem tranquilo) e até a chance de esquentar a mamadeira! Há telas informando as próximas paradas. As janelas são enormes e o trem fica muito claro, inclusive há uma cortina que pode ser baixada se a claridade estiver incomodando (afinal, vivemos no país que tem o sol da meia-noite, né?!). Os assentos contam com tomadas para carregar celular, laptop, etc. e, no nosso caso, tínhamos também uma mesinha, são reclináveis e têm os números escritos também em braile. Para quem paga um pouco mais, tem mais espaço no assento e jornal do dia. Ah! E o trem tem WiFi funcionando muito bem durante toda a viagem.

Não tenho muita experiência em viagens de trem, mas achei o mais silencioso que já viajei. Embora no site diga que a velocidade dele atinge até 160km/h, durante certo trecho alcançou 192km/h sem nenhuma dificuldade. As informações são relatadas pelo condutor em finlandês, mas as próximas paradas são anunciadas automaticamente em finlandês, sueco e inglês. Chegamos apenas 7 minutos atrasados, apesar das várias paradas.

Termino dizendo que a viagem foi tranquila e foi boa o suficiente para me convencer a usar o trem mais vezes.


EN

This week I had the experience of traveling by train here. It was my first time (in Finland). And I would like to share with you.

As we have always car, trips are always by car and I haven’t had other opportunities to experience a train trip here. But as this time my husband was taking a car to a friend, we decided that we would all go, so I’d have my chance to travel by Finnish train and experience 4 hours of travel with the baby.

The Finnish train company is VR (Now I’m wondering… is it Finnish?). You can have access to the website in Finnish, Swedish and English. The VR covers all directions of the country, stopping even in some small cities. To buy the tickets through the website is very simple, but as we took a hike through Helsinki, we decided to buy at the central station there.

The trains coming to Jyväskylä (where I live) are the Pendolino and the Intercity (which has two floors). We came at Intercity. We stayed in wagon 4, where there is room for the baby stroller (the same area is also suitable for wheelchairs) and comes to Jyväskylä without having to change train in Tampere. So I’ll comment on my Intercity experience.

The train is very spacious with restaurant, playground, pets area, private cabin for allergic people, cabins for calls and work areas. By the map is easy to know where your seat is, restaurant, bathroom and such. For moms, there is a place to change your baby on the train (and we used it and it was very handy) and even the chance to warm the bottle! There are screens informing the next stops. The windows are huge and the train is very bright, even there is a curtain that can be lowered if the light is bothering (after all, we live in the country that has the midnight sun, right?!). The seats have sockets to charge cell phone, laptop, etc. and, in our case, we also had a small table, are reclining and have the numbers written also in Braille. For those who pay a little more, there is more space in the seat and newspaper of the day. Ah! And the train has WiFi running very well throughout the trip.

I don’t have much experience in train travel, but I find it the quietest I’ve ever traveled. Although the site says that the speed of it reaches up to 160 km/h, during a certain stretch reached 192 km/h without any problem. The information is reported by the driver in Finnish, but the next stops are automatically announced in Finnish, Swedish and English. We arrived just 7 minutes late, despite the various stops.

I would say that the trip was calm and was good enough to convince me to use the train more often.

Presentinhos | Little Gifts

PT

Eu sei que parece que agora só falo nisso, maternidade e bebê e tal… mas é o momento que estou vivendo, então queria compartilhar algo bem interessante com vocês.

Já havia comentado sobre a caixa do governo que ganhamos durante a gravidez. Mas o que faltou mencionar no post anterior foi que ganhamos outros presentinhos também. Achei bem interessante que por aqui há todo esse cuidado em demonstrar interesse não somente nas coisas óbvias, como a saúde da mãe e do bebê, mas também há o cuidado com a relação do casal, os sentimentos da mãe e até este “bem-estar” provido pelos presentinhos, por exemplo.

Ah! Preciso lembrar que estou falando da Neuvola do bairro onde eu moro, não sei dizer se em toda a Finlândia elas são assim tão amorosas. Talvez diferentes Neuvolas tenham contatos com fornecedores diferentes e, obviamente, tenham presentinhos diferentes.

Na primeira visita da Neuvola (e sim, ela vem em casa assim que retornamos da maternidade), ela pesou nosso bebê, observou a amamentação e deu dicas, conversou com a gente e passou diversos papéis informativos sobre a chegada do bebê na família e os cuidados nas primeiras semanas. Mas, também ganhamos uma pequena caixa com brindes de duas empresas, a Mummi, com lenços umedecidos, absorventes, etc. e a Minisun com vitamina D, um chocalho para o bebê e um desenho bem colorido para colocar no trocador e distrair o bebezinho durante a troca.

IMG_0243.jpg

Quando nosso filho completou um mês de vida e tivemos a consulta do primeiro mês, além dos procedimentos normais da consulta, ganhamos uma sacolinha com brinde e cartão presente. Além de informações da Mannerheimin Lastensuojeluliito, que é uma organização que cuida do bem-estar da criança e nos deu um tubinho tipo cachecol pro bebê, também sobre natação para bebês da escola de natação Pikku Joutsen, dois bolos e cafés da AA Bakery (um café delicioso que abriu aqui em Säynätsalo) e um cartão presente pra massagem facial e para as mãos, que eu ainda preciso ir, na Kauneushoitola Pistaasi.

thumbnail_IMG_2251.jpg

Enfim, os presentinhos todos foram muito úteis e, pessoalmente, achei um diferencial legal esse cuidado com a mãe no pós-parto, já que, quase automaticamente, a gente fica meio de lado.

PS: desculpa a demora, levei duas semanas pra terminar o texto… vida de mãe.


EN

I know it seems like I’m just talking about it, motherhood and baby and such … but this is the moment I’m living, so I would like to share something I found very interesting with you guys.

I had already commented on the government box we got during pregnancy. But what I forgot to mention in the previous post was that we got other goodies too. I found it very interesting that here there is an interest not only in the obvious things, such as the health of the mother and the baby, but also the care with the couple’s relationship, the mother’s feelings and even this “well-being ” provided by the gifts, for example.

Ah! I need to remember that I’m talking about the Neuvola in the neighborhood where I live, I do not know if in Finland they are so lovely too. Maybe different Neuvolas have contacts with different suppliers and obviously have different gifts.

At Neuvola’s first visit (and yes, she comes home as soon as we return from the maternity), she weighed our baby, observed my breastfeeding and gave me tips, talked to us and gave us several informative papers about the baby’s arrival in the family and the care in the first few weeks. But we also got a small box with gifts from two companies, the Mummi, with moistened wipes, hygienic naps and such and Minisun with D vitamin, a baby rattle and a very colorful draw to put on the nursing and distract the little baby during changing his diapers.

When our son was one month we had an appointment, besides the normal procedures of the consultation, we got a little bag with papers, a gift and gift cards. In addition to information from Mannerheimin Lastensuojeluliito, which is a child welfare organization, we got a tube-scarf for the baby, also about swimming for babies at the Pikku Joutsen swimming school, two cakes and coffees from AA Bakery (a delicious cafe that opened last year here in Säynätsalo) and a gift card for facial and hand massage, which I still need to go to, at the Kaistaushoitola Pistaasi.

Anyway, all the goodies were very useful and personally I found a legal differential this care with the mother in the postpartum, since, almost automatically, we are half way.

PS: sorry the delay, it took me two weeks to get this short text ready… mommy´s life.

O nascimento | The birth

IMG_0102.jpg

PT

Acho que pra começar, preciso mencionar o dia que meu filho nasceu… Bom, como comentei no post anterior, meus pais estavam aqui, ajudando com os preparativos todos e aguardando o nascimento do primeiro netinho deles, afinal meu parto estava, a princípio, previsto para ser prematuro. Acontece que, os dias foram passando, a gravidez, graças a Deus, normalizando. Meus pais foram embora na tarde o dia 05 de fevereiro e minha bolsa estourou às 8:25 da manhã do dia seguinte! Sim, meus pais estavam ainda chegando no Brasil enquanto eu estava dando à luz. Coincidentemente também, o dia do nosso aniversário de casamento. Então, sim, nosso filho escolheu um dia especial pra nascer.

Então como eu disse, de manhãzinha minha bolsa estourou. A gente já tinha algumas orientações do que fazer de acordo com a Neuvola, nossa amiga que é parteira e o próprio site do hospital. Então liguei para nossa amiga parteira, porque um dos meus “desejos” era que ela estivesse comigo durante o parto, e fiquei usando a bola de pilates, chuveiro quente e tentando relaxar entre as contrações até que estivessem com intervalos de 5 ou 10 minutos. Aqui acontece algo que me desapontou um pouco, fizemos tudo certinho, e, quando ligamos para o hospital, eu já tinha 6 minutos de intervalo e, ainda assim, me pediram pra ficar em casa ainda. Fiquei um pouco desapontada, porque de acordo com as orientações deles, eu já deveria estar a caminho do hospital, mas ainda assim me disseram pra esperar até que estivessem mais próximas.

Enfim, de qualquer forma, minhas contrações evoluíram muito rápido e pouco tempo depois já pularam para 3 minutos e nós corremos para o hospital. No caminho, nossa amiga já ligou para o hospital avisando que estávamos chegando e explicando como eu estava, ter ela ali nos ajudou muito em vários aspectos. Embora ela não estivesse ali trabalhando, ela tem o conhecimento do que está ou deveria estar acontecendo e isso nos deu um suporte incrível (obrigada Kirsi!).

Eu não cheguei a mencionar no post anterior, mas nas últimas semanas da gravidez, recebi da Neuvola um modelo de plano de parto. O plano de parto não é obrigatório, embora seu preenchimento seja sugerido. Ele consiste basicamente suas expectativas para o nascimento, sua situação familiar, como foi sua saúde física e mental durante a gravidez pelo seu ponto de vista (já que a perspectiva médica já está no seu registro), se você tem alguma doença e como está sendo tratada no momento, dietas, alergias e medicamentos em uso. As partes que me chamaram atenção no plano de parto sugerido por aqui foram essas últimas: aspectos religiosos e culturais que devem ser levados em consideração no tratamento e as expectativas que você tem em relação ao quarto e cuidado no pós parto. Achei que minhas vontades foram respeitadas e o que não pôde ser exatamente como eu gostaria, foi me perguntado e explicado no momento.

No hospital, primeiro passamos por uma enfermeira obstetra, que avalia como a mãe e o bebê estão, em relação a batimentos cardíacos, contrações, pressão arterial, fazem exame de toque, etc. Para ela que entregamos o cartão da mamãe, onde estão registradas todas as consultas da gravidez e o plano de parto. Se está tudo caminhando para o parto mesmo, já ali nos passam uma troca de roupa e vamos ao quarto de parto. Ali também me perguntaram se eu aceitaria que uma estudante acompanhasse a parteira. Honestamente, estava com tanta dor que nem me importei com estudante nenhuma não e, de verdade, para certas coisas, não vejo problema em ter estudantes, afinal eles têm que aprender com alguém, não é mesmo?

No quarto de parto temos várias coisas para ajudar durante as contrações: diferentes bolas de pilates, cadeiras, chuveiro e um negócio que eu não sei o nome, mas que você pode andar com ele e ao mesmo tempo ter um suporte para as mãos. Ali também você pode ter um suquinho para beber durante essa fase do trabalho de parto. Tem poltrona para o papai e tinha uma segunda, que poderia ser para mim, mas ficou com nossa amiga. Eu mesma não tinha condições de sentar em poltrona nenhuma não.

Se você opta por anestesia ou epidural, as parteiras avaliam a quantas vão as contrações para ver o momento exato de ligar para o médico anestesista. Se não, elas continuam avaliando e, inclusive, se sentirem que há a necessidade de anestesia ou epidural, elas vão te sugerir, mas a decisão sempre vai ser sua.

Na hora da expulsão, você pode escolher em que posição gostaria de estar. Tem cadeira, a cama também pode ter sua posição alterada até que esteja confortável para você. No meu caso, fui mudando de posição até uma que ajudasse o bebê a sair. Bom, meu trabalho de parto (desde que a bolsa estourou até o nascimento) durou exatamente 12 horas.

Normalmente, a mamãe e o bebê ficam no hospital por dois dias ou até que o pediatra libere o bebê. No nosso caso, ficamos mais tempo. Por causa da minha diabetes, meu filhinho nasceu hipoglicêmico, precisou ficar em acompanhamento, e depois teve icterícia. Eu tive umas complicaçõezinhas no final, perdi muito sangue, precisei de uma visitinha no centro cirúrgico e, por isso, fiquei em observação também.

Não sei exatamente como é ter um filho no Brasil, mas posso dizer sobre ter um filho na Finlândia. Nem tudo foi perfeito, hoje, dias depois, eu vejo algumas coisinhas que poderiam ter sido melhores ou ter dado mais atenção. Mas, de verdade, não tenho reclamações. Mas posso dizer que, de forma geral, minhas vontades foram respeitadas, o tratamento no quarto e das parteiras todas foi incrível, poder ter meu marido ali e ele ter a experiência de cortar o cordão umbilical e de ter o contato pele com pele com o bebê foi excelente para a relação deles também, o fez sentir mais participativo num momento que, normalmente, é somente da mãe. Fomos acolhidos por todos mesmo nos momentos mais difíceis, como na dificuldade com a amamentação ou quando nosso filhinho tão pequeno ficou dias na observação e não podia dormir com a gente. A equipe foi muito acolhedora e paciente com esses pais de primeira viagem.

Por fim, cabe dizer é que a experiência em si é incrível, de fato, milagrosa.


EN

So to start, I need to talk about the date my son was born… Well, as I mentioned in the previous post, my parents were here, helping with all the preparations and waiting for the birth of their first grandchild, after all, my delivery was, at first, predicted to be pre term. It turns out, my pregnancy, thank God, normalized. My parents left in the afternoon on February 5th and my water broke at 8:25 am the very next day! Yes, my parents were still arriving in Brazil while I was giving birth. Coincidentally too, this was the date of our wedding anniversary. So, yes, our son chose a very special day to be born.

So, like I said, my water broke in the morning. We already had some guidelines about what to do according to Neuvola, our friend who is a midwife and the hospital’s own website. So I called our midwife friend, cause one of my “wishes” was for her to be with me during the birth, and I kept using the pilates ball, hot shower and some songs to relax between the contractions until they were 5 or 10 minutes apart. At this point something happened here that disappointed me a bit, we did everything as we suppose to, and when we called the hospital, I had 6 minutes between contractions and they still asked me to stay home and wait. I was a little disappointed, because according to their directions, I should be already on my way to the hospital, but they still told me to wait until they were closer.

Anyway, my contractions evolved very fast and shortly jumping for 3 minutes and we went to the hospital. On the way, our friend called the hospital to tell them that we were on the way and explained how I was, have to say that having her there helped us in many ways. Although she was not working there, she has the knowledge of what is or should be happening and this know-how gave us an incredible support (thank you Kirsi!).

I didn’t mention it in the previous post, but in the last weeks of pregnancy, I received from Neuvola a birth plan template. The birth plan is not required, although  suggested. It basically consists of your expectations for the birth, your family situation, how has been your physical and mental health during pregnancy from your point of view (since the medical perspective is already on your record), if you have any disease and how it is being treated, diets, allergies and medications in use. The subjects that I found interesting in the birth plan suggested here were the religious and cultural aspects that should be taken into consideration in the treatment and the expectations you have regarding the room and postpartum care. I found that my wishes were respected and have been asked and explained at the time what could not be exactly how I would like to.

In the hospital, we go first to an obstetrician nurse, who evaluates how the mother and baby are in heartbeat, contractions, blood pressure, etc. For her we deliver the mother’s card, where all the pregnancy records and the birth plan. If everything looks like is going to give a birth soon, we have a change of clothes and we go to the delivery room. There they also asked me if I would accept a student accompanying the midwife. Honestly, I was in so much pain that I did not even care about any student or whatever, and I truly don’t see any problem with having students, they would have to learn from someone, do not they?

In the birth room we have several things to help during the contractions: different pilates balls, chairs, shower and a thing that I don’t know the name but that you can walk with it and at the same time have a support for your hands. There you can also have a little drink to drink during this part of labor. There’s an comfy chair for daddy and a second one, which could be for me, but our friend used it. I myself couldn’t just sit in an comfy chair at all.

If you choose anesthesia or an epidural, the midwives evaluate then how are the contractions to see the exact time to call the anesthesiologist. If not, they continue to evaluate anyway, and if they feel the need for anesthesia or epidural, they will suggest, but the decision will always be yours.

At the time of the expulsion, you can choose which position you would like to be in. It has chair, the bed can also have its position changed until it is comfortable for you. For me, I kept changing position until one that helped to put the baby out. Well, my labor (since the water broke to birth) lasted exactly 12 hours.

Normally, the mother and the baby stay in the hospital for two days or until the pediatrician releases the baby. In our case, we stayed longer. Because of my diabetes, my baby was born hypoglycemic, had to be followed up, and then had jaundice. I had a few complications in the end, I lost a lot of blood, I needed to go to surgery and so I was also staying longer there.

I don’t know exactly what it’s like to have a child in Brazil, but I can say about having a child in Finland. Not everything was perfect, today, days later, I see some little things that could have been better or have paid more attention. But, really, I have no complaints. But I can say that, in general, my wishes were respected, the treatment in the room and the midwives were all incredible, being able to have my husband there and he had the experience of cutting the umbilical cord and having the skin-to-skin contact with the baby was excellent for their bound as well, made him feel more part of a time that is usually only the mother’s. We were welcomed by everyone even in the most difficult moments, such as in the difficulty with breastfeeding or when our little child was on observation days and could not sleep with us. The staff was very welcoming and patient with these first-time parents.

Lastly, it should be said that the experience itself is incredible, in fact, miraculous.

Terceiro trimestre |Viimeinen kolmannes

DSC_0133.jpg

PT

Antes de tudo, sim, nosso bebê já nasceu. E ele é lindo! Claro que vou comentar o parto e pós parto ainda no hospital, de forma informativa, para quem quiser conhecer o sitema por aqui. Mas, como prometido… vamos aos acontecimentos do terceiro trimestre.

Bom, como nos trimestres anteriores, passei por mais médicos e exames do que as gestantes normalmente passam. Além da diabetes e o útero septado, passei por algumas semanas com o que se chama de alta resistência placentária, então exigiu ainda mais cuidados. As consultas e ultrassons passaram a ser a cada duas semanas e, no final, já eram semanais.

Algo bem interessante para dividir com vocês é que a maternidade disponibilizou gratuitamente para nós um curso de pais de primeira viagem, voltado principalmente para o parto. E, antes que alguém pergunte… parto por aqui é normal, “até que se prove o contrário”. Ou seja, existe a possibilidade de cesariana eletiva, porém não é comum e tão pouco fácil encontrar médicos dispostos a isso. Normalmente o parto será normal, podendo ser natural e até em casa, se esta for a vontade dos pais e tudo estiver colaborando para isso.

O curso durou uma tarde e foi bem interessante. De início fomos apresentados à um vídeo em animação mostrando o que acontece durante o trabalho de parto por completo, desde as primeiras contrações até a saída da placenta. Depois fomos conhecer a sala de parto, material que pode ser utilizado para relaxar entre as contrações e o que pode ser usado para as diferentes posições na parte final do parto, também conhecemos as diferentes opções de anetesias disponíveis para diminuir as dores do parto. Passamos por salas como onde o pai pode ficar tendo o contato pele com pele com o bebê em caso de parto cesariana, também onde o bebê pode ficar encubado, em caso de necessidade. E terminamos conhecendo as opções de quarto para o pós parto. Para encerrar o curso tivemos uma sequência de exercícios para aprender como relaxar entre as contrações e como os papais também podem participar ajudando neste relaxamento. Enfim, foi bem interessante conhecer os ambientes que passaremos em breve, além de esclarecedor, claro!

Continuei com as consultas com o endocrinologista, mas a diabetes realmente estava bem controlada durante a gravidez. Porém, como se não bastassem todos os meus “poréns”, tive que tomar a vacina AntiD porque o bebê tinha fator Rh do sangue positivo e o meu é negativo.

Como disse no comecinho do texto, tive alta resistência placentária. Havia uma grande possibilidade de ter um parto prematuro, porque, de forma simplificada, o bebê não estava recebendo 100% dos nutrientes. Tanto que, por isso, meus pais vieram do Brasil um pouco antes do planejado. E a todo e qualquer sinal de parto, eu já ligava na maternidade e, algumas vezes, cheguei a ir para consulta. A verdade é que, por causa da diabetes, meu parto não chegaria à semana 40. Os médicos me avisaram que, se nada acontecesse antes, na semana 38 o meu parto seria induzido. Então eu fiquei, primeiro, querendo que o bebê viesse logo pra não ter que passar pela oxicitocina, mas, ao mesmo tempo, querendo que ele ficasse mais tempo para desenvolver melhor e vir quando estivesse prontinho.

E como todos os presentinhos para um bebê a caminho são bem-vindos, além da caixa do governo, fizemos cadastro no site da Libero (uma marca de produtos para bebê) e ganhamos uma bolsinha com várias coisinhas dentro para o cuidado do bebê. Que já foi bem útil para preparar a bolsa maternidade. Aliás, sobre a bolsa maternidade, a sugestão é preparar a roupinha de saída do bebê e a sua própria roupa de saída, além dos seus próprios itens de higiene pessoal. Não há necessidade de roupas para o tempo em que estiver no hospital, já que eles disponibilizam roupas para o bebê e você pelo tempo que estiverem lá.

Bom, no final estávamos preparando “o ninho” por aqui, lavando as roupinhas, colocando tudo no lugar e assistindo aos vídeos disponibilizados no site do hospital sobre as etapas do dia do parto. Ansiosos? Muito! Até que o dia chegou. E sobre este dia eu contarei no próximo post.


EN

 

First of all, yes, our baby was born. And he is so beautiful! Of course I will comment the birth and postpartum, informatively, for anyone who wants to know more about the system here. But as promised… let’s go through the third trimester.

Well, like in the previous ones, I have gone through more doctors and tests than pregnant women normally go through. In addition to diabetes and the septated uterus, I spent a few weeks with what is called high placental resistance, so I needed even more care. The appointments and ultrasounds began to be every two weeks, and in the end, they were already weekly.

Something very interesting to share with you guys is that maternity has made available to us a course for first-time parents, focused mainly on childbirth. And, before anyone asks… giving birth here is most likely by normal ways. I mean there is a possibility of elective c-section, but it is not common and so easy to find doctors willing to do so. The birth can be also natural and even at home, if this is the will of the parents and everything is collaborating for it.

The course lasted an afternoon and was very interesting. At first we were introduced to an animated video showing what happens during labor completely, from the first contractions to the exit of the placenta. Afterwards we got to know the delivery room, what could be used to relax between contractions and what could be used for the different positions in the final part of the delivery, we also know the different options of anesthetics available to reduce labor pain. We went through rooms such as where the father can be having the skin-to-skin contact with the baby in case of c-section, also where the baby would in case of intensive care. And we ended up knowing the room options for postpartum. To finish the course we had a sequence of exercises to learn how to relax between the contractions and how the dads can also participate helping in this relaxation. Anyway, it was very interesting to know the environments that we will soon pass, besides enlightening, of course!

I continued to see the endocrinologist, but diabetes was really well controlled during pregnancy. But as if all my “buts” were not enough, I had to take the AntiD vaccine because the baby had a positive Rh blood factor and mine is negative.

As I said at the beginning of the text, I had high placental resistance. There was a great possibility of having a preterm birth because, in a simplified way, the baby was not receiving 100% of my nutrients. For that reason my parents came from Brazil a little earlier than planned. And at every sign of childbirth, I was already calling in the maternity and sometimes I went to see the doctor. The truth is that, because of diabetes, my delivery would not be through week 40. The doctors warned me that if nothing happened earlier, by week 38, my labor would be induced. So I was, first, wanting the baby to come so I would not have to go through oxytocin, but at the same time, wanting him to stay longer to develop better and come when he was ready.

And as all the goodies for a baby on the way are welcome, in addition to the government box, we have registered on Libero’s website (a brand of baby products) and we got a little bag with few things inside to care for the baby. That was very useful to prepare the maternity bag. By the way, about the maternity bag, the suggestion here is to prepare the baby’s outfit and mom’s own outfit and toiletries. There is no need for clothes for the time you are staying in the hospital, since they provide clothes for you and the baby for as long as you are there.

Well, in the end we were preparing “the nest” here, washing the clothes, putting everything in place and watching the videos available on the hospital’s website about the steps of the day of delivery. Anxious? A lot! Until the day came. And about this day I will tell you in the next post.