Frutas | Hedelmiä

Se você está interessado no idioma finlandês, este é um artigo interessante pra você, se você está interessado em visitar a Finlândia também e se você é só um curioso, este artigo também é pra você. Vamos falar de frutas e, mesmo que você não esteja aprendendo finlandês, será bem interessante aprender o nome das frutas pra não ficar perdido em supermercado ou na hora de pedir um smoothie ou sorvete por aqui.

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E vamos para uma listinha de frutas, a lista aprece primeiro em português para facilitar a sua pesquisa. Vamos começar pelas frutas mais comuns e depois vocês podem encontrar uma listinha de frutas que crescem por aqui (e eu digo listinha no diminutivo porque aqui não crescem muitas frutas – em variedade – já que temos um inverno bem longo e rigoroso).

abacate: avokado
abacaxi: ananas
atemoia: atemoija
banana: banaani
carambola: karambola, tähtihedelmä
cereja: kirsikka
clementine: klementiini
damasco: aprikoosi
figo: viikuna
goiaba: guava
kiwi: kiivi
laranja: appelsiini
limão (siciliano): sitruuna
limão: limetti
mamão: papaija
manga: mango
maracujá: passiohedelmä
melancia: vesimeloni
melão (espanhol): hunajameloni
nectarina: nektariini
pêra: päärynä
pêssego: persikka
pitaia: pitahaya
romã: granaattiomena
tâmara: päivämäärä
tangerina: klementiini
uva: viinirypäle

A maioria dessas frutas que a gente compra (num preço nem sempre amigável) por aqui são importadas. Como vocês podem ver, as frutas vêm de outros países como Espanha, Holanda, Nova Zelândia, Egito, Costa Rica, Peru, Equador e muitas frutas vêm do Brasil também. Ótimo que temos várias opções de frutas, mas como elas são importadas, são colhidas um pouco antes pra serem transportadas até à Finlândia, daí o sabor muda e não fica a mesma coisa.

Vamos ver agora o que cresce em terras finlandesas?

maçã: omena
ameixa: luumu
framboesa: vadelma (tem as framboesas silvestres que são pequenininhas, mas super docinhas)
mirtilo (blueberry): mustikka (esta frutinha está no grupo “superfood” já que possui ômega 3, ômega 6, antioxidantes, vitaminas A, B e C)
morango: mansikka

Além de várias outras “groselhas, bagas e mirtilos” sem tradução pro português e desconhecidas de boa parte dos brasileiros também.

Resultado de imagem para black currantblack currant: mustaherukka

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cloudberry: lakka (vitamina C)

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lingonberry: puolukka (vitamina E)

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red currant: punaherukka

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white currant: valkoherukka

E, de fato, dá pra sentir falta das frutas fresquinhas e saborosas do Brasil. O jeito então é aproveitar as frutinhas daqui, aproveitar pra se aventurar no meio da floresta pra colher frutinhas e matar a vontade com as frutas importadas, mesmo que não tenham o mesmo gosto…

Estacionar na Finlândia é um verdadeiro desafio | Suomalainen parkkeeraus on todellinen haaste

Desafio é a melhor palavra pra descrever como é achar um lugarzinho pra estacionar na Finlândia. Não que não tenham vagas suficientes, mas que é difícil entender quando é que pode e quando é que não pode estacionar num lugar, ou por quanto tempo pode ficar lá, ou de que lado da rua, etc.

Existem estacionamentos privados, nas ruas existem os locais pagos pela máquina automática, os locais gratuitos com um limite de tempo – se utilizando uma peça de plástico onde você informa o horário que estacionou por ali, que eu vou chamar de “parquímetro” neste artigo, também existem ruas em que é permitido estacionar somente em dias pares ou somente em dias ímpares… Nada fácil de entender, né?! Vou tentar explicar com algumas fotos que tirei por aqui.

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Esta placa indica que é permitido o estacionamento somente de motocicletas, na posição indicada.

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Esta placa indica que a partir deste local, ou neste local indicado, é permitido o estacionamento somente de bicicletas.

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Nesta aqui temos bastante informação. Indica que existem duas vagas pagas (por uma máquina automática, que você paga quanto tempo vai ficar ali e coloca o ticket de forma visível) de segunda à sexta-feira das 08 às 20 horas e aos sábados das 08 às 16 horas. E a informação “1 vyöhyke” que é traduzida como seção 1, significa que é uma vaga cara. Existem níveis de seções, quanto mais próximas ao centro, por exemplo, mais caras.

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Esta é uma das placas mais perigosas, num português mais claro, a placa diz: não estacione por aqui, é um estacionamento particular, você pode pagar uma multa de 60 Euros.

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Neste caso você pode estacionar o carro por duas horas, na posição indicada na placa, usando um tipo “parquímetro” que a gente coloca de forma visível – geralmente em cima do painel do carro, das 8h às 18h nos dias de semana, e é livre o estacionamento por aqui nos finais de semana e durante a noite.

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Esta placa também indica que é uma área onde o estacionamento é pago, de segunda à sexta-feira das 8 às 20 horas e aos sábados das 8 às 18 horas.

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Esta também é uma placa que indica que estacionar por ali é pago de segunda à sexta-feira das 8 às 20 horas e aos sábados das 8 às 18 horas.

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Aqui indica que são duas vagas para carros de pessoas com necessidades especiais, claro que tem que ter a plaquinha indicativa.

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Os estacionamentos privados, sejam eles em supermercados, shoppings, etc. eles têm essas placas indicativas nas ruas indicando se tem vagas (no caso desta foto “Tilaa” quer dizer “Há vagas”) ou na maioria das vezes até quantas vagas tem.

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Nesta placa a informação é a seguinte das 00 às 06 da manhã, todos os dias, não é permitido estacionar ali porque é uma vaga para táxis.

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Aqui você pode estacionar por 1 hora, usando aquele “parquímetro”, de segunda à sexta-feira das 8 às 18 horas e sábado das 8 às 15 horas. Mas se você faz parte do grupo A, geralmente é algo dado aos moradores da região, você pode ficar estacionado por ali quanto tempo quiser.

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Pra essa placa a informação é que durante o dia e noite você pode estacionar por ali por até 3 horas, usando aquele tipo “parquímetro”. Mas o limite de tempo não se aplica à quem pertence àquele grupo A.

Difícil de entender, não é mesmo? E por aqui ainda faltou uma placa não muito comum, mas muito confusa, que explica se você pode estacionar por ali em dias pares ou ímpares e de lado da rua. O problema é que, difícil ou não, a gente tem que entender, porque se estacionar num lugar errado, se passar do tempo, a multa é certeira e serão 60 Euros a menos no seu orçamento. E também algo precisa ficar claro, se você quer estacionar de graça, esteja preparado pra uma boa caminhada, porque próximo ao centro mesmo, só áreas pagas.

Aos poucos chego à conclusão de que  a Finlândia é um lugar excelente pra viver, mas é onde nem tudo é perfeito. Podia ter um estacionamento mais liberal como em muitos lugares no Brasil, né?

Não sei esquiar ou patinar no gelo | Minä en osa hiihtä tai luistella

Em supermercado, em lojas de artigos esportivos, na internet, por todo lugar estão vendendo patins, esquis e o problema é que eu sou de um país tropical, que raras vezes viu neve, então eu não sei esquiar ou patinar no gelo.

Daí hoje vendo as notícias, vi que uma escola internacional de esqui oferece aulas gratuitas para crianças estrangeiras, e penso: “poxa que legal, integrando as criancinhas estrangeiras no costume local!”. Mas, e os adultos? Calma que tem chance pros adultos também. Continuei lendo, além da notícia, a página da escola.

Achei excelente que têm umas vaguinhas pros adultos também. Afinal de contas, a gente que também não sabe esquiar, não pode ficar de fora, né? Cadê a coragem pra encarar uma pista de patinação ou um resort de esqui sabendo que, de fato, estamos num nível antes do infantil?! Não é fácil encarar a realidade de que esses jovens, essas crianças finlandesas desde que aprendem a andar, aprendem também a esquiar e/ou patinar no gelo, além das brincadeiras com trenó, etc. Mas é pior ainda saber que se você não “botar a cara à tapa” e temter, não vai aprender nunca como esquiar na neve ou patinar no gelo e vai ficar de fora das atividades mais comuns no inverno.

A escola International Cross Country Ski School of Finland, ou, originalmente em finlandês, Kansainvälinen Hiihtokoulu, ensina a modalidade Cross Country. O objetivo deles é ensinar pelo menos 100 crianças e 10 adultos de origem estrangeira.

Meu relato de hoje está mais relacionado à notícia que li, no link vocês podem ver a versão em inglês, mas ainda tenho pretensão de aprender pelo menos os esportes mais comuns no inverno pra me integrar à cultura e me divertir um pouco nesse inverno. Talvez entre em contato com a escola, vai que eles têm umas aulas por aqui… ou talvez eu tente na cara e coragem mesmo.

Turku

Estive visitando Turku no último sábado e vou mostrar um pouquinho pra vocês. Antes de tudo, queria dizer que cidades à beira mar (e qualquer outra cidade na Finlândia) são mais turísticas em tempos de verão, em tempos de inverno não tem muito atrativo. Além disso, visitei Turku bem no dia 31 de dezembro, nublado, frio e atrações todas fechadas para visitação. Mas, positividade, e vamos lá…

Turku é a cidade mais antiga da Finlândia, fundada no século XVIII, tem mais ou menos 184 mil habitantes, é uma cidade bilíngue (com a maior população de língua sueca na Finlândia), às margens do mar Báltico e do rio Aurajoki, lugarzinho que deve ser visitado. Aliás, fiz um passeio rápido e já combinei de voltar no verão, quando tudo, de fato, acontece.

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E uma informação bem interessante no site oficial da cidade é que Turku tem algumas cidades irmãs (pra quem não sabe o que é uma cidade irmã, uma explicação bem simples é uma cooperação entre as cidades com objetivo de criar relações econômicas e culturais) ao redor do mundo, seguem aqui os anos dos projetos e as cidades:

1946 Bergen (Noruega), Gotemburgo (Suécia), Aarhus (Dinamarca)
1953 São Petersburgo (Ráussia)
1958 Gdansk (Polônia), Constança (Romênia), Rostock (Alemanha)
1963 Varna (Bulgária)
1967 Colônia (Alemanha)
1971 Szeged (Hungria)
1976 Bratislava (Eslováquia)
1992 Florença (Itália)
2008 Tartu (Estônia)

E além destas, Turku também tem uma cooperação com as cidades de Tallinn (Estônia) e Tianjin (China).

Bom, uma atração que precisa ser visitada é o Castelo de Turku, às margens do rio Aurajoki, e que eu também preciso visitar, já que estava fechado para visitação no dia. Mas, se vocês pesquisarem um pouquinho, vão perceber que lá dentro tem peças originais dos tempos medievais e a estrutura já passou por algumas renovações, o que tirou um pouquinho a ideia da visitação, mas todo mundo diz que ainda vale a pena. Eu só pude tirar fotos do lado de fora e posso dizer que já achei que o visual é lindo e rende fotos incríveis.

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O rio Aurajoki, que fica ali ao ladinho do castelo, é o principal rio da cidade e é o que dá acesso ao mar. No verão têm vários barquinhos saindo pra passeios em ilhas, jantares, além dos cruzeiros para a Suécia durante o ano todo. Por ali também tem parque, vários cafés, restaurantes, enfim, é o lugarzinho badalado da cidade. E no verão também tem uma feirinha medieval rolando por ali.

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Os principais pontos turísticos ficam ali próximos ao rio, por exemplo, a Biblioteca Municipal. O prédio tem a parte antiga e a parte nova, ambos muito bonitos.

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Existe também um museu marítimo Forum Marinum, às margens do rio Aurajoki, que não estava aberto no dia que fui, mas além do prédio conta com alguns barcos-museus e peças em exposição. Pra quem gosta de barcos, navios e afins, com certeza é uma visita que vale a pena. Fica bem pertinho do Castelo de Turku.

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E uma das minhas visitas preferidas em qualquer cidade finlandesa é o Kauppahalli, ou mercado antigo. Este aqui é de 1896 e é bem bonitinho, além disso tem comida gostosa, de vários países diferentes, num preço acessível.

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Bom, nas proximidades de Turku tem outras duas cidadezinhas que são uma gracinha e vale a pena a visita: Raisio, que é pequena, simples e bem bontinha, e Naantali, que é uma cidade totalmente veraneia, com parques, restaurantes, hotéis e muita coisa pra fazer somente no verão.

Enfim, Turku (e região) é uma gracinha, a arquitetura, o beira rio, o beira mar… tudo lindo! Com certeza voltarei no verão e, claro, vou deixar uma matéria nova pra vocês.