Cidade de Luz | Valon Kaupunki

No último final de semana tivemos um evento que acontece todos os anos em Jyväskylä: Valon Kaupunki. Onde a cidade fica cheia de shows de luz, têm coelhos gigantes iluminados, danças com luzes, materiais recicláveis formando esculturas, etc. Aconteceu nos dias 22 a 24 de Setembro, principalmente pelo centro da cidade. Este é considerado um dos projetos mais importantes para a cidade, o objetivo é mostrar formas diferentes de usar as luzes, valorizando a cidade e criando novas experiências.

Infelizmente foi bem nesta semana que o marido pegou uma gripe daquelas e não pudemos acompanhar as programações. Tinham concertos, danças, shows de luzes, etc. Mas só pudemos ir durante um tempinho no sábado a noite, ou seja, já no finalzinho. Mesmo assim, deu pra ter uma ideia e ano que vem vamos tentar acompanhar os programas.

Interessante, né?

E começaram as aulas de finlandês | Aloitin suomen kielen kurssin

Talvez uma das coisas que mais gostei na Finlândia é a excelente recepção à estrangeiros. Logo depois de ter meu visto de residência, tive uma entrevista no TE Toimisto (uma Secretaria de Trabalho) e a minha “agente” lá me acompanha desde então para o que eu precisar. Em nossa primeira conversa (que teve uma tradução para o português), ela perguntou sobre meus estudos, conhecimento em outros idiomas experiência profissional, etc. Ela também fez uma espécie de encaminhamento para o Kela (Serviço Social da Finlândia) para que eu pudesse receber um benefício enquanto aguardo por um emprego. Na verdade, eu recebo uma espécie de “seguro desemprego”, por estar esperando por um emprego, e mais uma ajuda de custo (para alimentação e transporte) pelos dias que estou estudando a língua finlandesa. E ao final agendou um teste de idioma para que eu pudesse ingressar nas aulas de finlandês oferecidas pelo governo.

O teste é dividido em duas etapas: entrevista e teste de conhecimento linguístico e do finlandês. Não é muito fácil, mas é um formato novo que o país está adotando, especialmente depois deste tão falado “boom” de pessoas refugiadas se mudando para vários países, também a Finlândia, de forma a direcionar os estrangeiros para aulas básicas ou avançadas.

Ou seja, basicamente, com menos de seis meses morando na Finlândia eu tenho acesso à saúde, um certo auxílio financeiro e aulas do idioma local… Tudo de graça! Se existe algo que a gente tem que fazer em troca? Saúde entra como básico do básico, então não. Para o auxílio financeiro eu preciso continuar aberta às ofertas de emprego, mesmo que eles saibam que eu só vou conseguir (e procurar) um bom emprego quando souber falar o tal finlandês (especialmente porque não moro em Helsinque). E, no caso do idioma, algo que você tem que dar em troca é basicamente estar presente todos os dias na aula. E você ainda ganha fichário, lápis, borracha, livro de estudo, certificado do curso, estágio, curso de segurança ou higiene (dependendo da área de estágio)…

Bom, então no finalzinho da semana retrasada recebi uma ligação do meu contato no TE e ela me disse que havia uma vaga na turma avançada que tinha começado em Agosto. Até tinha uma possibilidade de abrirem turmas adicionais durante o outono, mas para quem está a meses em casa, começar agora pareceu bem melhor, claro que topei. E comecei na segunda-feira passada.

Considerando que estou mais ou menos umas 5/6 semanas atrasada em relação à turma, o primeiro dia de aula foi CAÓTICO! Doeu tudo. Cansei todos os meus neurônios, que, ao final da aula, não sabia mais o que era direita ou esquerda. Ah! Não mencionei que, seja na turma básica ou avançada, as aulas são de segunda à sexta-feira das 8h30 às 13h45. Então, lógico que cansa muito estudar uma língua tão… intensamente. Talvez o pior pra mim neste primeiro dia foi este “delay” de quase seis semanas, porque os alunos já estavam de amizades feitas, já falavam alguma coisa em finlandês e a professora fala finlandês o tempo todo. A cabeça sobrecarregou no primeiro dia. Mas ao final da aula tive uma conversa com a professora, peguei o material das aulas de perdi e ela me disse algo, em inglês, que me fez sobreviver os dias posteriores: “take your time“. Claro que eu gostaria de estar falando como os outros alunos, mas eu preciso de um tempinho e esforço adicionais para estudar o que eles já sabem… O segredo: no meu tempo.

Segundo dia de aula, já estava mais “acostumada” às várias horas ouvindo finlandês e, como foram corrigidas algumas atividades e teve uma ligeira explicação sobre o que foi ensinado anteriormente, consegui acompanhar melhor a turma. Chegando em casa, estudei um pouco do que perdi nas aulas anteriores. Terceiro dia foi maravilhoso: passamos pela fábrica de chocolate Panda e fizemos um passeio em Nyrölän, um parque a mais ou menos 20km de Jyväskylä. Foi uma oportunidade de conhecer os outros alunos, de todas as partes do mundo, e mais um pedacinho da região. Aqui vocês podem ter uma ideia do lugar:

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Ainda quero voltar lá, aproveitar mais. É um parque com uma trilha curta de 2km até o lago, tem um grill pra poder passar mais tempo lá.. Enfim, bem gostoso o lugar.

No quarto dia de aula: exaustão. A turma já tinha uma prova marcada, combinei com a professora que poderia fazer a primeira prova deles, já que era algo que eu já tinha estudado em casa, e, quando terminei, ela sugeriu se eu queria fazer a mesma prova que a turma estava fazendo. Como eu vinha acompanhando a revisão deles, fiz. Duas provas assim na primeira semana, a cabeça cansou. Mas, no dia seguinte, quando vi o resultado: uma satisfação. Apesar de não ter estudado os verbos em casa e ter assistido somente dois dias de aula da turma, consegui fazer uma boa parte da prova e fiz praticamente tudo certinho. E neste dia também rolou uma visitinha no museu.

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Bom, estou na segunda semana… cheia de determinação. Já aprendi bastante coisa: números, cores, alguns verbos, estações do ano, meses, dias da semana, membros da família, etc. Acho que muito em breve vou conseguir arranhar um finlandês por aí. E por causa de toda essa determinação, resolvi dar um novo passo em nossa fanpage no Facebook e Instagram, e criar a “Palavra do Dia“. Sim, vou dividir meus conhecimentos (recém adquiridos) de finlandês com vocês. Acompanhem por lá!

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Espero que dê certo e faça sucesso! Até a próxima!

Jogos Paralímpicos Rio 2016 | Paralympialaisiin Rio 2016

Desde o dia 07 de Setembro acontece no Rio de Janeiro os Jogos Paralímpicos. Infelizmente a cobertura dos Jogos não está sendo a mesma que nos Olímpicos. Mas, claro que a Finlândia está participando mais uma vez.

Segundo o site oficial dos Jogos Paralímpicos Rio 2016, a Finlândia só esteve ausente nos Jogos de 1964, em Tóquio, e carrega um total de 270 medalhas. E como anda a participação finlandesa nos Jogos de 2016? Estamos com 26 atletas participando em 13 esportes.

Vamos conhecer alguns dos atletas?

A atleta mais nova é Amanda Kotaja, de 21 anos, participando do Atletismo, nas provas de 100 e 400m rasos. Resultado de imagem para amanda kotaja

E o atleta mais velho é Jarmo Ollanketo, de 57 anos, participando no ciclismo de estrada.

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Provavelmente o atleta paralímpico mais famoso na Finlândia é Leo Pekka Tähti, 33 anos, participante no Atletismo 100m rasos masculino. Ele já tem uma coleção de medalhas dos últimos Jogos em Atenas (2004), Pequim (2008) e Londres (2012).

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E a Finlândia já tem duas medalhas nestes Jogos, uma é prata, com a atleta Marjaana Heikkinen, por lançamento de dardo feminino, pontuando 18,42. Pelos Jogos em Londres (2012) ela já tinha uma medalha de bronze.

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A outra é bronze, no Atletismo 100m rasos masculino, pelo atleta Henry Manni.

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Agora vamos ver se a Finlândia traz mais medalhas pra casa, a fama é no Atletismo. Será que vai ter medalha no Atletismo ainda?

Para quem se interessar, no site oficial das Paralimpíadas é possível ver mais informações sobre o histórico da participação da Finlândia nos Jogos, artigos sobre os atletas e quadro de medalhas das edições anteriores

E pra quem quiser saber sobre os resultados nos Jogos Olímpicos, bom, a Finlândia ficou mesmo só com uma medalha de bronze, pela boxeadora Mira Potkonen. Quem sabe melhora na próxima, nos Jogos em Tóquio 2020.

 

Como é viajar da Finlândia para a Suécia de cruzeiro | Kun matkustaa Suomesta Ruotsiin risteilyaluksella

Estive visitando uns amigos na Suécia na semana passada e achei interessante compartilhar com vocês a experiência de sair da Finlândia para a Suécia de cruzeiro. Bom, para quem não sabe, a Finlândia e a Suécia estão lado a lado nos seus nortes, mas separadas pelo Mar Báltico na maior parte de sua extensão. Então, na maioria das vezes, para viajar para a Suécia (além de outros países como Noruega, Dinamarca, Estônia, Letônia, Lituânia, Rússia, etc.) vamos de cruzeiro porque é mais “em conta” do que viajar de avião, por exemplo. Não só pela aventura, mas, principalmente, por você poder ir com seu carro e explorar o destino tranquilamente sem precisar se preocupar com achar passagem de ônibus ou trem.

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Como as viagens são curtas (Turku – Finlândia > Estocolmo – Suécia, por exemplo, são em torno de 10 horas de viagem), esses cruzeiros são um pouco menores que aqueles que a gente vê no Brasil, eles têm menos atrações e são mais é “práticos” pro pessoal do que “divertidos”. Vou mostrar pra vocês um comparativo entre duas empresas diferentes, que viajamos desta vez, a Silja Line e a Viking Line.

Na ida fomos com a Silja Line Galaxy, saindo de Turku com destino a Estocolmo. Pegamos a viagem diurna, saindo de Turku às 8h da manhã. Pra começar a nossa aventura, como Turku está a umas três horas de Jyväskylä e temos que estar no porto com uma hora a meia hora de antecedência (porque estávamos com o carro), tivemos que acordar por volta de 2h30 da manhã (?!) e pegar a estrada para chegar a tempo. Acordar essa hora é cansativo, mas ver o nascer do sol, não tem preço!

Chegando no porto de Turku, a primeira parada é no guichê, onde pegamos os nossos cartões de acesso e nos orientam a fila para o cruzeiro. E aí esperar a nossa vez de entrar no “car deck”, o estacionamento dos carros.

O cruzeiro, como disse anteriormente, é mais simples que os turísticos que conhecemos no Brasil, mas têm seu atributos. São 9 andares, com elevadores, cabines (em todos os estilos), bares, restaurantes, sauna, lojinhas e Tax Free Shop (definitivamente é o lugar que tem a maior procura). Como fomos durante o dia, demorou um tempo para o Tax Free Shop abrir e eles ainda tiveram intervalo pro almoço, então, as comprinhas ficariam prejudicadas, se quiséssemos comprar alguma coisa (eu só queria comprar uma água mesmo, porque nos restaurantes e bares é tipo o triplo do preço).

Existem alguns pontos favoráveis sobre as viagens diurnas, neste caso, são mais baratas, dá pra ver as ilhas pelo caminho, outros cruzeiros e você chega a tempo de ainda dar uma caminhada pela cidade. Mas existe um grande ponto desfavorável: a hora não passa! Mesmo que tenham alguns programas durante a viagem, sala de jogos, restaurante… são mais de 10 horas dentro de um cruzeiro e a hora não passa, em alguns momentos são absurdamente entediantes.

No nosso caso, como teríamos que sair de Jyväskylä de madrugada, optamos por pegar uma cabine durante a viagem. Deixa eu explicar… Quando vamos comprar os vouchers da viagem diurna, primeiro vem o preço sugerido com assento no deck, o que significa que você tem acesso normal, pode ficar sentado no deck, nos restaurantes, na recepção, mas não tem seu banheirinho particular, uma caminha pra descansar, etc. Então, experimentamos pegar uma cabine pra viagem durante o dia, uma econômica mesmo, só pra dar um cochilo, já que teríamos que dormir pouco. E, pasmem, ficou mais barato! Pois é, ficou 5 Euros mais baratos que se ficássemos só sentados pelo cruzeiro. Com certeza usaremos essa tática mais e mais vezes!

As cabines variam de preço e conforto. Pegamos uma econômica, mas melhorzinha. Tivemos uma experiência agradável, cabine limpinha, banheiro limpinho, toalhas e lençóis limpos. Tudo ótimo e ainda com janelinha. O único “problema” era a televisão que não funcionou nem na base do tapinha, mas queríamos mesmo descansar, então não foi um problema. Só na hora do almoço que “acordamos apropriadamente” e fomos dar uma andada pra conferir o que tinha de programação.

Pontos positivos pra Silja Line é que além de estar bem limpinho, mesmo depois de uma viagem noturna, as programações e informações estavam bem claras; além disso, funcionários corteses, elevadores impecáveis, atrações interessantes nas programações (teve até aula de circo para crianças) e um preço bem atraente. Pontos negativos é o Tax Free Shop é bem pobre de ofertas, o wifi é bem limitado nos dados e tem menos opção para restaurantes.

Aqui vocês podem dar uma olhadinha em como foi essa experiência pela Silja Line Galaxy.

Sobre a nossa volta, viemos numa viagem noturna pela Viking Line Amorella. Particularmente, gosto mais das viagens noturnas, você consegue aproveitar um pouco do que o cruzeiro tem pra oferecer, dorme um pouco e chega descansado no destino. Claro que, por isso, e por ter que pagar os funcionários para trabalhar em períodos noturnos, essas viagens são mais caras (até duas ou três vezes mais) que as diurnas. Já havia viajado de Viking Line anteriormente e, como da última vez, não me decepcionei. Tudo bem limpinho, mais opções de restaurantes, cabines confortáveis e… amei ter uns chocolatinhos Fazer me esperando na cabine. Ah! E só para esclarecer, voltamos por uma companhia diferente porque o preço da viagem noturna pela Viking Line estava mais barato que pela Silja Line.

Bom, como estávamos sem acesso a internet na Suécia, salvamos o mapa off line de Estocolmo para nos direcionarmos ao porto, especialmente na volta. E, como eu temia, nos perdemos… mas só por um pouquinho. Ainda bem que o maridão já esteve várias outras vezes por lá e “meio que conhece” a cidade. Chegamos bem a tempo pro embarque dos carros (lembrando que, quando está com o carro, tem que chegar com antecedência) e de ver um pôr do sol INCRÍVEL! Tirei várias fotos e vou dividir aqui um pouquinho com vocês.

Infelizmente, como estava muito cansada (tínhamos passeado pelo centro de Estocolmo durante o dia e fomos direto para o porto), não aproveitei muito do que o cruzeiro teve para oferecer. Mas soube que tivemos shows nos bares e cassino funcionando. Demos uma passadinha no Tax Free Shop e, definitivamente, estava bem mais atrativo que o da companhia anterior.

Sobre a cabine, optei dessa vez por pegar uma econômica no segundo andar, o que significa embaixo dos carros e, provavelmente, abaixo do nível do mar, porque li que seria mais “estável”. Neste ponto gostaria de comentar que eu sou a pessoa mais enjoada do mundo, ser passageira no carro me dá enjôo, e quando comprei os vouchers estava com medo de ficar enjoada de novo, já que ano passado fiquei bem enjoada nas viagens. A cabine, mesmo que simples, estava bem arrumada, diria que talvez até melhor que a cabine da Silja Line, contava com rádio (essa cabine não tem televisão), serviço de alarme para te acordar entre 1 e 2 horas antes do cruzeiro chegar no porto. Por que o alarme? Bom, quando o navio chega no porto, todos devem estar nos carros ou próximos das portas de acesso. É tudo bem rápido. De manhã acordamos mais cedo, fizemos a última comprinha no Tax Free Shop e chegamos em Turku.

Aqui vocês podem ver como foi nossa experiência com a Viking Line Amorella.

Bom, no comparativo, ambas as companhias são boas. Eu diria que a Silja Line ganhou no quesito atrações e programas, mas a Viking Line é mais confortável e tem mais opções de compra. Sobre os preços, são bem próximos, não chega a ser motivo para escolher entre uma e outra.

Para quem nunca viajou de cruzeiro, é uma oportunidade num preço razoável. Além disso, não precisa ter medo… nas cabines tem vários informativos sobre o que fazer numa situação de emergência, para onde ir, etc. Enfim… Vale a pena experimentar a viagem em um formato novo, que não é nem pro terra e nem pelo céu, mas pelo mar!