Mãe de dois (parte 2) | Mom of two (part 2)

English bellow

PT

Voltei! Continuando nossa conversa anterior sobre maternidade… Descobri que ser mãe de dois é tudo ao dobro mesmo: traz mais alegria e amor, requer mais atenção, cansa mais e de menos é só a boa memória e o tempo livre mesmo, por isso este blog anda tão atrasado nos posts. Foi mal.

É real: não lembro das coisas que tenho que fazer e não tenho tempo livre. Qualquer um com um bebê em casa sabe que aquele ser pequenininho demanda muito tempo; o que é lógico, ele depende de você pra tudo. E pra dar conta de limpar a casa ou lavar roupas é preciso muita criatividade e uns braços extras. Ao mesmo tempo, sua cabeça está tão focada no bem-estar daquele pequeno ser humano, que você acaba se esquecendo de pagar uma conta ou até de renovar o visto de residência (não é mesmo?!… quase fiquei ilegal por aqui). Mas o negócio de ser mãe de dois é que, com o mais velho sendo ainda um bebê (porque dois anos e meio ele ainda é tão dependente quanto um bebê), todo e qualquer minutinho livre, é pra ele — o que é justo. Então as montanhas de roupa suja ficam ainda maiores e a casa nunca para arrumada, é claro.

O post anterior escrevi enquanto segurava meu bebê durante suas sonecas, mas foi bem mais tranquilo do que este post. Já que este post eu até comecei a escrever no mesmo dia, mas durante vários dias fui indo e vindo, continuando e revisando… porque atualmente estamos nos sete meses e todas as mudanças ao mesmo tempo: temos dentinhos nascendo, angústia de separação fortíssima e alguém tentando aprender como engatinhar e se levantar (inclusive durante a noite). Então meus dias e noites estão uma loucura.

Pra que vocês tenham uma ideia dos dias loucos que estamos vivendo por aqui… aqui vai um resuminho.

Depois de amamentar mais ou menos umas três (ou até mais vezes agora que os dentinhos estão nascendo) vezes durante a madrugada, meu filho mais novo acorda às cinco da manhã (!), como um reloginho, às vezes até mais cedo (tipo hoje que ele acordou tranquilamente às 4:20 da manhã pra continuar treinando sua habilidade ainda não adquirida de engatinhar)… isso porque os meninos vão dormir muito cedo. Eu sei. Mas é o horário que dá certo pro sono deles, o que eu posso fazer?! Enfim, normalmente, eu levanto, brinco com ele algo bem tranquilo, bem quieto pra não acordar ninguém. A parte desafiadora neste momento é que, quando ele já está pronto pra sua primeira soneca do dia, geralmente, o meu filho mais velho acorda (parece que foi combinado, pra não deixar a mamãe aqui voltar a dormir), por volta das seis e meia da manhã. Algumas vezes estou com sorte e já tinha colocado o primeiro pra dormir de novo, em outras, o sono do mais novo atrasa um pouquinho porque preciso fazer a rotina do café da manhã numa velocidade ainda mais rápida pra dar tempo de deixar um comendo e fazer o outro dormir antes de estar exausto e começar a chorar.

Os meninos acordam cedo… isso é fato. Pra o bem-estar geral, a gente tenta várias coisas. Às vezes pai dorme no quarto do mais velho e a mamãe tem um tempo com ele antes de dormir, o mais novo dorme com a mamãe ou vai pro berço, mamãe dorme com os dois na cama e o papai no quarto dos meninos, colchão no quarto e por aí vai. Vivendo e aprendendo. Ser pai e mãe é isso aí: sempre tentando acertar. 🙂

Daí a correria da manhã começa: café da manhã pra fazer, fraldas pra trocar, às vezes banho, às vezes não, bebê no colo enquanto passa manteiga no pão, aquele importante abraço de bom dia já querendo um colo da mamãe também, o mais velho querendo tudo que vê: suco, leite, pão, biscoito (menos fruta, né?!)… Bom, depois do café da manhã, senão tiver nenhum episódio de cocô logo antes de sair (atrasando tudo), é só colocar a roupa no filho mais velho pra ir pra escolinha, ajeitar as coisas do marido, perguntar se ele lembrou de tomar seus medicamentos, dar abraço de tchau tchau, dizer “mamãe ama você, aproveite seu dia”, dar um beijo e um minutinho de paz reina por aqui.

Neste momento, ou eu tenho a chance de comer calmamente meu café da manhã ou vou fazer o pequeno dormir. Daí você pensa: aproveita pra dormir enquanto o bebê dorme… Bem, meus caros amigos, essa é uma dica boa, mas não é uma realidade (e as mamães sabem disso muito bem). Ele dormiu, eu ainda preciso estar alguns minutos ali pra me certificar de que ele continue dormindo (bem o que tô fazendo agora: com ele nos braços, dormindo, aguardando o momento certo de deixá-lo dormindo e cuidar dos outros afazeres da casa: botar roupa pra lavar, tirar as roupas do varal, dobrar, lavar a louça ou colocar na máquina de lavar louças (obrigada Deus pela máquina de lavar louças!) e já começar a preparar nosso lanchinho e jantarzinho. Aliás, uma curiosidade, aqui a gente come num horário um pouquinho diferente. Nossa refeição principal é um jantar às 17:00 e o almoço fica por conta de um lanchinho mais leve. E já preparo antes porque quando o filho mais velho chega da escolinha, ele quer a atenção da mamãe, então procuro deixar o máximo possível pronto antes dele chegar pra dar toda a atenção que ele precisa.

Bom, quando o filho mais velho e o marido chegam de volta, daí vem a correria do jantar, banho nos meninos, rotina do sono… O mais novo dorme às 18:30 e o mais velho 19:30, ou seja, depois de passar um dia inteiro em prol da casa e dos meninos, lá pelas 20:30 estamos nós dois sentados no sofá, exaustos. Sabendo que no dia seguinte vai ser a mesma coisa.

Isso não é uma reclamação. Longe disso. É a rotina normal de pais com duas crianças pequenas em casa. Provavelmente os seus pais passaram por circunstâncias e desafios similares e os seus filhos passarão pelo mesmo dificultoso caminho com os filhos deles. Ter filhos é ter o cansaço que mais vale a pena. Porque quando a gente senta no sofá, só os dois, depois que os meninos já dormiram, a gente fica falando deles… do que eles aprenderam, do que fizeram durante o dia, do que nos ensinaram, do que a gente ainda pode ensinar pra eles, admiramos fotos e vídeos e nos sentimos orgulhosos ao ver que todo amor e dedicação que a gente dá pra eles, já está dando resultados. Como na foto inicial deste post, nossos filhos só têm amor pra dar, o tempo todo. E a gente fica com o coração quentinho de vê-los demonstrando um amor sincero assim.

É claro que, quando o cansaço bate, a saudade dos tempos antes das crianças vem junto. É natural. A vida era diferente, tínhamos possibilidades de viver sem muitos planos, sair pra onde quiser, como e quando quiser, dormíamos a noite toda, despreocupados. E com as crianças a gente tem que planejar onde ir, troca de fraldas, lanchinhos, levar em conta o cansaço deles, hora da soneca e quando temos que estar de volta em casa pra que eles possam dormir… a vida é diferente, nós estamos diferentes e, por mais desejada que seja, a vida de antes já não cabe mais no que nos tornamos.

Encerrando o assunto “mãe de dois”, posso dizer que é lindo fazer parte e ver essa conexão nascendo entre dois irmãos… meu filho mais velho cuida e ensina o mais novo e, mesmo pequenos, eles já têm suas diferenças e um amor inexplicável um pelo outro. Por mais que, por um lado, eu queira que eles fiquem assim pequenininhos, fofinhos, também quero muito ver a conexão entre eles amadurecer e eles se tornarem parceiros pra vida.


EN

I’m back! So continuing our previous conversation about motherhood… I found out that being a mother of two is everything doubled: it brings more joy and love, requires more attention, tires more and just a good memory and free time are less, that’s why this blog keeps delaying posts. Sorry.

True story: I keep forgetting things I have to do and I don’t have any free time. Well anyone with a little baby at home knows that that tiny human being demands a lot of our time; of course, he depends on you for literally everything. And to be able to our place clean or wash our clothes, a lot of creativity is needed as well as extra arms. At the same time, your head is so focused on the well-being of that little human being, that you end up forgetting to pay a bill or even to renew your residence permit (isn’t that right?!… I almost got illegal here). But the thing about being a mother of two is that, your oldest still a baby (because for me two and a half years old is as dependent as a little baby), any and every little free minute is for the older one — which is totally fair. Then the mountains of laundry get even bigger and home is not exactly clean and tidy, of course.

The previous post I wrote while holding my baby during his naps, but it was much more easier than this one. I even started writing on the same day as the previous one, but for days I went back and forth, continuing to write and revising it… because currently we are living the seventh month of this baby with all the changes at the same time: teething, a strong separation anxiety and milestones as trying to learn how to crawl and climb (even at night). So my days and nights are crazy.

So that you can have an idea of these crazy days check out how is our daily routine.

After breastfeeding about three (or even more times during this teething season) during the night, my youngest child wakes up at five in the morning (!), sometimes even earlier (like today that he woke up at 4:20am to continue training his as-yet-unacquired ability to crawl)… that’s because the boys go to bed very early. I know. But it’s the time that works for them to sleep better, so what can I do?! Anyway, normally, I get up, play with him something very calm and quiet so as we do not wake anyone up. Challenge is that, when he’s ready for his first nap of the day, my oldest son usually wakes up (it seems like it was arranged, not to let mommy go back to sleep), around six and half in the morning. Sometimes I’m lucky and I’ve already put the first one to sleep, at other times though, the youngest’s sleep delays a bit because I need to go through the breakfast routine at an even faster speed to give something to the older one to eat before the younger one is exhausted and starts to cry.

Boys wake up early… that’s a fact. For our well-being, we‘ve tried several things. Sometimes my husband sleeps in the older one’s room and I spend some time with him before bed time, or the youngest sleeps with me or he goes to his crib, or I sleep with both of them in my bed while my husband is in the boys’ room, mattress on the floor and so on. Living and learning. Being a father and mother is like that: always trying to get it right. 🙂

Then the morning rush begins: breakfast to prepare, diapers to change, sometimes shower, sometimes not, baby on my arms while buttering bread, an important good morning hug and the other one already wanting to be on mommy’s arms too, a toddler literally wanting everything he sees: juice, milk, bread, biscuits (just not fruits, right?!)… Well, after breakfast, if we don’t have any poop episodes right before their leaving (delaying everything), is just about put some clothes on the oldest son to go to the daycare, fix my husband’s things for the day, tennis him to take his medications, hug my older one bye-bye, say to him “mommy loves you, enjoy your day”, kiss him and then a moment of peace reigns around here.

At this point, either I have a chance to calmly eat my breakfast or I’m going to put the little one to sleep. Then you might think: sleep while the baby sleeps… Well, my dear friends, this is a good tip, but it is not a reality (and moms know it very well). Once he slept, I still need to be there a few minutes to make sure he stays asleep (well what am I doing now: with him in my arms, sleeping, waiting for the right moment to let him sleep and take care of other household chores: put clothes to wash, take the clothes off the clothesline, fold them, wash the dishes or put them in the dishwasher (thank God for the dishwasher!) and start preparing our snack and dinner. Oh yea, here we eat at a slightly different time. Our main meal is a dinner at 5:00pm and lunch is more like a lighter snack. And I prepare it beforehand because when the oldest one comes home from daycare, he wants mommy’s attention, so I try to get as much ready as possible before that to give him all the attention he needs.

Well, when my oldest son and my husband come back, then comes the rush of eat the dinner, bathing the boys, sleep routine… The youngest sleeps at 6:30pm and the oldest at 7:30pm, that is, after spend a whole day on behalf of home and my boys, around 8:30pm we are both sitting on the couch, exhausted. Knowing that the next day will be the same thing.

This is not a complaint. Far from it. It’s the normal routine for parents with two young children at home. Probably your parents have gone through similar circumstances and challenges and your children will go through the same difficult path with their children. Having children is having the most worthwhile fatigue. Because when we sit on the sofa, just the two of us, after the boys have gone to sleep, we usually talk about them… what they learned, what they did during the day, what they taught us, what we can still teach to them, we admire their photos and videos and we feel proud to see that all the love and dedication we’ve given to them is already giving results. As in the opening photo, our kids are just full of love to give, all the time. And it melts our hearts to see them showing such sincere love.

Of course, when tiredness hits, the good memories from the times before children come with it. It’s natural. Life was different, we had the chance to live without many plans, to go wherever we wanted, however and whenever we wanted, we slept all night with no concerns. And with the children, we have to plan where to go, diaper changes, snacks, take into account their tiredness, nap time and when we have to be back home so they can sleep at eight time… life is different, we are different and the life from before no longer fits what we have become.

To end this subject “mother of two”, I can say that it is beautiful to be part and see the very start of this connection between two brothers… my oldest son takes care and teaches the youngest and, although little, they already have their differences and an inexplicable love to each other. As much as I wish to have them this tiny and cute, I also really would like to see this connection between them grow to the point that they become partners for life.

Mãe de dois (parte 1)| Mom of two (part 1)

English bellow

PT

Enquanto tenho nos braços meu filho mais novo, que acabou de adormecer depois de chorar por um tempo a dor dos primeiros dentinhos nascendo. O mais velho está na escolinha e meus pensamentos com ele o tempo todo: será que ele comeu? será que ele vai dormir a soneca? o dia está chuvoso, será que ele vai brincar lá fora? será que ele está se divertindo? será que sente saudades de mim? de casa? do irmãozinho? Resolvi escrever e dividir as partes boas e não tão boas assim da maternidade, especialmente quando são dois pequenos.

Eu já comentei algumas vezes por aqui que, ser mãe, sempre foi um desejo meu. Desde bem pequena. Não fui daquelas meninas que brincavam de boneca para trocar a roupinha e colocar laço no cabelo. Mas fui das que se preocupava em montar a casinha, fazer a comidinha, dar banho. Acho que sempre soube que queria viver a maternidade real, não só a parte bonita.

E, como vocês já sabem, apesar dos meus “probleminhas”, consegui ter duas gestações saudáveis, partos não tão fáceis e bebês com certa dificuldade no começo, mas lindos e saudáveis também. Aliás, acabo de me atentar que não dividi com vocês o relato do meu segundo parto e meu menino já tem seis meses! Oops.

Minhas gestações foram bem tranquilas, mas com um terceiro trimestre mais complicado… no primeiro, havia um baixo fluxo no cordão umbilical, que a princípio poderia indicar um parto prematuro, mas que, ainda bem, se normalizou; já no segundo, depois vou contar com mais detalhes, ele não virou com a cabecinha pra baixo e acabei num parto pélvico, que apesar de ser de risco, foi tudo bem (e bem mais fácil que o primeiro).

Nos dois pós-partos passei por um puerpério difícil. Dificuldade na amamentação, a culpa que toda mãe sente (difícil essa parte, ein… e parece que não vai embora, sempre vem aquela culpa, né?!), a solidão… e aqui eu ainda digo que, pra quem mora longe da família, essa parte bate mais forte.

Aliás, acho que vou falar dessa solidão. Como disse, sempre quis ser mãe. Mas viver a gestação, o parto, pós-parto e a maternidade em si, longe da minha mãe, da minha irmã, do meu pai, das minhas amigas mais próximas… foi e é muito difícil. É claro que eu tive muita sorte de encontrar um marido incrível com uma família mais incrível ainda, que me acolheu como se fosse filha e irmã deles. Mas não ter as dicas e a ajuda da minha mãe, sempre tão cuidadosa, ou a comidinha dela no pós-parto, não ter os sábios conselhos ou colo da minha irmã, não ter os mimos do meu pai, não ter aquela amiga pra trocar uma fralda enquanto você toma um banho, se empolgar na preparação de um chá de bebê, ir com você comprar roupinhas… isso fez e continua fazendo (e vai fazer ainda) muita falta.

Como lido com essa solidão? Muita chamada de vídeo, mando cartões e cartas pelos correios, eles mandam caixa com presentinhos, muita meditação nos motivos, no porquê estou aqui, em como aqui tenho um excelente suporte médico, social e educacional para as crianças, como aqui meus filhos também têm uma parte da família deles e muita busca de promoção de passagens aéreas pra eles virem pra cá ou nos irmos pra lá (antes do COVID né?! que só fez isso tudo aí ficar mais complicado… como já devem imaginar). Quando a solidão bate (e ela vez ou outra vem mais forte), me permito chorar, colocar pra fora, mas me permito também ser racional… a distância existe, não tem muito o que fazer pra resolver isso, então uso as técnicas que tenho disponíveis.

E uma dica pra você que mora longe da família e está grávida ou pensando em engravidar… existe uma solidão materna para todas. Aquela solidão das noites amamentando, ninando o bebê com cólica, das noites mal dormidas durante os saltos de desenvolvimento, enquanto, na maioria das vezes, o teu marido vai estar dormindo ali ao lado, pleno. Como mães, somos a fonte de conforto, segurança, carinho e alimento para nossos filhos. É a mãe que o filho chama quando sente dor, medo, quando está com fome, quando está chateado… E ser fonte de tanta coisa, muitas vezes te esgota e nessas horas que você queria ter um colo da sua mãe (a quem você também chama quando sente medo, quando tem dúvida é não sabe o que fazer…), você está longe e não tem esse colo. É triste, dolorido, mas uma realidade. Minha dica é: primeiro, mantenha o vínculo com sua família mesmo que por telefone, vídeo chamadas ou outra forma de comunicar, permita que eles participem do dia a dia corrido, da bagunça da casa, dos bebês chorando, isso é importante pra eles e pra você também, afinal, eles estão, da forma que é possível, participando da vida deste novo integrante da família. Além disso, tenha a sua rede de apoio local… se não tem família, talvez tenha a família do teu marido, amigos e amigas que podem e vão te dar o carinho, a escuta, os conselhos e o suporte que você precisa. Não tenha vergonha ou medo de pedir ajuda. Talvez não seja a comidinha da mamãe no pós-parto, mas é um bolo que uma amiga fez pra você, uma sopa que a sua sogra te traz… valorize isso. E uma última dica: não se prenda à solidão, desfrute destes momentos sozinha com seu filho, eles são únicos, duram pouco e passam rápido… mesmo que as madrugadas talvez pareçam eternas e exaustivas.

Inclusive, falando da parte boa dessa solidão… são nestes momentos que você, ali cansada e sozinha, provavelmente vai testemunhar as maiores descobertas. você vai ser a primeira a ver aquele sorriso mais sincero do mundo: quando o teu bebê te vê e sorri… é mágico, é amor do mais puro, vai ver ele tentando avançar tocar teu rosto e sorrindo quando conseguir encostar no queixo da mamãe, também provavelmente você vai ser a primeira a ver ele descobrindo a mãozinha, alcançando o pé e até engatinhar pela primeira vez. Curta estes momentos, eles são únicos e recompensadores.

PS: claro que postei só depois do boa noite dos meninos.


EN

While I have my youngest son in my arms, who has just fallen asleep after crying the pain of the first teeth coming out. The eldest is in kindergarten and my thoughts with him all the time: did he eat? will he sleep his nap? it’s a rainy day, will he play outside? is he having fun? does he miss me? home? his little brother? Well, I decided to write and share the good and not-so-good parts of motherhood, especially when having two little ones.

I’ve already commented a few times around here that being a mother has always been a dream (or a plan) of mine. Since I was very young. I wasn’t one of those girls who played with dolls to change their clothes and put a bow on their hair. But I was one of those who cared about setting up the house, making the food, giving a bath. I think I always knew I wanted to experience real motherhood, not just the pretty part.

And, as you already know, despite my “little problems”, I managed to have two healthy pregnancies, although not so easy births and babies with some difficulty in the beginning, but beautiful and healthy too. By the way, I just realized that I haven’t share with you anything about this second birth and my boy is already six months old! Oops.

My pregnancies were very good, but with a more complicated third trimester… in the first pregnancy, there was a low flow in the umbilical cord, which at first could indicate a premature birth, but which, thankfully, normalized; in the second, I’ll tell you in more detail later, his head didn’t turn down and I ended up in a pelvic birth, which although considered being risky, was all right (and much easier than the first).

In both postpartums I went through a difficult puerperium. Difficulty in breastfeeding, the guilt that every mother feels (by the way, difficult that part, huh… and it doesn’t seem to go away, that guilt always comes and goes, right?!), loneliness… and here I’d say that, for those who live far from their family, this part hits harder.

By the way, I think I’ll talk a bit more about this kind of loneliness. As I said, I always wanted to be a mother. But experiencing pregnancy, childbirth, postpartum and motherhood itself, far from my mother, my sister, my father, my closest friends… it was and it is very difficult. Of course I was very lucky to find an amazing husband with an even more amazing family, who took me in like I was their daughter and sister. But not having my mother’s tips and help, always so lovely and careful, or her postpartum food, not having the wise advice of my sister, not having my father’s pampering, not having that friend to change diapers while I could be taking a shower, or preparing a baby shower, going with you to buy tiny baby clothes… well, I’ll tell what, this has been and continues to be (and will still be) a big missing part.

How do I deal with this loneliness? A lot of video calls, I send cards and letters, they send us boxes with little gifts, a lot of meditation on why I am here, how here I have excellent medical, social and educational support for my children, that my children also have here a part of their family and a lot of searching for flight tickets in fair prices for my family to come here or us to go there (before COVID, right?! which only made all this more complicated… as you can imagine). When loneliness hits (and it sometimes comes stronger), I allow myself to cry, to let it out, but I also allow myself to be rational… the distance exists, there’s not much to do to change it, so I use the techniques I have available.

And a tip for you who live far from your family and are pregnant or thinking about getting pregnant… there is this maternal loneliness for everyone. That loneliness of nights nursing, rocking the baby with colic, sleepless nights during the leaps of development, while, most of the time, your husband will be sleeping right beside you. As mothers, we are the source of comfort, security, care and nourishment for our children. It’s the mother that the child calls when he feels pain, fear, when he is hungry, when he is upset… And being the source of so many things often drains you and at these times you want to have same comfort from your mother (whom you too he calls when you are afraid, in doubt or doesn’t know what to do…), you are far away and you don’t have that person there. It’s sad, painful, but real. My tip is: first, keep the bond with your family even if it’s over the phone, video calls or any other way of communicating, allow them to participate in the busy daily life, the mess around the house, crying babies, this is important to them and for you too, after all, in that way they are, as much as possible, participating in the life of this new member of the family. Also, have your local support network… if you don’t have your family, maybe you have your husband’s family or friends who can and will give you the care, listening, advice and support you need. Don’t be ashamed or afraid to ask for help. Maybe it’s not your mommy’s food, but it’s a cake that a friend made for you, a soup that your mother-in-law brings to you… appreciate that. And one last tip: don’t get stuck in solitude, enjoy these moments alone with your child, they are unique, they don’t last long and go quickly… even if the sleepless nights and early mornings may seem eternal and exhausting.

Also, talking about the good part of this loneliness… it is in these moments that you, there tired and alone, will probably witness the greatest discoveries. You’ll be the first to see that most sincere smile in the world: when your baby sees you and smiles… it’s magic, it’s pure love, also you’ll see him trying to touch your face and smiling when finally can touch mommy’s chin, also you’ll probably be the first to see him discovering his little hand, reaching for the foot and even crawling for the first time. Enjoy these moments, they are very unique and rewarding.

Uh… this is already very long, my boy is already waking up and I haven’t even talked about being a mother of two yet. I’m going to do a part two on his next nap.

PS: of course, posting it after their good nights. 🙂

100

English bellow

PT

Este é o post número 100 do blog. E por isso decidi compartilhar 100 fatos sobre mim.

  1. Sou brasileira.
  2. Nascida bem no meio do Brasil, em Campo Grande, MS.
  3. Na infância, também morei em Recife/PE e João Pessoa/PB.
  4. Por isso, a cultura e comida nordestinas são bem presentes na minha vida.
  5. Há cinco anos moro na Finlândia.
  6. Moro em Säynätsalo, uma ilha no meio do segundo maior lago da Finlândia, Päijänne.
  7. E bem pertinho de alguns pontos turísticos (obras do Alvar Aalto, o mais famoso arquiteto finlandês).
  8. Falo português, inglês, espanhol e finlandês.
  9. Deveria falar também italiano, que estudei por vários anos, mas, com a falta de prática e o início das aulas de finlandês, acabei esquecendo.
  10. Sempre quis aprender francês.
  11. Sou uma pessoa muito calma e fiquei ainda mais desde que me mudei pra cá.
  12. Na Finlândia aprendi a desacelerar e apreciar as coisas com mais tempo.
  13. Dos passatempos finlandeses que mais gosto de fazer é ir à floresta e colher cogumelos.
  14. Desde que me mudei aprendi a cozinhar, comer e amar cogumelos.
  15. Também gosto demais dos churrascos finlandeses, principalmente porque uma atividade ao ar livre é um alívio depois de um longo inverno.
  16. Não acho o inverno finlandês ruim, mas poderia ser um pouquinho mais curto. Todos concordam?
  17. A temperatura mais fria que enfrentei na Finlândia foram -34 graus Celsius.
  18. Definitivamente, não gosto do começo do inverno, quando fica escuro a maior parte do dia.
  19. Mas acho lindo quando a neve vem.
  20. Talvez por causa do longo inverno e a falta de sol, minha pele ficou mais clara desde que me mudei pra cá.
  21. Já passei dos trinta há um tempinho (e essa informação basta… hehehe).
  22. Sempre quis ter os olhos verdes do meu pai.
  23. Mas foram meus olhos castanhos que conquistaram meu marido (palavras dele)… hehe
  24. Casada há cinco anos.
  25. Conheci meu marido através de amigos em comum e várias coincidências, um dia eu conto essa história.
  1. Minhas amizades mais antigas começaram on-line há mais ou menos vinte anos atrás. E estão entre meus melhores amigos até hoje!
  2. Sou da época do ICQ, MSN e internet discada, que só podia ser usada no final de semana. Como dizem… “quando eu cheguei aqui, era tudo mato.”
  1. Sou formada em Psicologia.
  2. Mas na Finlândia só atuei como dona de casa e mãe mesmo.
  3. Mentira, estudei bastante finlandês também, com 6 horas de aula por dia, de segunda a sexta-feira…
  4. Meu sonho sempre foi ser mãe e ter vários filhos.
  5. No começo eram 11 (seria um time de futebol?!), depois seis, mas estou bem feliz e satisfeita com dois filhos.
  6. Profissionalmente, o sonho era ser chef de cozinha.
  7. Sempre gostei de cozinhar.
  8. Comecei a cozinhar aos oito anos de idade.
  9. Acabei na Psicologia por apreço à profissão que conheci na adolescência e pela falta de um curso de gastronomia/culinária na minha cidade, na época em que estava decidindo a minha carreira.
  10. Na adolescência fiz um estágio escolar e fui recepcionista numa clínica com psicólogos, psiquiatras, fonoaudiólogos e terapeutas ocupacionais.
  11. Lá aprendi a fazer café, mesmo sem nunca ter provado, porque não gostava de café. Mas dizem que era bom…
  12. Outra coisa que gosto muito de fazer é escrever, como vocês podem notar.
  13. Por isso, minha mãe sempre me disse que eu deveria seguir carreira como jornalista. Mas isso não me interessou.
  14. Escrevi muitas poesias, contos.. nunca publiquei nada.
  15. Claro que, na escola, minha matéria preferida era redação. Depois português e geografia.
  16. Sempre fui aquela aluna “boa, mas conversa demais”.
  17. Isso sempre acontecia quando eu já tinha entendido a matéria ou feito a tarefa e tinha que esperar pelos outros. Ficava entediada.
  18. Sou baixinha… 1,56m. E, na maioria das vezes, estou feliz assim. Outras vezes queria uns 10cm a mais.
  19. Por isso, já usei muito salto alto.
  20. Mas salto alto não funciona muito bem por aqui, então aprendi a usar e me apaixonei por saltos menores ou até rasteiros.
  21. Já fui bastante consumista, hoje em dia me contento com menos (exceto pelas roupinhas de bebê… porque todas são muito fofas!), sou ótima em encontrar boas ofertas e até pechinchar.
  22. Na Finlândia aprendi a adquirir coisas usadas, de segunda mão.
  23. Sempre sonhei em ter uma chácara pequenininha, e, quando criança, fazia uma lista de árvores frutíferas que plantaria no meu quintal e desenhava a casa que eu queria na minha chácara.
  24. Ao longo da vida, descobri que não sou muito boa pra cuidar de plantas… mas ainda tenho fé e continuo tentando ter umas plantinhas em casa.
  1. Ah! Sempre fui a louca das listas e planejamentos. Quer planejar viagem, festa ou a semana? Fale comigo.
  2. Já passei seis meses pesquisando e planejando uma viagem de quase 6.000km em 23 dias.
  3. Já ganhei voos num sorteio de uma rádio e, aproveitei a economia, pra gastar com ingresso pro show do Black Eyed Peas.
  4. Tenho muitas histórias de perrengues de viagem.
  5. Ah! Óbvio… Gosto demais de viajar, então já podem imaginar como tem sido difícil este último ano…
  1. Já conheci 13 países, deveriam ser mais, mas a pandemia não colaborou com meus planos de viagem.
  1. Com certeza um país que eu gostaria de voltar é o Chile.
  2. Dos 27 (26+1) estados brasileiros, já viajei para 17.
  1. E tem mais uns vários que gostaria de visitar, especialmente na parte Norte do país.
  1. Não sou fã de viagens sem planejamento. Mas de vez em quando “deixo a vida me levar”, digo, meu (bem mais espontâneo) marido.
  1. Gosto demais de museus e prédios antigos.
  1. De todas as recordações, fotos são as minhas preferidas.
  1. Aliás, amo fotografar, não sou do tipo profissional, mas quem sabe um dia não viro fotógrafa?!
  2. A propósito… lembra aquela viagem planejada por seis meses. Deletei todas as fotos por acidente (e ainda não superei).
  3. Pra piorar, por aqui estragou um HD que tinha todas as nossas fotos… isso porque já tínhamos comentado que colocar tudo na nuvem. Mas não deu tempo (e essa perda também não superei ainda).
  1. Claro, também gosto muito de comer (especialmente carboidratos.. hehe) e conhecer comidas diferentes.
  2. Pode parecer meio sem pé nem cabeça, mas se eu tiver tempo de comer ou tomar banho, vou ficar com fome e limpinha, cheirosa.
  3. Aliás, poucas coisas me irritam tanto quanto ficar sem banho.
  1. Até meus 20 anos tinha nojo de bacon, mas um amigo me ensinou a apreciar o que hoje está sempre presente nas minhas refeições.
  2. Pra quem me acompanha por aqui, já sabe… há pouco tempo tempo descobri que sou diabética tipo 1.
  3. Descobri a diabetes depois de passar vários dias comendo algodão doce que sobraram de uma festa de aniversário de casamento.
  4. Algodão doce, suspiro, goiabada e chocolate são meu ponto fraco pra doce.
  5. Comida brasileira está entre as coisas que mais sinto saudade do meu país (principalmente suco (e mousse) de maracujá, pão de queijo, paçoca, doce de banana, doce de goiaba, carne seca, mandioca, farofa, cuscuz e tapioca… fica aí a dica pra quem quiser me presentear).
  6. Em casa a gente mistura culinária brasileira com finlandesa o tempo todo.
  7. Pouquíssimas coisas da culinária finlandesa eu não como, mas o tão amado “lakritsi” é, com certeza, algo que eu detesto. E eu consigo sentir o sabor e cheiro mesmo se vier disfarçado.
  8. Aliás, por aqui aprendi a comer várias coisas que, anteriormente, não gostava.
  9. Por exemplo, tomar chá, nunca fui fã de bebidas quentes (talvez pelo calor do Brasil?!)
  10. E também virei fã de sopa.
  1. Depois de muitas tentativas, aprendi a gostar de sauna.
  1. Nunca quebrei nenhum osso.
  2. Mais nova, tinha dificuldades em lembrar de tomar água.
  3. Por isso, fiquei internada algumas vezes com desidratação, infecção de urina ou rim. Mas já aprendi a tomar água todos os dias.
  4. Tenho uma cicatriz, de quando tinha mais ou menos 7 anos de idade e caí em cima de um ferro que estava dando alicerce para a construção de um muro na antiga casa dos meus pais enquanto estava tentando aprender a pedalar minha bicicleta sem as rodinhas de apoio.
  5. Uso óculos (tenho miopia de um lado e hipermetropia do outro).
  6. Sempre dormi tarde e acordei cedo, mas desde que virei mãe… preciso ir dormir mais cedo pra compensar (se eu tiver a sorte de dormir algumas horinhas, né mamães?!)
  7. Não consigo tirar cochilo durante o dia (por isso entendo a dificuldade do meu filho mais velho em fazer sonecas).
  8. Não canto em público de jeito nenhum.
  9. Mas se você estiver no carro que estou dirigindo, provavelmente vou cantar tranquilamente sem nem perceber que tem alguém ali ouvindo.
  10. Tenho medo de altura e, consequentemente, medo de quase tudo num parque de diversões.
  11. Tenho uma irmã mais nova.
  12. E, em 2012, numa intoxicação com gás, tive uma parada cardiorrespiratória e ela que fez a minha ressuscitação (pra sempre grata, Mari). Nasci de novo.
  13. E por causa deste acidente, minha respiração ficou comprometida, então parei de dançar e descobri o pilates.
  14. Tenho útero bicórneo (uma anomalia anatômica) e, no Brasil, ouvi muitas vezes que, dificilmente eu teria filhos ou, se eu conseguisse segurar uma gestação, não teria parto normal.
  15. Bem, tenho dois filhos e ambos nascidos de parto normal.
  16. Meu filhos mais velho nasceu no dia do nosso terceiro aniversário de casamento.
  17. E o segundo nasceu quatro dias antes do mais velho completar 2 anos de idade.
  18. Sempre gostei de comemorar aniversário de casamento, porque a vida a dois não é fácil e cada dia, mês ou ano a mais juntos, deve ser comemorado como uma conquista.
  19. Desde criança, todos os anos dei presentes para o aniversário de casamento dos meus pais (mesmo morando longe) para parabeniza-los por mais um ano juntos.
  20. Amo minha família brasileira e finlandesa e somos todos muito unidos, graças a Deus!

  • EN

    This is post number 100. And so I’m sharing 100 facts about me.

    1. I’m brazilian.
    2. Born in the middle of Brazil, in Campo Grande, MS.
    3. As a child, I also lived in Recife / PE and João Pessoa / PB.
    4. That is why northeastern culture and food are very present in my life.
    5. I have lived in Finland for five years.
    6. I live on Säynätsalo, an island in the middle of Finland’s second largest lake, Päijänne.
    7. And very close to some tourist spots (Alvar Aalto’s works, he is the most famous Finnish architect).
    8. I speak Portuguese, English, Spanish and Finnish.
    9. I should also speak Italian, which I studied for several years, but, with the lack of practice and the beginning of Finnish classes, I ended up forgetting.
    10. I always wanted to learn French.
    11. I am a very calm person and I have been even more since I moved here.
    12. In Finland I learned to slow down and enjoy things with more time.
    13. One of the Finnish hobbies that I like to do the most is going to the forest and picking mushrooms.
    14. Since I moved I learned to cook, eat and love mushrooms.
    15. I also like Finnish barbecues too much, mainly because an outdoor activity is a relief after a long winter.
    16. I don’t think the Finnish winter is that bad, but it could be a little shorter. Does everyone agree?
    17. The coldest temperature I faced in Finland was -34 degrees Celsius (or -29.2 F).
    18. I definitely don’t like the beginning of winter, when it is dark most of the day.
    19. But I think it’s so beautiful when the snow comes.
    20. Perhaps because of this long winter and the lack of sunlight, my skin has become clearer since I moved here.
    21. I am over thirty (and that is enough… hehe).
    22. I always wanted to have my father’s green eyes.
    23. But it was my brown eyes that catches my husband (his words)… hehe
    24. Married five years ago.
    25. I met my husband through mutual friends and several coincidences, one day I tell this story.
    26. My oldest friendships started online about twenty years ago. And they are among my best friends today!
    27. I am from the time we had ICQ, MSN and dial-up internet, which could only be used on the weekend.
    28. I have a degree in Psychology.
    29. But in Finland, I only worked as a housewife and mother.
    30. Okay that is a lie, I studied a lot of Finnish too, about 6 hours of classes per day, from Monday to Friday…
    31. My dream has always been to be a mother and have several children.
    32. At first were 11 (would it be a football team ?!), then six, but I am very happy and satisfied with two children.
    33. Professionally, my dream was to be a chef.
    34. I always liked to cook.
    35. I started cooking at the age of eight.
    36. I ended up in Psychology due to the appreciation of the profession I got to know in my teens and also the lack of a gastronomy/cooking course in my town, at the time when I was deciding my career.
    37. As a teenager I did a school internship and was a receptionist in a clinic with psychologists, psychiatrists, speech therapists and occupational therapists.
    38. There I learned to make coffee, even though I never tasted it, because I didn’t like coffee back then. But they say it was tasty…
    39. Another thing I really like to do is to write, as you can see.
    40. That is why my mother always told me that I should pursue a career as a journalist. But it didn’t got me actually m.
    41. I wrote many poetry, short stories… never published anything tho.
    42. Of course, at school, my favorite subject was writing. Then Portuguese and geography.
    43. I was always that “good, but too much talk” student.
    44. This always happened when I had already understood the subject or done the task given for us and had to wait for others. I was bored.
    45. I’m short… 1.56m. And, for the most part, I am happy with that. Other times tho I wish I had 10cm more.
    46. So, I used to wear a lot of high heels.
    47. But high heels don’t work very well here in Finland, so I learned to use and love to wear shorter heels or even flat shoes.
    48. I used to be quite a shopper, nowadays I am satisfied with less (except for baby clothes… because they are all absolutely cute!) and I am great at finding good deals and even bargaining.
    49. In Finland I learned to buy used things, second hand.
    50. I always dreamed of having a small farm, and as a child, I used to make a list of fruit trees that I would plant in my backyard and design the house I wanted in my farm.
    51. Throughout my life, I discovered that I am not a very good plant mom… but I still have faith and I keep trying to have some plants at home.
    52. Ah! I’ve always been crazy about lists and plans. Want to plan a trip, party or week? Talk to me.
    53. I have already spent six months researching and planning a trip of almost 6,000km in 23 days.
    54. I once won free flights in a radio raffle and, I took advantage of the savings, to spend on tickets to the Black Eyed Peas live concert.
    55. I have a lot of travel stories.
    56. Ah!Obvious… I like traveling a lot, so you can already imagine how difficult this past year has been…
    57. I have already visited 13 countries, there should be more, but the pandemic did not contribute to my travel plans.
    58. Certainly a country that I would like to return to is Chile.
    59. Of the 27 (26 + 1) Brazilian states, I have already traveled to 17.
    60. And there are several more that I would like to visit, especially in the northern part of the country.
    61. I’m not a fan of unplanned trips. But every now and then I let my (much more spontaneous) husband take me into a trip like that.
    62. I like museums and old buildings like a lot.
    63. Of all the memories, photos are my favorites.
    64. In fact, I love to photograph, I’m not a professional, but who knows, maybe one day I’ll become a photographer?!
    65. By the way… remember that trip planned for six months. Well, turns out I deleted all the photos by accident (and I still haven’t gotten over it).
    66. To make matters worse, not so long ago a hard disk broken… there was all of our photos… and I won’t even say that we had already commented that should be putting everything in the cloud.
    67. Of course, I also really like to eat (especially carbs.. hehe) and to try different foods.
    68. It may seem a little weird, but if I have time to eat or to go shower, I will prefer to be hungry but clean and smelling good.
    69. In fact, few things irritate me as much as not been able to go shower.
    70. Funny fact. Until my 20s I thought bacon was a disgusting thing, but a friend taught me to appreciate what is always present in my meals today.
    71. For those who follow me here, you already know… a short time ago I discovered that I am a type 1 diabetic.
    72. That happened after eating cotton candy left over from a wedding anniversary party.
    73. By the way, cotton candy, meringue, guava sweet and chocolate are my favorite sweets.
    74. Brazilian food is among the things I miss most from my country (especially passion fruit juice (and mousse), cheese bread, paçoca, banana jam, guava jam, dried meat, cassava, farofa, northern eastern couscous and tapioca… here’s the tip for those who want to give me some gift).
    75. At home we mix Brazilian and Finnish cuisine all the time.
    76. Very few things in Finnish cuisine I don’t like, but the much loved “lakritsi” is certainly something I really dislike. That much that I can taste and smell it even if it comes hidden.
    77. Incidentally, here I learned to eat several things that, previously, I did not like.
    78. For example, drinking tea. I was never a fan of hot drinks (maybe due to the heat in Brazil?!)
    79. And I also became a fan of soup.
    80. After many attempts, I learned to enjoy sauna.
    81. I never broke any bones.
    82. Younger, I had difficulty remembering to drink water. So I was hospitalized a few times with dehydration, urine or kidney infection.
    83. But I already learned to drink water every day.
    84. I have one scar, from when I was about 7 years old and I fell on top of an iron that was laying the foundation for the construction of a wall in my parents’ previous house while I was trying to learn to cycle my bicycle without the support wheels.
    85. I wear glasses (I have nearsightedness on one side and farsightedness on the other).
    86. I have always slept late and woke up early, but since I became a Mather… I need to go to sleep early (if I’m lucky enough to sleep for a few hours, right mommies?!)
    87. I can’t take a nap during the day (that’s why I understand the my oldest son’s difficulty in napping).
    88. I don’t sing in public at all.
    89. But if you’re in my car and I’m driving, I’ll probably sing without even realizing that someone is listening.
    90. I am very afraid of heights and, consequently, afraid of almost everything in an amusement park.
    91. I have a younger sister.
    92. And in 2012, in a gas poisoning, I had a cardiopulmonary arrest and she did my resuscitation (forever grateful, Mari).
    93. And because of this accident, my breathing was compromised, so I stopped dancing and started Pilates.
    94. I have a bicornuate uterus (an anatomical anomaly) and, in Brazil, I have often heard that it would be difficult for me to have children or, if I could manage a pregnancy, I would need to go for a c-section.
    95. Well, I have two boys and both were born by normal birth.
    96. My oldest son was born on the day of our third wedding anniversary.
    97. And the second was born four days before the oldest turned 2 years old.
    98. I’ve always liked to celebrate my wedding anniversary, because life as a couple is not easy and each day, month or year together should be celebrated as an achievement.
    99. Since I was a child, every year I give presents for my parents’ wedding anniversary (even living far away) to congratulate them for another year together.
    100. I love my Brazilian and Finnish families and we are all very united, thank God!

    Como economizar nas compras na Finlândia? | How to save money when doing groceries in Finland?

    English bellow

    PT

    A Finlândia não é exatamente o país mais barato do mundo. Na hora das compras no supermercado, principalmente os alimentos frescos como frutas e carnes, podem ser bem caros, já que (a maioria) são importados pra cá. Por isso, resolvi escrever algumas dicas para economizar nas compras por aqui.

    Para baratear para o consumidor e o supermercado não ter perdas de estoque, já há alguns anos, a maioria dos supermercados (ou talvez todos?!) oferecem produtos próximos à data de validade com 30% de desconto. Nos últimos anos, a rede S de supermercados (Prisma, Sale e Alepa) passou a funcionar até mais tarde e, como incentivo aos clientes para que frequentem os mercados durante a noitinha também, os produtos alimentícios com desconto de 30% passam a ter 60% de desconto, se comprados após as 20h. Minimani é outro mercado que aderiu ao desconto maior para os que fazem as compras a noitinha, a ideia é a mesma: produtos alimentícios com 30% de desconto passam a ter 60% de desconto, se comprados após as 21h.

    Eu gosto muito dessa ideia, porque todo mundo sai ganhando… os consumidores conseguem um bom desconto nas compras e os supermercados além de terem clientes em horários que os corredores costumavam estar vazios e “se livrarem” daqueles produtos que talvez iriam pro lixo em alguns dias, também ganham com os outros produtos… afinal, você acaba comprando outras coisas além daquele produto com desconto. E a economia é real! Por exemplo, tenho uma amiga que, durante um ano, experimentou fazer as compras somente depois das 20h e economizou mais de 1000€! Vale a pena!

    Mais recentemente, a rede S de supermercados aderiu às Eiliset Tähdet (estrelas de ontem), que são frutas, verduras e legumes já não tão bonitinhos ou novos assim. E aqui faço um adendo: por aqui há uma preocupação que as frutas, verduras e legumes estejam impecáveis, tanto que há, por exemplo, o “tomate de segunda”, que não está tão vermelhinho ou tão lisinho assim. Enfim, o preço destes produtos é sempre 0,60€/kg, então são bem baratinhos! Já comprei várias vezes bananas que viraram bolo, acelga, maçãs que viraram chips, tomatinhos de 0,14€ e alface de 0,11€ para salada, couve-flor que foi pro forno e por aí vai. Quase sempre (pelo menos comigo, posso dizer que sempre foi assim) essas frutas, verduras e legumes ainda estão excelentes condições de consumo. A dica é: vá de manhã à busca da velha e boa xepa (como chamamos no Brasil).

    Outra dica para economizar, os supermercados por aqui sempre tem um cantinho (geralmente meio escondido) do Outlet, onde você encontra diversos produtos que estão saindo do estoque, como roupas, calçados, panelas, perfumes, maquiagem, decoração e por aí vai. Eu sempre dou uma conferida e já achei e comprei muita coisa legal!

    Uma última dica: tenha os aplicativos dos supermercados. Eles oferecem bônus e bons cupons de desconto exclusivamente para estes clientes. Além de te permitir acompanhar os gastos com compras.

    E você, morador da Finlândia, tem amai alguma dica pra economizar nas compras?


    EN

    Finland is not exactly the cheapest country in the world. When doing groceries, mostly fresh foods such as fruits and meats can be very expensive since (most) are imported here. So I am writing some tips to save on purchases here.

    In order to make it cheaper for the costumers and so the supermarket does not have stock losses, for some years now, most supermarkets (or maybe all of them?!) offer products close to the expire date with a 30% discount. In recent years, the S markets (Prisma, Sale and Alepa) started to be open until later and, as an incentive for customers to go to the markets during the evening as well, food products with a 30% discount now have 60 % discount if bought after 8pm. Minimani is another market that joined the biggest discount for those who shop at night, the idea is the same: food products with 30% discount will have 60% discount, if bought after 9pm.

    I really like this idea, because everyone wins… costumers get a good discount on purchases and supermarkets, in addition to having customers at times when the aisles used to be empty and getting rid of those products that might go to waste in some days, they also earn with the other products… after all, you end up buying other things besides that product at a discount. And the saving is real! For example, I have a friend who, for a year, tried do groceries only after 8 pm and saved over € 1000! Worth it!

    More recently, the S Markets started the Eiliset Tähdet (yesterday’s stars), which are fruits and vegetables that are no longer as fresh or new. And here I make an addendum: in Finland there is a concern that the fruits and vegetables have to be impeccable, so that there is, for example, the “second-class tomato”, which is not as red or as smooth as the other ones. Anyway, the price of these products is always 0.60 € / kg, so they are very cheap! I have already bought bananas and turned them into cake, chard, apples that turned into chips, tomatoes of € 0.14 and lettuce of € 0.11 for salad, cauliflower that went to the oven and so on. Almost always (at least in my case I could say that it has always been this way) these fruits and vegetables are still in excellent condition for consumption. The biggest tip is: go in the morning to search for these offers.

    Another tip to save money here is that supermarkets always have a corner (usually kinda hidden) for Outlet, where you can find various products that are coming out of stock, such as clothes, shoes, pots, perfumes, makeup, decoration and so on. I always check it out and I already found and bought a lot of cool stuff!

    One last tip: have the supermarket apps. They offer bonuses and good discount coupons exclusively for these customers, in addition to allowing you to track tour expenses on purchases.

    And you, a resident of Finland, have any tips to save on groceries?

    A primeira celebridade finlandesa que “conheci” | The first Finnish celebrity I “met”

    English bellow

    PT

    Hoje “conheci” Ville Haapasalo, ator, escritor, apresentador e empresário. Digo “conheci” porque eu, na verdade, não cheguei muito perto por estar gripada… então só vi e cumprimentei de longe mesmo. Mas, enfim, ele estava aqui pertinho de casa apresentando (ou melhor dizendo, vendendo) o Hatsapuri, um pãozinho de queijo que ele trouxe da Geórgia, que é uma delícia!

    Descobri o hatsapuri através do meu sogro (que está ali na foto conprando alguns pra gente), que fez a receita em sua casa e me deu um pãozinho. Claro que, como viciados em queijos, aqui em casa todos amamos o hatsapuri. Pedi a receita e eu mesma fiz algumas vezes em casa.

    Ele tem um programa onde costuma viajar para alguns lugares e aprender receitas locais, é bem interessante. Hatsapuri é uma dessas receitas e veio da Georgia. Agora ele viaja para ao redor da Finlândia com seu trailer e bastante hatsapuri pra vender, se você mora na Finlândia, pode conferir no site as datas e locais do trailer dele (e quando ele mesmo vai estar por lá).


    EN

    Today I “met” Ville Haapasalo, actor, writer, TV host and entrepreneur. I said “I met” because I actually didn’t get very close to him since I have flu… so I just saw and greeted him from a distance. But, anyway, he was here close to where we live introducing (or I’d rather say, selling) Hatsapuri, a cheese kinda bread that he brought from Georgia, which is delicious!

    I first heard about hatsapuri from my father-in-law (who is there in the picture buying some for us), who made the recipe at his place and gave me one for taste. Of course, as cheese addicts, here at home we all loved hatsapuri. I asked him for the recipe and made it myself at home a few times.

    Thai guy has a TV show in which he travels to some places and learn their local recipes, it is very interesting. Hatsapuri is one of those recipes and came from Georgia. Now he travels around Finland with his trailer and a lot of hatsapuri to sell, if you live in Finland, you can check on the website the dates and places where he’d be with his trailer (and even when he will be there himself).