Ismo

PT

Pois é, o verão passou, o outono já está na metade e eu sumi… eu sei. Vida de mãe, meus amigos, vida de mãe. Às vezes mal dá tempo de trocar o pijama (o que eu não reclamo) ou de comer direitinho (o que, sim, me deixa de mal humor). E sim, estou amando ser mãe… embora cansada, cada dia é mais bonito com meu bebê aqui. E neste tempo eu vi e passei por tantas coisas que queria ter dividido aqui, mas é isso… maternidade, prioridades.

Enfim, eis aqui algo que gostaria de compartilhar com vocês… eu estava vendo há alguns dias atrás o Late Late Show com James Corden quando me deparei com um humorista finlandês, já bem conhecido por aqui, Ismo. “Conheci” o Ismo num vídeo famoso dele sobre a tal expressão finlandesa “no niin” e seus diversos significados a partir dos diferentes tons de voz usados na pronúncia (difícil de explicar, difícil de entender… eu até colocaria o vídeo, mas parece que o vídeo com legendas em inglês sumiu do Youtube). Ele de vez em quando vem aqui à Jyväskylä com seu show, mas ainda não tive a oportunidade de ir, embora gostaria.

Eu gosto bastante dos textos dele, você consegue dar risada de bobagens da vida… Sem contar que o forte sotaque finlandês que faz tudo ficar ainda melhor. O texto que ele preparou para o Late Late Show é demais… falando sobre o inglês, olha só:

 

 


 

EN

Yeah, summer is gone, fall is half over and I disappeared… I know. Being mom, my friends, being mom. Sometimes I barely have time to change my pjs (which I don’t complain at all) or to eat well (which, in fact, makes me mad). And yes, I’m loving being a mom… although tired, every day is prettier with my baby here. And I have to say that during this whole time I saw and went through so many things I would like to share here, but, well… again… … motherhood, priorities.

Anyway, here is something I would like to share with you… I was watching a few days ago the Late Late Show with James Corden when I came across a Finnish humorist, already well known around here, Ismo. I first watched Ismo in a famous video of him about such a Finnish expression “no niin” and its various meanings from the different tones of voice used to pronounce it (hard to explain, hard to understand… I would even share here that video, but it looks like the video with English subtitles is not available anymore from Youtube). He occasionally comes here to Jyväskylä with his show, but I haven’t had a chance to go yet, although he would like to.

I really like his texts, you can laugh at life’s nonsense… Not to mention the strong Finnish accent that makes everything even better. The text he prepared for the Late Late Show is amazing… speaking about English, take a look:

10 curiosidades sobre o Hóquei no Gelo (na Finlândia) | 10 curiosities of Ice Hockey (in Finland)

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Foto: Lehtikuva

PT

Fomos dormir depois da meia-noite ontem, um domingo em que normalmente iríamos mais cedo para a cama, para assistir à final de hóquei no gelo. E, sim, a Finlândia foi campeã! Se tornando tricampeã mundial! Ganhou ontem do Canadá por 3×1. Por isso, resolvi separar algumas curiosidades sobre o esporte.

O hóquei no gelo é, sem sombra de dúvidas, o esporte mais comum na Finlândia. Cerca de 2 milhões de finlandeses, maiores de 18 anos, demonstraram interesse no esporte, segundo dados da Finnhockey. Considerando que é um país de pouco mais de 5 milhões de habitantes, estamos falando de quase metade da população do país.

Pessoalmente, estou começando a me interessar pelo esporte (para assistir, é claro). É considerado um dos esportes mais rápidos e, por isso, para assistir você precisa estar bem atento. Mas, como estamos sempre falando de Finlândia, vamos às curiosidades:

  1. O primeiro jogo de hóquei no gelo aconteceu na Finlândia em 1899.
  2. Toivo Robert Tikkanen é o primeiro jogador finlandês de hóquei no gelo, ele jogou pelo Akademischer Sport Club Dresden durante o período 1908-1911.
  3. Os primeiros jogos entre equipes por aqui foram organizados pela Federação Finlandesa de Futebo, já que somente em 1929 a Federação Finlandesa de Hóquei no Gelo começou.
  4. O “apelido” do time finlandês é Leijona (ou leão) e vem do brasão finlandês.
  5. No hóquei no gelo, a Suécia está para a Finlândia como a Argentina para o Brasil, no futebol. Há uma rivalidade amigável. E em 1959 foi a primeira vez que a Finlândia gahou da Suécia, depois de 31 anos jogando. Claro que este é um fato relevante para o time finlandês.
  6. Entre 1993 e 1994 há o maior número de pessoas interessadas e/ou jogando hóquei, superando os 3 milhões. Talvez porque em 1994 a Finlândia ganhou bronze nas Olimpíadas e o time feminino também ganhou bronze no campeonato mundial. Será?!
  7. Raimo Helminen é o jogador que mais participou em jogos e pontuou, sendo 331 partidas e 207 gols.
  8. Há time feminino de hóquei no gelo também, e a Finlândia foi o primeiro país europeu e o terceiro no mundo a ter um time feminino.
  9. A Finlândia conquistou outros dois mundiais, em 1995 e 2011. Ontem foi a terceira vez.
  10. Em 2001 Jari Kurri é nomeado o primeiro (e, ao que parece, o único) finlandês do Hockey Hall of Fame. Bom, na verdade, desde 2010, há também uma mulher, Riikka Nieminen. Aliás, na Finlândia, há o Museu do Hóquei no Gelo (Hockey Hall of Fame Finland) em Tampere, na verdade dentro do Museu Vapri, onde há uma exposição com documentos e fotos relacionados ao hóquei no gelo finlandês.

Ah! Se você souber de alguma outra curiosidade, compartilhe. 🙂


EN

We went to sleep after midnight yesterday, a Sunday when we would normally go to bed earlier, to watch the ice hockey final. And, yes, Finland was a champion! Becoming three-time world champion! They won yesterday from Canada by 3×1. So I decided to write some curiosities about the sport.

Ice hockey is undoubtedly the most common sport in Finland. About 2 million Finns, over age 18, have shown interest in the sport, according to Finnhockey. Considering that it is a country of little more than 5 million inhabitants, we are talking about almost half of the population of the country.

Personally, I’m starting to get interested in the sport (to watch, of course). It is considered one of the fastest sports and so to watch you need already to keep eyes open. But as we are always talking about Finland, let’s go to the curiosities:

  1. The first ice hockey game was held in Finland in 1899.
  2. Toivo Robert Tikkanen is the first Finnish ice hockey player, he played for the Akademischer Sport Club Dresden during the period 1908-1911.
  3. The first matches between teams here were organized by the Finnish Federation of Football, since only in 1929 the Finnish Federation of Ice Hockey began.
  4. The “nickname” of the Finnish team is Leijona (or lion) and comes from the Finnish coat of arms.
  5. In ice hockey, Sweden is to Finland like Argentina to Brazil, in football. There is a friendly rivalry. And in 1959 it was the first time Finland won from Sweden after 31 years playing. Of course this is a relevant fact for the Finnish team.
  6. Between 1993 and 1994 there were the largest number of people interested and / or playing hockey, over 3 million. Perhaps because in 1994 Finland won bronze in the Olympics and the women’s team also won bronze in the world championship. Will be?!
  7. Raimo Helminen is the player who most participated in games and scored, being 331 matches and 207 goals.
  8. There are women’s ice hockey teams as well, and Finland was the first European country and the third in the world to have a women’s team.
  9. Finland conquered two other world championships in 1995 and 2011. Yesterday was the third time.
  10. In 2001 Jari Kurri is named the first (and, apparently, the only) Finnish Hockey Hall of Fame. Well, actually, since 2010, there’s also a woman, Riikka Nieminen. Indeed, in Finland, there is the Hockey Hall of Fame Finland in Tampere, actually inside the Vapri Museum, where there is an exhibition with documents and photos related to Finnish ice hockey.

Ah! If you know of any other curiosity, please, share. 🙂

Viajando de trem | Travelling by train

PT

Essa semana tive a experiência de viajar de trem por aqui. Foi minha primeira vez (na FInlândia). E eu queria dividir com vocês.

Como temos carro desde sempre, as viagens são sempre de carro e não tive outras oportunidades de experimentar uma viagem de trem por aqui. Mas como desta vez meu esposo estava levando um carro para uma amiga, decidimos que iríamos todos, assim eu teria minha chance de viajar de trem finlandês e experimentar 4 horas de viagem com o bebê.

A companhia de trem finlandesa é a VR (agora estou na dúvida se é mesmo finalndesa). Você pode ter acesso ao site em finlandês, sueco e inglês. A VR cobre todas as direções do país, parando inclusive em algumas pequenas cidades. Para comprar os tickets pelo site é muito simples, mas como aproveitamos para dar uma caminhadinha por Helsinki, decidimos comprar na estação central de lá.

Os trens que vêm para Jyväskylä (onde eu moro) são o Pendolino e o Intercity (que tem dois andares). Nós viemos no Intercity. Ficamos no vagão 4, onde tem espaço para o carrinho do bebê (a mesma área também serve para cadeirantes) e vem Jyväskylä sem precisar fazer baldiação em Tampere. Então vou comentar sobre minha experiência no Intercity.

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O trem é bem espaçoso, conta com restaurante, playground, área para pets, cabine para alérgicos, cabine para ligações e áreas de trabalho. Bem sinalizado para saber onde está seu assento, restaurante, banheiro e tal. Para as mamães, tem trocador no trem (e nós usamos e foi bem tranquilo) e até a chance de esquentar a mamadeira! Há telas informando as próximas paradas. As janelas são enormes e o trem fica muito claro, inclusive há uma cortina que pode ser baixada se a claridade estiver incomodando (afinal, vivemos no país que tem o sol da meia-noite, né?!). Os assentos contam com tomadas para carregar celular, laptop, etc. e, no nosso caso, tínhamos também uma mesinha, são reclináveis e têm os números escritos também em braile. Para quem paga um pouco mais, tem mais espaço no assento e jornal do dia. Ah! E o trem tem WiFi funcionando muito bem durante toda a viagem.

Não tenho muita experiência em viagens de trem, mas achei o mais silencioso que já viajei. Embora no site diga que a velocidade dele atinge até 160km/h, durante certo trecho alcançou 192km/h sem nenhuma dificuldade. As informações são relatadas pelo condutor em finlandês, mas as próximas paradas são anunciadas automaticamente em finlandês, sueco e inglês. Chegamos apenas 7 minutos atrasados, apesar das várias paradas.

Termino dizendo que a viagem foi tranquila e foi boa o suficiente para me convencer a usar o trem mais vezes.


EN

This week I had the experience of traveling by train here. It was my first time (in Finland). And I would like to share with you.

As we have always car, trips are always by car and I haven’t had other opportunities to experience a train trip here. But as this time my husband was taking a car to a friend, we decided that we would all go, so I’d have my chance to travel by Finnish train and experience 4 hours of travel with the baby.

The Finnish train company is VR (Now I’m wondering… is it Finnish?). You can have access to the website in Finnish, Swedish and English. The VR covers all directions of the country, stopping even in some small cities. To buy the tickets through the website is very simple, but as we took a hike through Helsinki, we decided to buy at the central station there.

The trains coming to Jyväskylä (where I live) are the Pendolino and the Intercity (which has two floors). We came at Intercity. We stayed in wagon 4, where there is room for the baby stroller (the same area is also suitable for wheelchairs) and comes to Jyväskylä without having to change train in Tampere. So I’ll comment on my Intercity experience.

The train is very spacious with restaurant, playground, pets area, private cabin for allergic people, cabins for calls and work areas. By the map is easy to know where your seat is, restaurant, bathroom and such. For moms, there is a place to change your baby on the train (and we used it and it was very handy) and even the chance to warm the bottle! There are screens informing the next stops. The windows are huge and the train is very bright, even there is a curtain that can be lowered if the light is bothering (after all, we live in the country that has the midnight sun, right?!). The seats have sockets to charge cell phone, laptop, etc. and, in our case, we also had a small table, are reclining and have the numbers written also in Braille. For those who pay a little more, there is more space in the seat and newspaper of the day. Ah! And the train has WiFi running very well throughout the trip.

I don’t have much experience in train travel, but I find it the quietest I’ve ever traveled. Although the site says that the speed of it reaches up to 160 km/h, during a certain stretch reached 192 km/h without any problem. The information is reported by the driver in Finnish, but the next stops are automatically announced in Finnish, Swedish and English. We arrived just 7 minutes late, despite the various stops.

I would say that the trip was calm and was good enough to convince me to use the train more often.

Presentinhos | Little Gifts

PT

Eu sei que parece que agora só falo nisso, maternidade e bebê e tal… mas é o momento que estou vivendo, então queria compartilhar algo bem interessante com vocês.

Já havia comentado sobre a caixa do governo que ganhamos durante a gravidez. Mas o que faltou mencionar no post anterior foi que ganhamos outros presentinhos também. Achei bem interessante que por aqui há todo esse cuidado em demonstrar interesse não somente nas coisas óbvias, como a saúde da mãe e do bebê, mas também há o cuidado com a relação do casal, os sentimentos da mãe e até este “bem-estar” provido pelos presentinhos, por exemplo.

Ah! Preciso lembrar que estou falando da Neuvola do bairro onde eu moro, não sei dizer se em toda a Finlândia elas são assim tão amorosas. Talvez diferentes Neuvolas tenham contatos com fornecedores diferentes e, obviamente, tenham presentinhos diferentes.

Na primeira visita da Neuvola (e sim, ela vem em casa assim que retornamos da maternidade), ela pesou nosso bebê, observou a amamentação e deu dicas, conversou com a gente e passou diversos papéis informativos sobre a chegada do bebê na família e os cuidados nas primeiras semanas. Mas, também ganhamos uma pequena caixa com brindes de duas empresas, a Mummi, com lenços umedecidos, absorventes, etc. e a Minisun com vitamina D, um chocalho para o bebê e um desenho bem colorido para colocar no trocador e distrair o bebezinho durante a troca.

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Quando nosso filho completou um mês de vida e tivemos a consulta do primeiro mês, além dos procedimentos normais da consulta, ganhamos uma sacolinha com brinde e cartão presente. Além de informações da Mannerheimin Lastensuojeluliito, que é uma organização que cuida do bem-estar da criança e nos deu um tubinho tipo cachecol pro bebê, também sobre natação para bebês da escola de natação Pikku Joutsen, dois bolos e cafés da AA Bakery (um café delicioso que abriu aqui em Säynätsalo) e um cartão presente pra massagem facial e para as mãos, que eu ainda preciso ir, na Kauneushoitola Pistaasi.

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Enfim, os presentinhos todos foram muito úteis e, pessoalmente, achei um diferencial legal esse cuidado com a mãe no pós-parto, já que, quase automaticamente, a gente fica meio de lado.

PS: desculpa a demora, levei duas semanas pra terminar o texto… vida de mãe.


EN

I know it seems like I’m just talking about it, motherhood and baby and such … but this is the moment I’m living, so I would like to share something I found very interesting with you guys.

I had already commented on the government box we got during pregnancy. But what I forgot to mention in the previous post was that we got other goodies too. I found it very interesting that here there is an interest not only in the obvious things, such as the health of the mother and the baby, but also the care with the couple’s relationship, the mother’s feelings and even this “well-being ” provided by the gifts, for example.

Ah! I need to remember that I’m talking about the Neuvola in the neighborhood where I live, I do not know if in Finland they are so lovely too. Maybe different Neuvolas have contacts with different suppliers and obviously have different gifts.

At Neuvola’s first visit (and yes, she comes home as soon as we return from the maternity), she weighed our baby, observed my breastfeeding and gave me tips, talked to us and gave us several informative papers about the baby’s arrival in the family and the care in the first few weeks. But we also got a small box with gifts from two companies, the Mummi, with moistened wipes, hygienic naps and such and Minisun with D vitamin, a baby rattle and a very colorful draw to put on the nursing and distract the little baby during changing his diapers.

When our son was one month we had an appointment, besides the normal procedures of the consultation, we got a little bag with papers, a gift and gift cards. In addition to information from Mannerheimin Lastensuojeluliito, which is a child welfare organization, we got a tube-scarf for the baby, also about swimming for babies at the Pikku Joutsen swimming school, two cakes and coffees from AA Bakery (a delicious cafe that opened last year here in Säynätsalo) and a gift card for facial and hand massage, which I still need to go to, at the Kaistaushoitola Pistaasi.

Anyway, all the goodies were very useful and personally I found a legal differential this care with the mother in the postpartum, since, almost automatically, we are half way.

PS: sorry the delay, it took me two weeks to get this short text ready… mommy´s life.

O nascimento | The birth

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PT

Acho que pra começar, preciso mencionar o dia que meu filho nasceu… Bom, como comentei no post anterior, meus pais estavam aqui, ajudando com os preparativos todos e aguardando o nascimento do primeiro netinho deles, afinal meu parto estava, a princípio, previsto para ser prematuro. Acontece que, os dias foram passando, a gravidez, graças a Deus, normalizando. Meus pais foram embora na tarde o dia 05 de fevereiro e minha bolsa estourou às 8:25 da manhã do dia seguinte! Sim, meus pais estavam ainda chegando no Brasil enquanto eu estava dando à luz. Coincidentemente também, o dia do nosso aniversário de casamento. Então, sim, nosso filho escolheu um dia especial pra nascer.

Então como eu disse, de manhãzinha minha bolsa estourou. A gente já tinha algumas orientações do que fazer de acordo com a Neuvola, nossa amiga que é parteira e o próprio site do hospital. Então liguei para nossa amiga parteira, porque um dos meus “desejos” era que ela estivesse comigo durante o parto, e fiquei usando a bola de pilates, chuveiro quente e tentando relaxar entre as contrações até que estivessem com intervalos de 5 ou 10 minutos. Aqui acontece algo que me desapontou um pouco, fizemos tudo certinho, e, quando ligamos para o hospital, eu já tinha 6 minutos de intervalo e, ainda assim, me pediram pra ficar em casa ainda. Fiquei um pouco desapontada, porque de acordo com as orientações deles, eu já deveria estar a caminho do hospital, mas ainda assim me disseram pra esperar até que estivessem mais próximas.

Enfim, de qualquer forma, minhas contrações evoluíram muito rápido e pouco tempo depois já pularam para 3 minutos e nós corremos para o hospital. No caminho, nossa amiga já ligou para o hospital avisando que estávamos chegando e explicando como eu estava, ter ela ali nos ajudou muito em vários aspectos. Embora ela não estivesse ali trabalhando, ela tem o conhecimento do que está ou deveria estar acontecendo e isso nos deu um suporte incrível (obrigada Kirsi!).

Eu não cheguei a mencionar no post anterior, mas nas últimas semanas da gravidez, recebi da Neuvola um modelo de plano de parto. O plano de parto não é obrigatório, embora seu preenchimento seja sugerido. Ele consiste basicamente suas expectativas para o nascimento, sua situação familiar, como foi sua saúde física e mental durante a gravidez pelo seu ponto de vista (já que a perspectiva médica já está no seu registro), se você tem alguma doença e como está sendo tratada no momento, dietas, alergias e medicamentos em uso. As partes que me chamaram atenção no plano de parto sugerido por aqui foram essas últimas: aspectos religiosos e culturais que devem ser levados em consideração no tratamento e as expectativas que você tem em relação ao quarto e cuidado no pós parto. Achei que minhas vontades foram respeitadas e o que não pôde ser exatamente como eu gostaria, foi me perguntado e explicado no momento.

No hospital, primeiro passamos por uma enfermeira obstetra, que avalia como a mãe e o bebê estão, em relação a batimentos cardíacos, contrações, pressão arterial, fazem exame de toque, etc. Para ela que entregamos o cartão da mamãe, onde estão registradas todas as consultas da gravidez e o plano de parto. Se está tudo caminhando para o parto mesmo, já ali nos passam uma troca de roupa e vamos ao quarto de parto. Ali também me perguntaram se eu aceitaria que uma estudante acompanhasse a parteira. Honestamente, estava com tanta dor que nem me importei com estudante nenhuma não e, de verdade, para certas coisas, não vejo problema em ter estudantes, afinal eles têm que aprender com alguém, não é mesmo?

No quarto de parto temos várias coisas para ajudar durante as contrações: diferentes bolas de pilates, cadeiras, chuveiro e um negócio que eu não sei o nome, mas que você pode andar com ele e ao mesmo tempo ter um suporte para as mãos. Ali também você pode ter um suquinho para beber durante essa fase do trabalho de parto. Tem poltrona para o papai e tinha uma segunda, que poderia ser para mim, mas ficou com nossa amiga. Eu mesma não tinha condições de sentar em poltrona nenhuma não.

Se você opta por anestesia ou epidural, as parteiras avaliam a quantas vão as contrações para ver o momento exato de ligar para o médico anestesista. Se não, elas continuam avaliando e, inclusive, se sentirem que há a necessidade de anestesia ou epidural, elas vão te sugerir, mas a decisão sempre vai ser sua.

Na hora da expulsão, você pode escolher em que posição gostaria de estar. Tem cadeira, a cama também pode ter sua posição alterada até que esteja confortável para você. No meu caso, fui mudando de posição até uma que ajudasse o bebê a sair. Bom, meu trabalho de parto (desde que a bolsa estourou até o nascimento) durou exatamente 12 horas.

Normalmente, a mamãe e o bebê ficam no hospital por dois dias ou até que o pediatra libere o bebê. No nosso caso, ficamos mais tempo. Por causa da minha diabetes, meu filhinho nasceu hipoglicêmico, precisou ficar em acompanhamento, e depois teve icterícia. Eu tive umas complicaçõezinhas no final, perdi muito sangue, precisei de uma visitinha no centro cirúrgico e, por isso, fiquei em observação também.

Não sei exatamente como é ter um filho no Brasil, mas posso dizer sobre ter um filho na Finlândia. Nem tudo foi perfeito, hoje, dias depois, eu vejo algumas coisinhas que poderiam ter sido melhores ou ter dado mais atenção. Mas, de verdade, não tenho reclamações. Mas posso dizer que, de forma geral, minhas vontades foram respeitadas, o tratamento no quarto e das parteiras todas foi incrível, poder ter meu marido ali e ele ter a experiência de cortar o cordão umbilical e de ter o contato pele com pele com o bebê foi excelente para a relação deles também, o fez sentir mais participativo num momento que, normalmente, é somente da mãe. Fomos acolhidos por todos mesmo nos momentos mais difíceis, como na dificuldade com a amamentação ou quando nosso filhinho tão pequeno ficou dias na observação e não podia dormir com a gente. A equipe foi muito acolhedora e paciente com esses pais de primeira viagem.

Por fim, cabe dizer é que a experiência em si é incrível, de fato, milagrosa.


EN

So to start, I need to talk about the date my son was born… Well, as I mentioned in the previous post, my parents were here, helping with all the preparations and waiting for the birth of their first grandchild, after all, my delivery was, at first, predicted to be pre term. It turns out, my pregnancy, thank God, normalized. My parents left in the afternoon on February 5th and my water broke at 8:25 am the very next day! Yes, my parents were still arriving in Brazil while I was giving birth. Coincidentally too, this was the date of our wedding anniversary. So, yes, our son chose a very special day to be born.

So, like I said, my water broke in the morning. We already had some guidelines about what to do according to Neuvola, our friend who is a midwife and the hospital’s own website. So I called our midwife friend, cause one of my “wishes” was for her to be with me during the birth, and I kept using the pilates ball, hot shower and some songs to relax between the contractions until they were 5 or 10 minutes apart. At this point something happened here that disappointed me a bit, we did everything as we suppose to, and when we called the hospital, I had 6 minutes between contractions and they still asked me to stay home and wait. I was a little disappointed, because according to their directions, I should be already on my way to the hospital, but they still told me to wait until they were closer.

Anyway, my contractions evolved very fast and shortly jumping for 3 minutes and we went to the hospital. On the way, our friend called the hospital to tell them that we were on the way and explained how I was, have to say that having her there helped us in many ways. Although she was not working there, she has the knowledge of what is or should be happening and this know-how gave us an incredible support (thank you Kirsi!).

I didn’t mention it in the previous post, but in the last weeks of pregnancy, I received from Neuvola a birth plan template. The birth plan is not required, although  suggested. It basically consists of your expectations for the birth, your family situation, how has been your physical and mental health during pregnancy from your point of view (since the medical perspective is already on your record), if you have any disease and how it is being treated, diets, allergies and medications in use. The subjects that I found interesting in the birth plan suggested here were the religious and cultural aspects that should be taken into consideration in the treatment and the expectations you have regarding the room and postpartum care. I found that my wishes were respected and have been asked and explained at the time what could not be exactly how I would like to.

In the hospital, we go first to an obstetrician nurse, who evaluates how the mother and baby are in heartbeat, contractions, blood pressure, etc. For her we deliver the mother’s card, where all the pregnancy records and the birth plan. If everything looks like is going to give a birth soon, we have a change of clothes and we go to the delivery room. There they also asked me if I would accept a student accompanying the midwife. Honestly, I was in so much pain that I did not even care about any student or whatever, and I truly don’t see any problem with having students, they would have to learn from someone, do not they?

In the birth room we have several things to help during the contractions: different pilates balls, chairs, shower and a thing that I don’t know the name but that you can walk with it and at the same time have a support for your hands. There you can also have a little drink to drink during this part of labor. There’s an comfy chair for daddy and a second one, which could be for me, but our friend used it. I myself couldn’t just sit in an comfy chair at all.

If you choose anesthesia or an epidural, the midwives evaluate then how are the contractions to see the exact time to call the anesthesiologist. If not, they continue to evaluate anyway, and if they feel the need for anesthesia or epidural, they will suggest, but the decision will always be yours.

At the time of the expulsion, you can choose which position you would like to be in. It has chair, the bed can also have its position changed until it is comfortable for you. For me, I kept changing position until one that helped to put the baby out. Well, my labor (since the water broke to birth) lasted exactly 12 hours.

Normally, the mother and the baby stay in the hospital for two days or until the pediatrician releases the baby. In our case, we stayed longer. Because of my diabetes, my baby was born hypoglycemic, had to be followed up, and then had jaundice. I had a few complications in the end, I lost a lot of blood, I needed to go to surgery and so I was also staying longer there.

I don’t know exactly what it’s like to have a child in Brazil, but I can say about having a child in Finland. Not everything was perfect, today, days later, I see some little things that could have been better or have paid more attention. But, really, I have no complaints. But I can say that, in general, my wishes were respected, the treatment in the room and the midwives were all incredible, being able to have my husband there and he had the experience of cutting the umbilical cord and having the skin-to-skin contact with the baby was excellent for their bound as well, made him feel more part of a time that is usually only the mother’s. We were welcomed by everyone even in the most difficult moments, such as in the difficulty with breastfeeding or when our little child was on observation days and could not sleep with us. The staff was very welcoming and patient with these first-time parents.

Lastly, it should be said that the experience itself is incredible, in fact, miraculous.