Comprei um livro com receitas para diabéticos | Ostin diabeetikon keittokirjan

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PT

É, o título do post resume tudo. Tirei um dia pra olhar as informações nutricionais de tudo quanto é produto no mercado e no meio desta busca cansativa acabei na sessão de livros e encontrei um livro com 175 receitas para diabéticos.

Na verdade é um livro com 8 semanas de dieta transcrita, que diz que cura a diabetes. Não acredito na cura de uma doença crônica, que até hoje os médicos não encontraram cura, somente o controle. Porém, valem as receitas, com poucos carboidratos/açúcares ou nenhum pra abrir a mente de quem está sofrendo com essa novidade na vida.

Pra começar experimentei uma receitinha mais rápida e simples. É um omelete de espinafre feito no forno. E ficou gostoso. Como ovos e espinafre não contém carboidratos ou açúcares foi uma ótima escolha. Vou dividir com vocês a receita:

Ingredientes
4 ovos
100ml de creme de leite
100g de queijo ralado
2 cebolas pequenas picadas
150g de espinafre
1/2 colher de chá de noz moscada

Modo de Preparo
Aqueça o forno a 170 graus. Lave o espinafre e escorra a água. Organize o espinafre num refratário. Bata os ovos, creme de leite, noz moscada e sal, derrame sobre o espinafre e salpique o queijo ralado. Leve ao forno pré-aquecido por 25 minutos.

É uma delícia.

Sobre a diabetes, isso de checar a glicose 10 ou mais vezes por dia, aplicar insulina antes das refeições… não é fácil, é chato pra caramba e tem bagunçado meu emocional nos últimos dias. Esta semana vou ter outra consulta com a enfermeira, vamos ver como vai ser. A história continua.


EN

Yes, the title of the post sums it all up. I took one day for myself just to look at the nutritional information of everything in the market and in the middle of this tiring search I ended up in the book session and found a book with 175 recipes for diabetics.

It’s actually an 8-week transcribed diet book that says it cures diabetes. I don’t believe in cure of a chronic disease, which until today doctors have found no cure, but control. However, there are recipes, with few carbohydrates / sugars or none to open the mind of those who are suffering with this newness in life.

For first I tried a quicker and simpler recipe. It’s a spinach omelette made in the oven. And it was delicious. As eggs and spinach don’t contain carbohydrates or sugars it was a great choice. I will share with you the recipe:

Ingredients
4 eggs
100ml cream
100g grated cheese
2 small chopped onions
150g of spinach
1/2 teaspoon of nutmeg

To prepare
Heat the oven to 170 degrees. Wash the spinach and drain the water. Arrange the spinach in a refractory. Mix the eggs, sour cream, nutmeg and salt, pour over on the spinach and sprinkle the grated cheese. Bake in preheated oven for 25 minutes.

It’s delicious.

About diabetes, checking glucose 10 or more times a day, applying insulin before meals… is not easy, it’s stressing and has messed up my emotional in the last few days. This week I’m going to have another appointment with the nurse, let’s see how it goes. This story continues.

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E a saga da diabetes continua | Diabeetikon matka jatkuu

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PT

Como esperado, foi confirmada diabetes tipo 1. O que significa que tenho uma doença autoimune que faz com que meu corpo não produza insulina o suficiente, de onde isso veio… a gente não sabe, pode ser herança genética (embora não saiba de ninguém na minha família com diabetes), pode ser decorrente de infecção viral ou bacterial. Na Finlândia existem até estudos que dizem que a diabetes tipo 1 pode ser tão recorrente por aqui por ser um país limpo demais, o que diminuiria a imunidade especialmente nas crianças. Quem sabe? A verdade é que ninguém sabe ainda de onde eu adquiri este “presente”.

A partir deste diagnóstico, o que se sabe é que terei que tomar insulina diariamente, mas neste começo será somente antes das refeições. A insulina vai servir pra manter os níveis de glicose no sangue normalizados. O que ainda não aconteceu, mas eu espero que aconteça em breve.

Recebi um material da enfermeira, que inclui um pequeno livro sobre a diabetes tipo 1, explicando os sintomas, cuidados e os perigos; um pequeno pôster sobre sintomas de hipoglicemia; umas pastilhas de glicose para se ficar hipoglicêmica; e também um cartãozinho para deixar na carteira em caso de emergência, contendo meus dados pessoais e orientações do que fazer caso eu esteja desacordada. Da médica recebi um documento com o diagnóstico para levar ao Vero (que lida com os impostos por aqui), agora recebo um benefício por 40% de invalidez e vou receber um cartão novo do Kela (que faz a parte social por aqui).

Também recebi orientação para passear pelo site http://www.diabetes.fi e me orientar melhor nesta nova fase da minha vida (se é que eu posso dizer que algo pra sempre seja uma “fase”). Para quem tiver interesse, o site tem informações em finlandês, sueco e inglês. O conteúdo é bem interessante, mas o que me chocou foram os números de diabéticos por aqui. Finlândia é um país com pouco mais de 5 milhões de habitantes e conta com uma média de 50.000 pessoas com diabetes tipo 1 e 300.000 com diabetes tipo 2. Os números são surpreendentes!

Até agora a rotina tem sido bem estressante. Talvez quem já tenha diabetes há anos não sofra mais com isso, mas me estressa muito medir a glicose 10-12 vezes por dia, contar as horas pra medir, pra comer, planejar o que vai comer  e contar os carboidratos, fazer atividade física porque ajuda a baixar a glicemia no sangue e planejar quantidade de insulina de acordo com alimentação e exercícios… não está sendo fácil. Sorte a minha que voltei de férias e ainda não estou estudando ou trabalhando, só essa adaptação já tem sido estressante demais por esses dias. Pelo menos estou tendo o tempo de me adaptar com os testes de glicemia, os horários de refeição, passar mais tempo no mercado lendo as informações nutricionais dos produtos e tal.

Aparentemente, essa parte de exames e médicos está diminuindo, agora tenho mais duas semanas até a próxima consulta com a enfermeira, um mês até os próximos exames de sangue e um mês e meio até a próxima consulta com a médica. A saga da diabética na Finlândia continua nos próximos capítulos.


EN

As expected, type 1 diabetes was confirmed. Which means that I have an autoimmune disease that causes my body to not produce enough insulin. Where it came from? We don’t know yet. It may be genetic inheritance (although I believe has no one in my family with diabetes), may be due to viral or bacterial infection. In Finland there are even studies that say that type 1 diabetes can be so recurring here because it is a too clean country, which would reduce immunity especially in children. Who knows? The truth is that no one knows yet where I got this “gift”.

From this diagnosis, what is known is that I will have to take insulin daily, but at this beginning it will be only before meals. Insulin will serve to keep blood glucose levels normalized. Which has not yet happened, but I hope it will happen soon.

I received a material from the nurse, which includes a short book about type 1 diabetes, explaining the symptoms, care, and dangers; a small poster about symptoms of hypoglycemia; some glucose tablets to times when I’d be hypoglycemic; and also a little card to leave in the wallet in case of emergency, containing my personal data and guidelines of what to do if I am unconscious. From the doctor I received a document with the diagnosis to take to the Vero (who deals with the taxes here), now receive a benefit for 40% of disability and I will receive a new card from the Kela (who does the social part here).

I also received guidance to check out http://www.diabetes.fi and to get some great information in this new part of my life. For those who have interest, the site has information in Finnish, Swedish and English. It’ s very interesting webpage, but what shocked me were the numbers of diabetics around here. Finland is a country with just over 5 million inhabitants and has an average of 50,000 people with type 1 diabetes and 300,000 with type 2 diabetes. The numbers are big!

So far the whole routine has been very stressful. Maybe someone who has had diabetes for years will not suffer from it anymore, but it makes me very stressed to measure glucose 10-12 times a day, count the hours to measure, to eat, plan what to eat and count the carbohydrates, do physical activity because helps lower blood glucose and plan how much insulin according to meal and exercise… not easy. Luckly I’m back from vacation and not studying or working yet, it’s just that the adaptation has been stressful too much these days. At least I’m taking the time to adapt with the blood glucose tests, meal times, spend more time on the market reading the nutritional information of the products and such.

Apparently these lots of exams and doctors are ending, I’ll have in two weeks the next appointment with the nurse, a month until the next blood tests and a month and a half until the next appointment with the doctor. The saga of this diabetic in Finland continues in the next chapters. Keep following.

Como é ser diabética na Finlândia | Millaista on olla diabeetikko Suomessa

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PT

Olá queridos leitores! Voltei de umas férias no Brasil, para visitar minha família, amigos, cachorra, usufruir da vitamina D natural por lá e comer muito. Eu e meu esposo ficamos seis semanas, um tempo relativamente longo, mas que fez a despedida dos amigos e familiares (do calor, da comida, da minha cachorra, da minha antiga caminha…) mais difícil na hora de voltar pra cá. A verdade é que a parte mais difícil mesmo foi retornar com um diagnóstico que , de certa forma, muda tudo.

Duas semanas antes da viagem acabar, tive uns dias com a visão absolutamente embaçada, sem enxergar mesmo. Primeiro tentei oftalmologista, não consegui, a princípio, então fui ao pronto-socorro do hospital. E descobri que sou diabética.

Na hora parece uma sentença de morte. E não passa muito a sensação nos dias seguintes. Afinal de contas, tudo que você escuta é “tem que cuidar, ou você pode acabar em coma, perder um pé ou morrer”. Fácil, fácil. Além disso, (quase) tudo que você está acostumada a comer tem que ser reduzido (para não dizer eliminado) das suas refeições, você tem que comer de 3 em 3 horas, sagradamente, e, especialmente neste começo, furar os dedinhos antes e depois das refeições, quando acorda e quando vai dormir. Não é legal.

Pois é, hoje faz um mês que (descobri que) sou diabética. E essa mudança traz um sentimento ruim nos primeiros dias (e, honestamente, ainda estou nestes dias). Ver prateleiras inteiras de docinhos e chocolates de diferentes tipos e sabores e descobrir que, com muita sorte, você vai achar uma barrinha pequena de chocolate ao leite diet (com sabor acentuado pro adoçante mais que pro chocolate mesmo). Ou quando você se vê sem saber o que pode ou não comer pra poder sair com os amigos. Ou saber que essa mudança vai afetar alguém que não tem nada a ver com isso, meu esposo, e que vai ser “obrigado” a cortar açúcares e carboidratos também. É um fardo triste e pesado.

Enfim, deixando o drama de lado… estamos de volta à Finlândia. E neste post vou começar a contar um pouco, na medida que as coisas forem acontecendo também, sobre a minha saga de diabética em terras finlandesas. É uma forma de vocês conhecerem também um pouco do sistema de saúde finlandês.

Bom, já na primeira hora da segunda-feira ligamos pro centro de saúde do bairro. A enfermeira conversou comigo, pegou os dados médios da minha glicemia nos últimos dias e, imediatamente, marcou no meu perfil como provável diabética. Logo já tive direito a um aparelhinho para medir a glicemia, as lancetas e as tiras de teste – tudo de graça. Eu já havia comprado um aparelho no Brasil e até poderia comprar somente as lancetas e as tiras de teste por aqui, mas o governo não tem contrato com a mesma empresa para me disponibilizar gratuitamente e, por isso, me deram uma segunda marca.

Durante a conversa, a enfermeira agendou consulta com o clínico geral, que já me pediu para fazer uns exames de sangue. Exames feitos, fui à médica. Muito atenciosa, ela olhou meus exames, mesmo aqueles feitos no Brasil, avaliou minha respiração e meus pés (aliás, desde que ganhei este novo sobrenome, descobri que pés, olhos e rins são os pontos fracos do diabético), aumentou a dose dos medicamentos que me passaram na emergência do hospital no Brasil e me agendou num centro especializado para diabéticos no hospital.

Passados uns quatro dias o pessoal do hospital me ligou para agendar a consulta e marcar mais uns exames de sangue. Fui à consulta que envolve enfermeira + médica ambas especialistas em diabetes. Primeiro uma avaliação de pressão arterial, peso e um relatório das últimas medidas de glicemia. Depois durante a conversa com a médica, descobrimos que, de acordo com os novos exames, minha diabetes é tipo 1. Meu corpo ainda produz insulina, só não o suficiente. Então os medicamentos foram cortados e começarei na insulina rápida, aquela antes das refeições. A proposta é fazer um teste até sexta-feira. Ou seja, agora estou no segundo dia de insulina e continuo as marcações de glicemia e amanhã saberemos se está dando resultado ou não.

Enfim, sobre o sistema de saúde para o diabético aqui, achei muito bom. Não sei como é no Brasil, afinal não era diabética (ou era e não sabia) quando estava lá. Mas, por aqui, há um cuidado e um carinho com a pessoa diabética e vários benefícios que eu ainda estou começando a descobri e entender.

Aguardem o próximo capítulo.


EN

Hello dear readers! I just returned from a vacation time in Brazil, to visit my family, friends, dog, to enjoy the natural vitamin D there and eat a lot. My husband and I stayed for six weeks, a relatively long time, wich make not easy to say bye to friends and family (heat, food, dog, my old bed…) to come back here. The truth is that the hardest part was even to return with a diagnosis that, in a way, changes everything.

Two weeks before the trip was over, I had a few days with absolutely blurry vision, I literally couldn’t see anything. I first tried an ophthalmologist, it was not available, at first, so I went to the hospital emergency room. And I discovered that I am diabetic.

At the first time I listened it sounded like a death sentence. And the feeling does not go very much in the following days. After all, all you hear is “you have to take care of it, or you can end up in a coma, lose a foot or die.” Easy. In addition, (almost) everything you are use to eat has to be reduced (not to say eliminated) from your meals, you have to eat every 3 hours, for real, and, especially at this beginning, stick your little fingers before and after meals, when you wake up, and when you go to sleep. Not funny.

Well, it’s been a month since (I discovered that) I’m diabetic. And that change brings a bad feeling in the early days (and, honestly, I’m still in these days). To see whole shelves of sweets and chocolates of different types and flavors and discover that, with great luck, you will find a small bar of diet chocolate (with a pronounced flavor for sweetener rather than chocolate). Or when you see yourself without knowing what you can or can not eat when you want to go out with friends. Or know that this change will affect someone who has nothing to do with it, my husband, and who will be “forced” to cut out sugars and carbohydrates as well. It is a sad and heavy burden.

Anyway, leaving the drama aside… we are back in Finland. And in this post I will start to tell a little, as things are happening too, about my saga of diabetics in Finnish lands. It’s also a way for you to get acquainted with Finnish health care.

Well, in the first hour of Monday we called the neighborhood health center. The nurse talked to me, took the average data from my blood glucose in the last few days and immediately marked my social profile as (probable) diabetic. Soon I had the right to a little device to measure blood glucose, lancets and test strips – all for free. I had already bought a device in Brazil and could even buy only the lancets and test strips here, but the government does not have a contract with the same company to make me available for free and, therefore, gave me a second brand.

During the conversation, the nurse arranged an appointment with the doctor, who already asked me to do some blood tests. Exams done, I went to the doctor. Very attentive, she looked at my exams, even those made in Brazil, evaluated my breathing and my feet (by the way, since I got this new surname, I discovered that feet, eyes and kidneys are the weak points of the diabetic), increase the medicine I got from the Brazilian hospital and scheduled me at a specialized center for diabetics in the hospital.

After four days, the hospital staff called me to schedule the appointment and make some new blood tests. I had this time involving nurse + doctor both diabetes specialists. First blood pressure, weight and a report of the latest blood glucose measurements. Then during the conversation with the doctor, we found that, according to the new tests, my diabetes is type 1. My body still produces insulin, just not enough. Then the medicines were cut off and I started on fast insulin, the one before meals. The proposal is to do a test by Friday. That is, I am now on the second day of insulin and I continue the blood glucose and tomorrow we will know if it is working or not.

Anyway, about the health system for the diabetic here, I found it very good. I don’t know what it’s like in Brazil, after all I was not diabetic (or I was but didn’t know it) when I was there. But here, there is a lovely care and several benefits that I am still discovering and trying to understand.

Wait for the next chapter.

Happoradio – Puhu äänellä jonka kuulen

  • PT

Olá pessoal!

Faz um tempinho que não posto uma musiquinha finlandesa por aqui. Essa eu escutei primeiro quando ainda estava no curso de finlandês, antiguinha, mas continua tocando nas rádios! Uma letra melancólica e bonita… aproveitem!

HAPPORADIO – PUHU ÄÄNELLÄ JONKA KUULEN

Kumpaa sinä pelkäät, melua vai rauhaa?
Do que você tem mais medo, do barulho ou da paz?

Kumpaa sinä kaihdat, yksinäisyyttä vai laumaa?
O que você mais evita, solidão ou multidão?

Miksi sä itket, kun naapurissa jonkun lapsi nauraa?
Por que você chora, quando na vizinhança uma criança ri?

Olet syvää vettä, luokse pääsemätön vuori
Você está em águas profundas, numa montanha inacessível

Unohdettu ullakko, olet titaaninen kuori
Esconderijo esquecido, você está em uma casca de titânio

Miksi sä itket, kun naapurissa jonkun lapsi nauraa?
Por que você chora, quando na vizinhança uma criança ri?

Miksi sä itket, kun radiossa joku rakkaudesta laulaa?
Por que você chora, quando na rádio alguém canta uma música de amor?

Puhu äänellä jonka kuulen
Fale com a voz que eu escuto

Sanoilla jokta ymmärrän
Com as palavras que eu entendo

Runoilla jotka käsitän
Com os poemas que eu compreendo

Sinuun tarvii tekstityksen
Para você eu preciso de legendas

Salaisuuksies selittäjän
Para explicar seus segredos

Kertojan kaikkitietävän
O narrador onisciente

Puhu äänella jonka kuulen
Fale com a voz que eu escuto

Olen yksinkertainen, aina selitystä vailla
Eu sou simples, sempre sem explicações

Sinä kartta monimutkainen, matka vierahilla mailla
Você é um mapa complexo, uma viagem num país desconhecido

 


  • EN

It’s been a while since I my last Finnish song posted here. This particular one I listened when I was at Finnish classes, old style, but still playing on the radios! Sort of melancholic and beautiful lyrics… enjoy it!

HAPPORADIO – PUHU ÄÄNELLÄ JONKA KUULEN

Kumpaa sinä pelkäät, melua vai rauhaa?
Which do you fear, noise or the quiet?

Kumpaa sinä kaihdat, yksinäisyyttä vai laumaa?
Which do you avoid, loneliness or crowd?

Miksi sä itket, kun naapurissa jonkun lapsi nauraa?
Why do you cry when someone’s child laughs next door?

Olet syvää vettä, luokse pääsemätön vuori
You are deep water, an unreachable mountain

Unohdettu ullakko, olet titaaninen kuori
A forgotten attic, you’re a titan shell

Miksi sä itket, kun naapurissa jonkun lapsi nauraa?
Why do you cry when someone’s child laughs next door?

Miksi sä itket, kun radiossa joku rakkaudesta laulaa?
Why do you cry when someone sings about love in the radio?

Puhu äänellä jonka kuulen
Speak with a voice that I can hear

Sanoilla jokta ymmärrän
With words that I can comprehend

Runoilla jotka käsitän
With poems I understand

Sinuun tarvii tekstityksen
You need subtitles

Salaisuuksies selittäjän
Someone to explain your secrets

Kertojan kaikkitietävän
An omniscient narrator

Puhu äänella jonka kuulen
Speak with a voice that I can hear

Olen yksinkertainen, aina selitystä vailla
I am simple, always looking for an explanation

Sinä kartta monimutkainen, matka vierahilla mailla
You’re a complicated map, a trip to foreign country