5 costumes finlandeses que adquiri em 5 anos | 5 Finnish habits that I acquired last 5 years

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Hoje completo 5 anos de blog! Uau! Como o tempo voa! Cinco anos contando à vocês minhas experiências em terras finlandesas. Por isso, resolvi que no post de hoje vou compartilhar 5 costumes finlandeses que adquiri ao longo desse tempo.

1. Agradecer mais. Uma das coisas que eu percebi primeiro por aqui e logo tratei de me apegar, foi o hábito de agradecer. Por aqui você agradece ao motorista de ônibus quando desce do ônibus, ao pessoal do restaurante quando deixa o restaurante, ao terminar uma refeição e por aí vai. Provavelmente a palavra mais ouvida por aqui (e a primeira que aprendi) é “kiitos”, que quer dizer obrigado, em finlandês. Não estou dizendo que não costumamos agradecer no Brasil, mas que por aqui se agradece muito mais e desde cedo (meu filho, por exemplo, quase nem fala ainda, mas já solta um “kiki” diversas vezes ao dia). E eu me apeguei tanto a este hábito, que faço o tempo todo em finlandês, português ou inglês, onde quer que eu esteja.

2. Um pão só. Talvez esse seja mais difícil de explicar, mas, no Brasil, quando você fala que vai comer um pãozinho com presunto e queijo, por exemplo, você quer dizer: pão + queijo + presunto + o pãozinho que vai fechar. Pois por aqui não há o hábito de fechar com um segundo pãozinho. Na verdade seria: pão + queijo + presunto e só. Melhor dizendo, normalmente teria em cima tomate, pepino ou páprica e uma folhinha de alface.

3. Tirar os calçados ao entrar em casa. Eu sei que agora, com a pandemia, este se tornou um hábito no mundo todo. Mas aqui já é costume desde sempre. Confesso que no começo eu dava uns passinhos pra dentro e “ops! esqueci de tirar o calçado”. Mas hoje em dia é tão natural que, quando visito meus pais, no Brasil, eu acabo tirando os sapatos também por lá. Uma vez (bem antes de vir pra cá, quando eu comecei a namorar meu, hoje, marido e pesquisava tudo que podia sobre cultura finlandesa) eu li algo bem interessante dizendo que esse costume vem de não trazer nada de fora pra casa. É uma forma bem profunda (e prática) de dizer que seus problemas de fora, assim como a sujeira, ficam pra fora, eles não entram na sua vida pessoal, ou na sua casa.

4. Churrasco finlandês. Este talvez seja um costume polêmico. Afinal de contas, venho de uma das regiões do Brasil que mais exporta carne bovina pro mundo e faz churrasco com bastante frequência! Não deixei e nem deixarei de gostar do churrasco brasileiro, principalmente porque não estamos falando só de assar a carne, mas de estar com amigos preparando tudo juntos, escutando uma boa música, conversando… é todo um evento. Mas estou dizendo que eu também aprendi a gostar do churrasco finlandês e aqui eu incluiria também a refeição finlandesa de uma forma geral, que é simples e saboroso. Feito, principalmente, com boas salsichas na grelha, talvez alguns vegetais também e queijos (aliás, se você nunca provou um queijo grelhado… fica a dica, experimente!). Ah! E o churrasco finlandês também é um evento, já que são poucos os meses que você vai estar ao ar livre, então durante este período a gente aproveita pra fazer churrasco sempre que possível para aproveitar.

5. Aproveitar ao máximo a (e da) natureza. Sim, a gente aproveita bastante ao ar livre no Brasil. Mas eu diria que por lá a gente senta mais no sofá e assiste tv do que por aqui. Aqui as pessoas têm mais o hábito de se exercitar ao ar livre (inclusive finlandeses são conhecidos por este costume… não eu, eu ainda preciso deixar de ser sedentária e me exercitar mais) e estar ao ar livre, com seu próprio kit churrasco ou fazendo uma pequena fogueira à beira de um lago. Por aqui, as pessoas colhem e se alimentam de muito do que a natureza produz, aliás já mencionei muitas vezes o quanto amo colher cogumelos e frutinhas da floresta.

Talvez eu tenha mais costumes finlandeses que eu tenha adquirido e não tenha percebido ainda. Mas estes, com certeza, são os que eu mais vejo no meu dia a dia. E aí, será que algum destes costumes você gostaria de incluir na sua vida também?


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Five years ago today I started this blog! Wow! Time flies! Five years telling you about my experiences in Finnish lands. So I decided that in today’s post I will share 5 Finnish habits that I acquired over this time.

1. Thank more. One of the things that I first noticed here and soon tried to practice to, was the habit of thanking. Here you thank the bus driver when you get off the bus, the restaurant staff when you leave the restaurant, after you end a meal and so on. Probably the most heard word here (and the first one I learned) is “kiitos”, which means thank you, in Finnish. I am not saying that we do not usually thank in Brazil, but that here we are saying it much more and from an early age (my son, for example, almost doesn’t even speak yet, but he lets out a “kiki” several times a day). And I got so attached to this habit, that I do it all the time in Finnish, Portuguese or English, wherever I am.

2. One bread only. Perhaps this is more difficult to explain, but in Brazil, when you say you are going to eat a bread with ham and cheese, for example, you mean: bread + cheese + ham + the other bread or half that will close. But here there is no habit of closing with a second bread. In fact it would be like this: bread + cheese + ham and that’s it. Well, actually, it would have tomato, cucumber or paprika on top and maybe a leaf of lettuce as well.

3. Take off your shoes when entering the house. I know that now, with the pandemic, it has become a habit all over the world. But it has always been a custom here. I confess that at the beginning I took a few steps inside and “ops! I forgot to take off my shoes ”. But nowadays it is so natural that when I visit my parents in Brazil, I end up naturally taking off my shoes there too. Once (well before I came here, when I started dating my husband, I was researching everything I could about Finnish culture) I read something very interesting saying that this habit comes from not bringing anything to home. It is a very deep (and practical) way of saying that your problems from outside, as well as dirt, are left out, they do not enter your personal life, or your home.

4. Finnish barbecue. This is perhaps a controversial habits . After all, I come from one of the regions of Brazil that exports cow meat to the world and of course we eat there barbecue quite often! I did not and will not stop enjoying the Brazilian barbecue, mainly because we are not just talking about roasting the meat, but being with friends preparing sides together, listening to a good music, having great conversations… it is all an event. But I am saying that I also have learned to like the Finnish barbecue and here I would also include the Finnish meals in general, which are simple and tasty. Made mainly with good sausages on the grill, maybe some vegetables and cheeses too (in fact, if you’ve never tasted a cheese made on grill… here’s the tip, try it!). Ah! And the Finnish barbecue is also a big event, since there are few months that you will be outdoors, so during this period we would barbecue whenever possible.

5. Make the most of nature. Yes, we enjoy a lot outdoors in Brazil. But I would say that over there we sit more on the couch and watch TV than here. Here people are more into exercising outdoors (they are well known about this… well, not me, I still need to stop being sedentary and exercise more) or just spend some good time outdoors, including taking own barbecue kit or making a small fire pit by the side of a lake. Around here, people harvest and eat much of what nature produces, and I have already mentioned many times here how much I love picking mushrooms and berries from the forest.

Perhaps I have acquired more Finnish habits than I have realized. But these, for sure, are the ones I see most in my daily life. So, is there any of these habits you would like to include in your life as well?

Fui vacinada contra COVID-19 | I got the vaccine against COVID-19

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PT

O convite mais esperado do ano veio pra mim na semana passada. Uma mensagem de texto da cidade para que eu agendasse meu horário para a vacina contra COVID-19. E eu resolvi então dividir com vocês uma atualização de como está a situação na Finlândia em relação à pandemia.

Antes de tudo, queria dizer que não, a vacina não está na minha faixa etária ainda. Na minha casa, somente eu recebi a vacina, pois sou diabética. A vacina ainda está entre os idosos e os de grupo de risco.

Neste link você consegue ver, por exemplo, em que ordem as vacinas estão sendo dadas. Começando pelos profissionais que estão cuidando de pacientes com COVID-19, passando por idosos com mais de 80, entre 75-79, entre 70-74 anos de idade e agora estamos nos grupos de risco com predisposição ao agravamento da doença. Quando o número de vacinados for significativamente alto, então, serão chamados os que têm uma boa saúde. Enfim, segue mais ou menos a ordem que a maioria dos países estão seguindo também.

Como brasileira, posso dizer que a situação na Finlândia está bem tranquila em relação ao COVID-19. O número de casos, internados em tratamento intensivo e mortos não se compara ao caos que está acontecendo no Brasil. E, sim, os números do Brasil estão tão altos que são notícia por aqui também.

Mas, se você está curioso, vamos aos números finlandeses:

📷 Yle

Para quem quiser acompanhar, o site do Yle está atualizando e informando de forma simples de entender todos os dados finlandeses e alguns números dos países (vizinhos) nórdicos em relação ao COVID-19 e você pode ver em inglês, finlandês ou sueco essas informações.

É possível ver que os números estão bem abaixo em relação a outros países. E as estratégias de contenção foram notícia em vários tabloides internacionais, embora, na minha opinião, as estratégias são basicamente as mesmas que muitos países vêm adotando: restaurantes funcionando no sistema delivery ou take away, seja aglomerações, quando possível as aulas e trabalhos são feitos em casa, máscaras quando em público e higiene das mãos.

No momento a preocupação é com o verão chegando, já que ano passado os números aumentaram bastante ao fim do verão depois do pessoal viajar de férias. Então a estratégia agora é baixar bem os casos em abril e maio e vacinar se possível toda a população até meados de julho. Já há no site do governo as informações de restrições para os meses seguintes, a ideia é que haja uma certa normalidade no verão.

Se vai estar tudo normal no verão, eu não sei. Só sei que, pessoalmente, me sinto bem abençoada de, especialmente neste momento, estar morando aqui.


EN

The most expected invitation of the year came to me last week. A text message from the city for me to schedule my time for the COVID-19 vaccine. So I decided to share with you an update on the situation in Finland regarding the pandemic.

First of all, I would like to say that no, the vaccine is not in my age group yet. At home, only I received the vaccine, as I am diabetic. The vaccination is still among the elderly and those at risk groups.

In this link you can see, for example, in which order the vaccines are being given. Starting with the professionals who are taking care of patients with COVID-19, going through elderly people over 80, between 75-79, between 70-74 years of age and now whose are in risk groups with a predisposition to the worsening of the disease. When the number of vaccinees is significantly high, then those who are in good health will be called. Anyway, it follows kind the order that most countries are also following.

As a Brazilian, I can say that the situation in Finland is very good regarding the COVID-19. The number of cases, hospitalized in intensive care and deaths is not comparable to the chaos that is happening in Brazil. And, yes, the numbers in Brazil are so high that they are news here too.

But, if you’re curious, you can check the pictures above with the Finnish numbers.

And if you want to follow, the Yle website is updating and reporting in a simple way to understand all Finnish data and some numbers from the Nordic (neighboring) countries about COVID-19 and you can also see this information in English, Finnish or Swedish.

As you can see the numbers are well below those of other countries. And the containment strategies were news in several international tabloids, although, in my opinion, the strategies are basically the same that many countries have been adopting: restaurants operating in the delivery or take away system, not be it agglomerations, when possible, classes and jobs are done at home, masks when in public and hand hygiene.N

At the moment the concern is with the summer coming, since last year the numbers increased a lot at the end of the summer after people traveled abroad on vacation. So the strategy now is to lower the cases in April and May and vaccinate the entire population if possible by mid-July. There are already restrictions information for the following months on the government website, the idea is that there will be a certain normality in the summer.

If everything will be normal in the summer, I don’t know. I just know that, personally, I feel very blessed to be living here, especially at this moment.

Sobre uma lembrança (boa) | About a (good) memory

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O post de hoje é uma lembrança… há cinco anos eu estava deixando minha terra natal de mudança rumo à Finlândia. Só que essa minha viagem foi cheia de perrengues, coisas que nunca nem contei pra outras pessoas e resolvi (nem sei porquê) compartilhar com vocês.

Bom, pra começo de história, a ideia era que eu e meu (recém) marido viajássemos juntos… afinal de contas, eu estaria deixando meu país, minha família e amigos e o misto de emoções é enorme. Então, quando ele veio ao Brasil para nosso casamento, ele optou por uma passagem um pouco mais cara, mas que lhe daria a oportunidade de remarcar o voo de volta de graça, ou pelo menos essa é a informação que ele viu na hora da compra. Isso porque, nos meus planos, eu ainda teria que trocar meus documentos para o nome de casada e precisaria de uns dois meses depois de casar pra fazer isso.

Planejamos nosso retorno/ida para dois meses após o casamento. Compramos a minha passagem pela mesma companhia aérea. Só que quando ele foi remarcar a passagem dele, ele não podia remarcar porque havia uma grande diferença de valor (ou por algum outro motivo qualquer). Talvez nosso erro foi ter comprado minha passagem muito em cima da data do voo, sei lá.

Bom, com dor no coração e bastante chateação, sabíamos que teríamos que viajar separados. Não era o ideal, mas tudo bem… afinal de contas estaríamos juntos dali por diante. O voo dele seria no dia 5 e o meu no dia 6, então seria pouquíssimo tempo entre nossas chegadas.

Nesse meio tempo, não sei se por nervoso, estresse ou sei lá o quê, fiquei internada no hospital por uns 4 dias. Tive pielonefrite. E a infecção não baixava de jeito nenhum. Já era dia 04 e eu ainda internada, pensando que tinha que buscar minha carteira de motorista pessoalmente e arrumar minhas malas. Depois de muita conversa com o médico e uma leve melhora nos resultados dos exames, ele me liberou com uma receita de um antibiótico fortíssimo e o cuidado de procurar um hospital a qualquer sinal de febre.

Chegado dia 05, fomos de manhã ao aeroporto. Já comecei a sentir a dor da partida a partir dali. Uns amigos foram se despedir dele também, afinal ele ficou 3 meses no Brasil e fez alguns bons amigos. E meu amor se foi. Pegou seu voo rumo à Finlândia.

Para aquele dia, meus amigos tinham preparado uma festinha de despedida para nós, mas no final eu nos representei como casal. E foi até bom, me deu chance de falar um pouco com todo mundo ao invés de ficar traduzindo o tempo todo o que as pessoas queriam conversar com meu marido.

Manhã do dia 06, fui toda já chorosa pro aeroporto. Meus amigos estavam lá pra se despedir, tinha balão de avião e tudo mais.

Mas os problemas começaram já na hora de despachar a bagagem… Fui checar primeiro o peso das malas, já que estava levando bastante coisa, e, lógico, passou o peso em uma mala e a gente começou a abrir mala ali mesmo e fazer aqueles ajustes, passando de uma mala pra outra, pra mala de mão e por aí vai.

Malas reorganizadas (apesar de mais bagunçadas), fui fazer o check in e não me deixaram embarcar. Acontece que meu marido comprou a passagem já com o nome completo de casada, mas como ficou muito longo, aparecia só a primeira letra do meu nome e o sobrenome completo. Talvez a atendente não foi com a minha cara, sei lá, ela não quis me deixar embarcar por causa disso. Pediu que eu ligasse nos próximos minutos (antes de fechar o embarque) para a companhia aérea para fazer a correção.

Mas o escritório da companhia aérea só abriria minutos antes do meu voo. Mesmo assim, eu e todo mundo ali ligando, meu marido, já na Finlândia ligando pra o escritório oficial da companhia aérea na Europa… enfim, não deu tempo. O avião foi embora e eu fiquei.

Fiquei arrasada, claro.

Mas continuamos as ligações, pedindo um novo voo, dinheiro de volta ou o que fosse.

Resumindo um pouco… consegui o reembolso, um voo para o mesmo dia, mas de outra companhia aérea e (pasmem!) mais barato que o voo original. Porém com uma conexão longa em Paris.

Até aí tudo bem, conexão longa em Paris não soava tão ruim assim. Nunca tinha ido à Paris mesmo… já seria uma oportunidade.

Como teria que dormir em Paris, se não me engano eu chegaria às 15.00 e o próximo voo sairia de manhã, meu marido conseguiu uma reserva num hotel desses de viajantes, bem próximo ao aeroporto (que eu descobri que fica super longe de Paris), simples e prático.

Fim de tarde e lá vou eu pro aeroporto novamente, no mesmo dia, com as mesmas malas e o mesmo sentimento de saudade. Mas dessa vez peguei o voo, fui ali chorando quietinha sozinha… vendo minha terra natal de cima sem saber quando eu ia voltar ali novamente. Pra quem já mudou de país, sabe o sentimento estranho que é.

Chegando em Paris, percebi que eu estava sem dinheiro, não pedi pra ninguém (não pensei nisso…) e meu cartão de crédito já estava cancelado. Eu tinha o equivalente a 20€ pra comida e transporte. Fui buscar as malas, porque segundo a companhia aérea, quando a conexão é maior que 12 horas, você tem que retirar a bagagem e despachar novamente para o próximo voo, para minha surpresa as rodinhas das minhas malas (de 32kg cada) estavam quebradas e não tinha uma pessoa ali por perto pra eu me informar ou fazer uma reclamação. Tive que virar com duas malas de 32kg e ainda a mala de mão.

E, aqui, começou meu próximo erro… como Paris não era meu plano, nem passar a noite em lugar nenhum, eu não tive tempo ou cabeça de pesquisar sobre. Acabei pegando um táxi pra um hotel que ficava há uns 10 minutos do aeroporto, negociei e paguei 10€. Só depois eu vim saber que havia um ônibus gratuito que fazia o percurso dos hotéis… enfim, dei bobeira. Eu estava morrendo de fome, mas não podia usar meu dinheirinho, porque na minha cabeça eu ia ter que pagar 10€ no táxi de volta na manhã seguinte.

Então eu achei umas moedas de Euro na minha carteira e no hall do hotel tinha uma máquina de snacks, peguei dois pacotinhos pequenos de chips, uma água e tinha umas balas na bolsa. E foi assim que me virei até a manhã seguinte… contando a pouca comidinha que tinha e tentando dormir pra passar o tempo.

Na manhã seguinte, já melhor informada, peguei o ônibus (na verdade uma van) gratuita. Ainda estava enrolada com as malas de rodinha quebrada, mas contente que tudo isso já estava acabando e logo mais eu começaria uma vida nova. Tanto que gastei meu último dinheirinho num café da manhã na Starbucks do aeroporto (ostentando uma refeição cara: cappuccino e croissant).

Finalmente cheguei no aeroporto de Helsinki, encontrei meu marido e, antes de ir pro nosso novo lar (o que seriam mais três horas de viagem de carro), fomos comer umas almôndegas no Ikea… hehehe


EN

Today’s post is a memory… five years ago today I was leaving my homeland on the way to Finland. Except that my trip was full of hardships, things that I never even told other people and I decided (I don’t even know the reason why) to share with you.

Well, to begin with, the plan was that my (newly) husband and I would travel together to Finland… after all, I would be leaving my country, my family and friends and that mix of feelings is huge. So, when he came to Brazil for our wedding, he chose for a slightly more expensive ticket, but that would let him reschedule his flight back for free, or at least that’s the information he saw at the time of purchase. That’s because, in my mind, I’d still have to update my documents for the married name and for that I’d need a couple of months after getting married to do this.

We plan our return for about two months after the wedding. We bought my ticket from the same airline. Only when he went to reschedule his ticket, he could not reschedule because there was a huge difference in price (or for some other reason). Maybe our mistake was bought it a lot close the flight date, I don’t know.

Well, with a broken heart and a lot upset, we knew that we would have to travel separately. It was not ideal, but it was fine… after all, we would be together from then on. His flight would be on the 5th and mine on the 6th, so there would be very little time between our arrivals.

In the meantime, I don’t know if due to stress or whatever, I was admitted to the hospital for about 4 days. I had pyelonephritis. And the infection did not subside at all. It was already the 4th and I was still hospitalized, thinking that I had to get my driver’s license in person and pack my bags. After a lot of conversation with the doctor and a slight improvement in the blood test results, he released me with a prescription for a very strong antibiotic and the caution to go to a hospital for any sign of fever.

It is now 5th, we went to the airport in the morning. I was already a bit emotional. Some friends went to say goodbye to my husband too, after all he stayed 3 months in Brazil and made some very good friends. And then he took his flight to Finland.

For that day, my friends had prepared a farewell party for us, but in the end I represented us as a couple. Which it was good, it gave me the chance to talk a little bit with everyone instead of translating all the time what people wanted to talk to my husband.

Morning of the 6th, I was all tearful to the airport. My friends were there to say goodbye, there was an airplane balloon and everything.

But the problems started when it was time to check the luggage… I went to check the weight of the bags first, since I was carrying a lot of things, and, of course, there was a bit of overweight on a suitcase and we started to open it right there and do those adjustments, going from one suitcase to another, to the handbag and so on.

Rearranged bags (although more messy), I went to check in and I was not allowed to board. It turns out that my husband bought the ticket with the full married name, but as it got too long, only the first letter of my first name and the full surname appeared. Maybe the attendant didn’t like me, I don’t know, she didn’t want to let me go because of that. She asked me to call the airline in the next few minutes (before boarding) to make the correction.

But the airline’s office would only be opened few minutes before my flight. Even so, me and everyone there started calling, my husband, already in Finland calling the official airline office in Europe… anyway, there was no time. The plane left and I stayed.

I was absolutely upset, of course.

But we kept calling, asking for a new flight, money back or whatever.

In short… I got a refund and a flight for the same day, but from another airline and (amazingly!) cheaper than the original flight. But with a long connection in Paris.

So far so good, long connection in Paris didn’t sound too bad. I had never been to Paris before… it would be an opportunity.

As I would have to sleep in Paris, if I am not mistaken I would arrive at 15.00 and the next flight would leave in the morning, my husband got a reservation in a hotel like this for travelers, very close to the airport (which I found to be super far from Paris), simple and practical.

Late afternoon and I go to the airport again, on the same day, with the same bags and the same feeling of longing. But this time I took the flight, yay!, I was there crying quietly alone… seeing my hometown from above without knowing when I was going to go back there again. For those who have already moved to another country, you know the strange feeling that it is.

Arriving in Paris, I realized that I had not enough money, I didn’t ask anyone (I didn’t think about it…) and my credit card was already canceled. I had the equivalent of 20€ for food and transportation. I went to pick my luggage, because according to the airline, when the connection is longer than 12 hours, you have to remove the luggage and check in again for the next flight, to my surprise the wheels of my luggage (32 kg each) were broken and there was no person nearby to inform me or make a complaint to. I had to handle two 32kg luggage and a handbag.

And, here, my next mistake started… as Paris was not my plan, nor to spend the night anywhere, I didn’t have the time or mind to research about. I ended up taking a taxi to a hotel that was about 10 minutes from the airport, negotiated and paid 10 €. Only later I came to know that there was a free bus that made the route to the hotels nearby. I was hungry, but I couldn’t use my money, because in my head I was going to have to pay 10€ in the taxi back the next morning.

So I found some Euro coins in my wallet and in the hall of the hotel there was a snack machine, I took two small packages of chips, a water and there were some candies in my bag. And that was how I survived until the next morning… eating slowly my chips and trying to sleep to spend the time.

The next morning, now with some information, I took the free bus (actually a van). I was still with the broken luggage, but glad that all of this was ending and soon I would start my new life. So much so that I spent my last 10€ on a breakfast at the airport’s Starbucks (boasting an expensive meal: cappuccino and croissant).

Finally I arrived at Helsinki airport, met my husband and, before going to our new home (which would be another three hours by car), we went to eat some meatballs at Ikea… hehehe