Mãe de dois (parte 2) | Mom of two (part 2)

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Voltei! Continuando nossa conversa anterior sobre maternidade… Descobri que ser mãe de dois é tudo ao dobro mesmo: traz mais alegria e amor, requer mais atenção, cansa mais e de menos é só a boa memória e o tempo livre mesmo, por isso este blog anda tão atrasado nos posts. Foi mal.

É real: não lembro das coisas que tenho que fazer e não tenho tempo livre. Qualquer um com um bebê em casa sabe que aquele ser pequenininho demanda muito tempo; o que é lógico, ele depende de você pra tudo. E pra dar conta de limpar a casa ou lavar roupas é preciso muita criatividade e uns braços extras. Ao mesmo tempo, sua cabeça está tão focada no bem-estar daquele pequeno ser humano, que você acaba se esquecendo de pagar uma conta ou até de renovar o visto de residência (não é mesmo?!… quase fiquei ilegal por aqui). Mas o negócio de ser mãe de dois é que, com o mais velho sendo ainda um bebê (porque dois anos e meio ele ainda é tão dependente quanto um bebê), todo e qualquer minutinho livre, é pra ele — o que é justo. Então as montanhas de roupa suja ficam ainda maiores e a casa nunca para arrumada, é claro.

O post anterior escrevi enquanto segurava meu bebê durante suas sonecas, mas foi bem mais tranquilo do que este post. Já que este post eu até comecei a escrever no mesmo dia, mas durante vários dias fui indo e vindo, continuando e revisando… porque atualmente estamos nos sete meses e todas as mudanças ao mesmo tempo: temos dentinhos nascendo, angústia de separação fortíssima e alguém tentando aprender como engatinhar e se levantar (inclusive durante a noite). Então meus dias e noites estão uma loucura.

Pra que vocês tenham uma ideia dos dias loucos que estamos vivendo por aqui… aqui vai um resuminho.

Depois de amamentar mais ou menos umas três (ou até mais vezes agora que os dentinhos estão nascendo) vezes durante a madrugada, meu filho mais novo acorda às cinco da manhã (!), como um reloginho, às vezes até mais cedo (tipo hoje que ele acordou tranquilamente às 4:20 da manhã pra continuar treinando sua habilidade ainda não adquirida de engatinhar)… isso porque os meninos vão dormir muito cedo. Eu sei. Mas é o horário que dá certo pro sono deles, o que eu posso fazer?! Enfim, normalmente, eu levanto, brinco com ele algo bem tranquilo, bem quieto pra não acordar ninguém. A parte desafiadora neste momento é que, quando ele já está pronto pra sua primeira soneca do dia, geralmente, o meu filho mais velho acorda (parece que foi combinado, pra não deixar a mamãe aqui voltar a dormir), por volta das seis e meia da manhã. Algumas vezes estou com sorte e já tinha colocado o primeiro pra dormir de novo, em outras, o sono do mais novo atrasa um pouquinho porque preciso fazer a rotina do café da manhã numa velocidade ainda mais rápida pra dar tempo de deixar um comendo e fazer o outro dormir antes de estar exausto e começar a chorar.

Os meninos acordam cedo… isso é fato. Pra o bem-estar geral, a gente tenta várias coisas. Às vezes pai dorme no quarto do mais velho e a mamãe tem um tempo com ele antes de dormir, o mais novo dorme com a mamãe ou vai pro berço, mamãe dorme com os dois na cama e o papai no quarto dos meninos, colchão no quarto e por aí vai. Vivendo e aprendendo. Ser pai e mãe é isso aí: sempre tentando acertar. 🙂

Daí a correria da manhã começa: café da manhã pra fazer, fraldas pra trocar, às vezes banho, às vezes não, bebê no colo enquanto passa manteiga no pão, aquele importante abraço de bom dia já querendo um colo da mamãe também, o mais velho querendo tudo que vê: suco, leite, pão, biscoito (menos fruta, né?!)… Bom, depois do café da manhã, senão tiver nenhum episódio de cocô logo antes de sair (atrasando tudo), é só colocar a roupa no filho mais velho pra ir pra escolinha, ajeitar as coisas do marido, perguntar se ele lembrou de tomar seus medicamentos, dar abraço de tchau tchau, dizer “mamãe ama você, aproveite seu dia”, dar um beijo e um minutinho de paz reina por aqui.

Neste momento, ou eu tenho a chance de comer calmamente meu café da manhã ou vou fazer o pequeno dormir. Daí você pensa: aproveita pra dormir enquanto o bebê dorme… Bem, meus caros amigos, essa é uma dica boa, mas não é uma realidade (e as mamães sabem disso muito bem). Ele dormiu, eu ainda preciso estar alguns minutos ali pra me certificar de que ele continue dormindo (bem o que tô fazendo agora: com ele nos braços, dormindo, aguardando o momento certo de deixá-lo dormindo e cuidar dos outros afazeres da casa: botar roupa pra lavar, tirar as roupas do varal, dobrar, lavar a louça ou colocar na máquina de lavar louças (obrigada Deus pela máquina de lavar louças!) e já começar a preparar nosso lanchinho e jantarzinho. Aliás, uma curiosidade, aqui a gente come num horário um pouquinho diferente. Nossa refeição principal é um jantar às 17:00 e o almoço fica por conta de um lanchinho mais leve. E já preparo antes porque quando o filho mais velho chega da escolinha, ele quer a atenção da mamãe, então procuro deixar o máximo possível pronto antes dele chegar pra dar toda a atenção que ele precisa.

Bom, quando o filho mais velho e o marido chegam de volta, daí vem a correria do jantar, banho nos meninos, rotina do sono… O mais novo dorme às 18:30 e o mais velho 19:30, ou seja, depois de passar um dia inteiro em prol da casa e dos meninos, lá pelas 20:30 estamos nós dois sentados no sofá, exaustos. Sabendo que no dia seguinte vai ser a mesma coisa.

Isso não é uma reclamação. Longe disso. É a rotina normal de pais com duas crianças pequenas em casa. Provavelmente os seus pais passaram por circunstâncias e desafios similares e os seus filhos passarão pelo mesmo dificultoso caminho com os filhos deles. Ter filhos é ter o cansaço que mais vale a pena. Porque quando a gente senta no sofá, só os dois, depois que os meninos já dormiram, a gente fica falando deles… do que eles aprenderam, do que fizeram durante o dia, do que nos ensinaram, do que a gente ainda pode ensinar pra eles, admiramos fotos e vídeos e nos sentimos orgulhosos ao ver que todo amor e dedicação que a gente dá pra eles, já está dando resultados. Como na foto inicial deste post, nossos filhos só têm amor pra dar, o tempo todo. E a gente fica com o coração quentinho de vê-los demonstrando um amor sincero assim.

É claro que, quando o cansaço bate, a saudade dos tempos antes das crianças vem junto. É natural. A vida era diferente, tínhamos possibilidades de viver sem muitos planos, sair pra onde quiser, como e quando quiser, dormíamos a noite toda, despreocupados. E com as crianças a gente tem que planejar onde ir, troca de fraldas, lanchinhos, levar em conta o cansaço deles, hora da soneca e quando temos que estar de volta em casa pra que eles possam dormir… a vida é diferente, nós estamos diferentes e, por mais desejada que seja, a vida de antes já não cabe mais no que nos tornamos.

Encerrando o assunto “mãe de dois”, posso dizer que é lindo fazer parte e ver essa conexão nascendo entre dois irmãos… meu filho mais velho cuida e ensina o mais novo e, mesmo pequenos, eles já têm suas diferenças e um amor inexplicável um pelo outro. Por mais que, por um lado, eu queira que eles fiquem assim pequenininhos, fofinhos, também quero muito ver a conexão entre eles amadurecer e eles se tornarem parceiros pra vida.


EN

I’m back! So continuing our previous conversation about motherhood… I found out that being a mother of two is everything doubled: it brings more joy and love, requires more attention, tires more and just a good memory and free time are less, that’s why this blog keeps delaying posts. Sorry.

True story: I keep forgetting things I have to do and I don’t have any free time. Well anyone with a little baby at home knows that that tiny human being demands a lot of our time; of course, he depends on you for literally everything. And to be able to our place clean or wash our clothes, a lot of creativity is needed as well as extra arms. At the same time, your head is so focused on the well-being of that little human being, that you end up forgetting to pay a bill or even to renew your residence permit (isn’t that right?!… I almost got illegal here). But the thing about being a mother of two is that, your oldest still a baby (because for me two and a half years old is as dependent as a little baby), any and every little free minute is for the older one — which is totally fair. Then the mountains of laundry get even bigger and home is not exactly clean and tidy, of course.

The previous post I wrote while holding my baby during his naps, but it was much more easier than this one. I even started writing on the same day as the previous one, but for days I went back and forth, continuing to write and revising it… because currently we are living the seventh month of this baby with all the changes at the same time: teething, a strong separation anxiety and milestones as trying to learn how to crawl and climb (even at night). So my days and nights are crazy.

So that you can have an idea of these crazy days check out how is our daily routine.

After breastfeeding about three (or even more times during this teething season) during the night, my youngest child wakes up at five in the morning (!), sometimes even earlier (like today that he woke up at 4:20am to continue training his as-yet-unacquired ability to crawl)… that’s because the boys go to bed very early. I know. But it’s the time that works for them to sleep better, so what can I do?! Anyway, normally, I get up, play with him something very calm and quiet so as we do not wake anyone up. Challenge is that, when he’s ready for his first nap of the day, my oldest son usually wakes up (it seems like it was arranged, not to let mommy go back to sleep), around six and half in the morning. Sometimes I’m lucky and I’ve already put the first one to sleep, at other times though, the youngest’s sleep delays a bit because I need to go through the breakfast routine at an even faster speed to give something to the older one to eat before the younger one is exhausted and starts to cry.

Boys wake up early… that’s a fact. For our well-being, we‘ve tried several things. Sometimes my husband sleeps in the older one’s room and I spend some time with him before bed time, or the youngest sleeps with me or he goes to his crib, or I sleep with both of them in my bed while my husband is in the boys’ room, mattress on the floor and so on. Living and learning. Being a father and mother is like that: always trying to get it right. 🙂

Then the morning rush begins: breakfast to prepare, diapers to change, sometimes shower, sometimes not, baby on my arms while buttering bread, an important good morning hug and the other one already wanting to be on mommy’s arms too, a toddler literally wanting everything he sees: juice, milk, bread, biscuits (just not fruits, right?!)… Well, after breakfast, if we don’t have any poop episodes right before their leaving (delaying everything), is just about put some clothes on the oldest son to go to the daycare, fix my husband’s things for the day, tennis him to take his medications, hug my older one bye-bye, say to him “mommy loves you, enjoy your day”, kiss him and then a moment of peace reigns around here.

At this point, either I have a chance to calmly eat my breakfast or I’m going to put the little one to sleep. Then you might think: sleep while the baby sleeps… Well, my dear friends, this is a good tip, but it is not a reality (and moms know it very well). Once he slept, I still need to be there a few minutes to make sure he stays asleep (well what am I doing now: with him in my arms, sleeping, waiting for the right moment to let him sleep and take care of other household chores: put clothes to wash, take the clothes off the clothesline, fold them, wash the dishes or put them in the dishwasher (thank God for the dishwasher!) and start preparing our snack and dinner. Oh yea, here we eat at a slightly different time. Our main meal is a dinner at 5:00pm and lunch is more like a lighter snack. And I prepare it beforehand because when the oldest one comes home from daycare, he wants mommy’s attention, so I try to get as much ready as possible before that to give him all the attention he needs.

Well, when my oldest son and my husband come back, then comes the rush of eat the dinner, bathing the boys, sleep routine… The youngest sleeps at 6:30pm and the oldest at 7:30pm, that is, after spend a whole day on behalf of home and my boys, around 8:30pm we are both sitting on the couch, exhausted. Knowing that the next day will be the same thing.

This is not a complaint. Far from it. It’s the normal routine for parents with two young children at home. Probably your parents have gone through similar circumstances and challenges and your children will go through the same difficult path with their children. Having children is having the most worthwhile fatigue. Because when we sit on the sofa, just the two of us, after the boys have gone to sleep, we usually talk about them… what they learned, what they did during the day, what they taught us, what we can still teach to them, we admire their photos and videos and we feel proud to see that all the love and dedication we’ve given to them is already giving results. As in the opening photo, our kids are just full of love to give, all the time. And it melts our hearts to see them showing such sincere love.

Of course, when tiredness hits, the good memories from the times before children come with it. It’s natural. Life was different, we had the chance to live without many plans, to go wherever we wanted, however and whenever we wanted, we slept all night with no concerns. And with the children, we have to plan where to go, diaper changes, snacks, take into account their tiredness, nap time and when we have to be back home so they can sleep at eight time… life is different, we are different and the life from before no longer fits what we have become.

To end this subject “mother of two”, I can say that it is beautiful to be part and see the very start of this connection between two brothers… my oldest son takes care and teaches the youngest and, although little, they already have their differences and an inexplicable love to each other. As much as I wish to have them this tiny and cute, I also really would like to see this connection between them grow to the point that they become partners for life.

Mãe de dois (parte 1)| Mom of two (part 1)

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PT

Enquanto tenho nos braços meu filho mais novo, que acabou de adormecer depois de chorar por um tempo a dor dos primeiros dentinhos nascendo. O mais velho está na escolinha e meus pensamentos com ele o tempo todo: será que ele comeu? será que ele vai dormir a soneca? o dia está chuvoso, será que ele vai brincar lá fora? será que ele está se divertindo? será que sente saudades de mim? de casa? do irmãozinho? Resolvi escrever e dividir as partes boas e não tão boas assim da maternidade, especialmente quando são dois pequenos.

Eu já comentei algumas vezes por aqui que, ser mãe, sempre foi um desejo meu. Desde bem pequena. Não fui daquelas meninas que brincavam de boneca para trocar a roupinha e colocar laço no cabelo. Mas fui das que se preocupava em montar a casinha, fazer a comidinha, dar banho. Acho que sempre soube que queria viver a maternidade real, não só a parte bonita.

E, como vocês já sabem, apesar dos meus “probleminhas”, consegui ter duas gestações saudáveis, partos não tão fáceis e bebês com certa dificuldade no começo, mas lindos e saudáveis também. Aliás, acabo de me atentar que não dividi com vocês o relato do meu segundo parto e meu menino já tem seis meses! Oops.

Minhas gestações foram bem tranquilas, mas com um terceiro trimestre mais complicado… no primeiro, havia um baixo fluxo no cordão umbilical, que a princípio poderia indicar um parto prematuro, mas que, ainda bem, se normalizou; já no segundo, depois vou contar com mais detalhes, ele não virou com a cabecinha pra baixo e acabei num parto pélvico, que apesar de ser de risco, foi tudo bem (e bem mais fácil que o primeiro).

Nos dois pós-partos passei por um puerpério difícil. Dificuldade na amamentação, a culpa que toda mãe sente (difícil essa parte, ein… e parece que não vai embora, sempre vem aquela culpa, né?!), a solidão… e aqui eu ainda digo que, pra quem mora longe da família, essa parte bate mais forte.

Aliás, acho que vou falar dessa solidão. Como disse, sempre quis ser mãe. Mas viver a gestação, o parto, pós-parto e a maternidade em si, longe da minha mãe, da minha irmã, do meu pai, das minhas amigas mais próximas… foi e é muito difícil. É claro que eu tive muita sorte de encontrar um marido incrível com uma família mais incrível ainda, que me acolheu como se fosse filha e irmã deles. Mas não ter as dicas e a ajuda da minha mãe, sempre tão cuidadosa, ou a comidinha dela no pós-parto, não ter os sábios conselhos ou colo da minha irmã, não ter os mimos do meu pai, não ter aquela amiga pra trocar uma fralda enquanto você toma um banho, se empolgar na preparação de um chá de bebê, ir com você comprar roupinhas… isso fez e continua fazendo (e vai fazer ainda) muita falta.

Como lido com essa solidão? Muita chamada de vídeo, mando cartões e cartas pelos correios, eles mandam caixa com presentinhos, muita meditação nos motivos, no porquê estou aqui, em como aqui tenho um excelente suporte médico, social e educacional para as crianças, como aqui meus filhos também têm uma parte da família deles e muita busca de promoção de passagens aéreas pra eles virem pra cá ou nos irmos pra lá (antes do COVID né?! que só fez isso tudo aí ficar mais complicado… como já devem imaginar). Quando a solidão bate (e ela vez ou outra vem mais forte), me permito chorar, colocar pra fora, mas me permito também ser racional… a distância existe, não tem muito o que fazer pra resolver isso, então uso as técnicas que tenho disponíveis.

E uma dica pra você que mora longe da família e está grávida ou pensando em engravidar… existe uma solidão materna para todas. Aquela solidão das noites amamentando, ninando o bebê com cólica, das noites mal dormidas durante os saltos de desenvolvimento, enquanto, na maioria das vezes, o teu marido vai estar dormindo ali ao lado, pleno. Como mães, somos a fonte de conforto, segurança, carinho e alimento para nossos filhos. É a mãe que o filho chama quando sente dor, medo, quando está com fome, quando está chateado… E ser fonte de tanta coisa, muitas vezes te esgota e nessas horas que você queria ter um colo da sua mãe (a quem você também chama quando sente medo, quando tem dúvida é não sabe o que fazer…), você está longe e não tem esse colo. É triste, dolorido, mas uma realidade. Minha dica é: primeiro, mantenha o vínculo com sua família mesmo que por telefone, vídeo chamadas ou outra forma de comunicar, permita que eles participem do dia a dia corrido, da bagunça da casa, dos bebês chorando, isso é importante pra eles e pra você também, afinal, eles estão, da forma que é possível, participando da vida deste novo integrante da família. Além disso, tenha a sua rede de apoio local… se não tem família, talvez tenha a família do teu marido, amigos e amigas que podem e vão te dar o carinho, a escuta, os conselhos e o suporte que você precisa. Não tenha vergonha ou medo de pedir ajuda. Talvez não seja a comidinha da mamãe no pós-parto, mas é um bolo que uma amiga fez pra você, uma sopa que a sua sogra te traz… valorize isso. E uma última dica: não se prenda à solidão, desfrute destes momentos sozinha com seu filho, eles são únicos, duram pouco e passam rápido… mesmo que as madrugadas talvez pareçam eternas e exaustivas.

Inclusive, falando da parte boa dessa solidão… são nestes momentos que você, ali cansada e sozinha, provavelmente vai testemunhar as maiores descobertas. você vai ser a primeira a ver aquele sorriso mais sincero do mundo: quando o teu bebê te vê e sorri… é mágico, é amor do mais puro, vai ver ele tentando avançar tocar teu rosto e sorrindo quando conseguir encostar no queixo da mamãe, também provavelmente você vai ser a primeira a ver ele descobrindo a mãozinha, alcançando o pé e até engatinhar pela primeira vez. Curta estes momentos, eles são únicos e recompensadores.

PS: claro que postei só depois do boa noite dos meninos.


EN

While I have my youngest son in my arms, who has just fallen asleep after crying the pain of the first teeth coming out. The eldest is in kindergarten and my thoughts with him all the time: did he eat? will he sleep his nap? it’s a rainy day, will he play outside? is he having fun? does he miss me? home? his little brother? Well, I decided to write and share the good and not-so-good parts of motherhood, especially when having two little ones.

I’ve already commented a few times around here that being a mother has always been a dream (or a plan) of mine. Since I was very young. I wasn’t one of those girls who played with dolls to change their clothes and put a bow on their hair. But I was one of those who cared about setting up the house, making the food, giving a bath. I think I always knew I wanted to experience real motherhood, not just the pretty part.

And, as you already know, despite my “little problems”, I managed to have two healthy pregnancies, although not so easy births and babies with some difficulty in the beginning, but beautiful and healthy too. By the way, I just realized that I haven’t share with you anything about this second birth and my boy is already six months old! Oops.

My pregnancies were very good, but with a more complicated third trimester… in the first pregnancy, there was a low flow in the umbilical cord, which at first could indicate a premature birth, but which, thankfully, normalized; in the second, I’ll tell you in more detail later, his head didn’t turn down and I ended up in a pelvic birth, which although considered being risky, was all right (and much easier than the first).

In both postpartums I went through a difficult puerperium. Difficulty in breastfeeding, the guilt that every mother feels (by the way, difficult that part, huh… and it doesn’t seem to go away, that guilt always comes and goes, right?!), loneliness… and here I’d say that, for those who live far from their family, this part hits harder.

By the way, I think I’ll talk a bit more about this kind of loneliness. As I said, I always wanted to be a mother. But experiencing pregnancy, childbirth, postpartum and motherhood itself, far from my mother, my sister, my father, my closest friends… it was and it is very difficult. Of course I was very lucky to find an amazing husband with an even more amazing family, who took me in like I was their daughter and sister. But not having my mother’s tips and help, always so lovely and careful, or her postpartum food, not having the wise advice of my sister, not having my father’s pampering, not having that friend to change diapers while I could be taking a shower, or preparing a baby shower, going with you to buy tiny baby clothes… well, I’ll tell what, this has been and continues to be (and will still be) a big missing part.

How do I deal with this loneliness? A lot of video calls, I send cards and letters, they send us boxes with little gifts, a lot of meditation on why I am here, how here I have excellent medical, social and educational support for my children, that my children also have here a part of their family and a lot of searching for flight tickets in fair prices for my family to come here or us to go there (before COVID, right?! which only made all this more complicated… as you can imagine). When loneliness hits (and it sometimes comes stronger), I allow myself to cry, to let it out, but I also allow myself to be rational… the distance exists, there’s not much to do to change it, so I use the techniques I have available.

And a tip for you who live far from your family and are pregnant or thinking about getting pregnant… there is this maternal loneliness for everyone. That loneliness of nights nursing, rocking the baby with colic, sleepless nights during the leaps of development, while, most of the time, your husband will be sleeping right beside you. As mothers, we are the source of comfort, security, care and nourishment for our children. It’s the mother that the child calls when he feels pain, fear, when he is hungry, when he is upset… And being the source of so many things often drains you and at these times you want to have same comfort from your mother (whom you too he calls when you are afraid, in doubt or doesn’t know what to do…), you are far away and you don’t have that person there. It’s sad, painful, but real. My tip is: first, keep the bond with your family even if it’s over the phone, video calls or any other way of communicating, allow them to participate in the busy daily life, the mess around the house, crying babies, this is important to them and for you too, after all, in that way they are, as much as possible, participating in the life of this new member of the family. Also, have your local support network… if you don’t have your family, maybe you have your husband’s family or friends who can and will give you the care, listening, advice and support you need. Don’t be ashamed or afraid to ask for help. Maybe it’s not your mommy’s food, but it’s a cake that a friend made for you, a soup that your mother-in-law brings to you… appreciate that. And one last tip: don’t get stuck in solitude, enjoy these moments alone with your child, they are unique, they don’t last long and go quickly… even if the sleepless nights and early mornings may seem eternal and exhausting.

Also, talking about the good part of this loneliness… it is in these moments that you, there tired and alone, will probably witness the greatest discoveries. You’ll be the first to see that most sincere smile in the world: when your baby sees you and smiles… it’s magic, it’s pure love, also you’ll see him trying to touch your face and smiling when finally can touch mommy’s chin, also you’ll probably be the first to see him discovering his little hand, reaching for the foot and even crawling for the first time. Enjoy these moments, they are very unique and rewarding.

Uh… this is already very long, my boy is already waking up and I haven’t even talked about being a mother of two yet. I’m going to do a part two on his next nap.

PS: of course, posting it after their good nights. 🙂