Sobre uma lembrança (boa) | About a (good) memory

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O post de hoje é uma lembrança… há cinco anos eu estava deixando minha terra natal de mudança rumo à Finlândia. Só que essa minha viagem foi cheia de perrengues, coisas que nunca nem contei pra outras pessoas e resolvi (nem sei porquê) compartilhar com vocês.

Bom, pra começo de história, a ideia era que eu e meu (recém) marido viajássemos juntos… afinal de contas, eu estaria deixando meu país, minha família e amigos e o misto de emoções é enorme. Então, quando ele veio ao Brasil para nosso casamento, ele optou por uma passagem um pouco mais cara, mas que lhe daria a oportunidade de remarcar o voo de volta de graça, ou pelo menos essa é a informação que ele viu na hora da compra. Isso porque, nos meus planos, eu ainda teria que trocar meus documentos para o nome de casada e precisaria de uns dois meses depois de casar pra fazer isso.

Planejamos nosso retorno/ida para dois meses após o casamento. Compramos a minha passagem pela mesma companhia aérea. Só que quando ele foi remarcar a passagem dele, ele não podia remarcar porque havia uma grande diferença de valor (ou por algum outro motivo qualquer). Talvez nosso erro foi ter comprado minha passagem muito em cima da data do voo, sei lá.

Bom, com dor no coração e bastante chateação, sabíamos que teríamos que viajar separados. Não era o ideal, mas tudo bem… afinal de contas estaríamos juntos dali por diante. O voo dele seria no dia 5 e o meu no dia 6, então seria pouquíssimo tempo entre nossas chegadas.

Nesse meio tempo, não sei se por nervoso, estresse ou sei lá o quê, fiquei internada no hospital por uns 4 dias. Tive pielonefrite. E a infecção não baixava de jeito nenhum. Já era dia 04 e eu ainda internada, pensando que tinha que buscar minha carteira de motorista pessoalmente e arrumar minhas malas. Depois de muita conversa com o médico e uma leve melhora nos resultados dos exames, ele me liberou com uma receita de um antibiótico fortíssimo e o cuidado de procurar um hospital a qualquer sinal de febre.

Chegado dia 05, fomos de manhã ao aeroporto. Já comecei a sentir a dor da partida a partir dali. Uns amigos foram se despedir dele também, afinal ele ficou 3 meses no Brasil e fez alguns bons amigos. E meu amor se foi. Pegou seu voo rumo à Finlândia.

Para aquele dia, meus amigos tinham preparado uma festinha de despedida para nós, mas no final eu nos representei como casal. E foi até bom, me deu chance de falar um pouco com todo mundo ao invés de ficar traduzindo o tempo todo o que as pessoas queriam conversar com meu marido.

Manhã do dia 06, fui toda já chorosa pro aeroporto. Meus amigos estavam lá pra se despedir, tinha balão de avião e tudo mais.

Mas os problemas começaram já na hora de despachar a bagagem… Fui checar primeiro o peso das malas, já que estava levando bastante coisa, e, lógico, passou o peso em uma mala e a gente começou a abrir mala ali mesmo e fazer aqueles ajustes, passando de uma mala pra outra, pra mala de mão e por aí vai.

Malas reorganizadas (apesar de mais bagunçadas), fui fazer o check in e não me deixaram embarcar. Acontece que meu marido comprou a passagem já com o nome completo de casada, mas como ficou muito longo, aparecia só a primeira letra do meu nome e o sobrenome completo. Talvez a atendente não foi com a minha cara, sei lá, ela não quis me deixar embarcar por causa disso. Pediu que eu ligasse nos próximos minutos (antes de fechar o embarque) para a companhia aérea para fazer a correção.

Mas o escritório da companhia aérea só abriria minutos antes do meu voo. Mesmo assim, eu e todo mundo ali ligando, meu marido, já na Finlândia ligando pra o escritório oficial da companhia aérea na Europa… enfim, não deu tempo. O avião foi embora e eu fiquei.

Fiquei arrasada, claro.

Mas continuamos as ligações, pedindo um novo voo, dinheiro de volta ou o que fosse.

Resumindo um pouco… consegui o reembolso, um voo para o mesmo dia, mas de outra companhia aérea e (pasmem!) mais barato que o voo original. Porém com uma conexão longa em Paris.

Até aí tudo bem, conexão longa em Paris não soava tão ruim assim. Nunca tinha ido à Paris mesmo… já seria uma oportunidade.

Como teria que dormir em Paris, se não me engano eu chegaria às 15.00 e o próximo voo sairia de manhã, meu marido conseguiu uma reserva num hotel desses de viajantes, bem próximo ao aeroporto (que eu descobri que fica super longe de Paris), simples e prático.

Fim de tarde e lá vou eu pro aeroporto novamente, no mesmo dia, com as mesmas malas e o mesmo sentimento de saudade. Mas dessa vez peguei o voo, fui ali chorando quietinha sozinha… vendo minha terra natal de cima sem saber quando eu ia voltar ali novamente. Pra quem já mudou de país, sabe o sentimento estranho que é.

Chegando em Paris, percebi que eu estava sem dinheiro, não pedi pra ninguém (não pensei nisso…) e meu cartão de crédito já estava cancelado. Eu tinha o equivalente a 20€ pra comida e transporte. Fui buscar as malas, porque segundo a companhia aérea, quando a conexão é maior que 12 horas, você tem que retirar a bagagem e despachar novamente para o próximo voo, para minha surpresa as rodinhas das minhas malas (de 32kg cada) estavam quebradas e não tinha uma pessoa ali por perto pra eu me informar ou fazer uma reclamação. Tive que virar com duas malas de 32kg e ainda a mala de mão.

E, aqui, começou meu próximo erro… como Paris não era meu plano, nem passar a noite em lugar nenhum, eu não tive tempo ou cabeça de pesquisar sobre. Acabei pegando um táxi pra um hotel que ficava há uns 10 minutos do aeroporto, negociei e paguei 10€. Só depois eu vim saber que havia um ônibus gratuito que fazia o percurso dos hotéis… enfim, dei bobeira. Eu estava morrendo de fome, mas não podia usar meu dinheirinho, porque na minha cabeça eu ia ter que pagar 10€ no táxi de volta na manhã seguinte.

Então eu achei umas moedas de Euro na minha carteira e no hall do hotel tinha uma máquina de snacks, peguei dois pacotinhos pequenos de chips, uma água e tinha umas balas na bolsa. E foi assim que me virei até a manhã seguinte… contando a pouca comidinha que tinha e tentando dormir pra passar o tempo.

Na manhã seguinte, já melhor informada, peguei o ônibus (na verdade uma van) gratuita. Ainda estava enrolada com as malas de rodinha quebrada, mas contente que tudo isso já estava acabando e logo mais eu começaria uma vida nova. Tanto que gastei meu último dinheirinho num café da manhã na Starbucks do aeroporto (ostentando uma refeição cara: cappuccino e croissant).

Finalmente cheguei no aeroporto de Helsinki, encontrei meu marido e, antes de ir pro nosso novo lar (o que seriam mais três horas de viagem de carro), fomos comer umas almôndegas no Ikea… hehehe


EN

Today’s post is a memory… five years ago today I was leaving my homeland on the way to Finland. Except that my trip was full of hardships, things that I never even told other people and I decided (I don’t even know the reason why) to share with you.

Well, to begin with, the plan was that my (newly) husband and I would travel together to Finland… after all, I would be leaving my country, my family and friends and that mix of feelings is huge. So, when he came to Brazil for our wedding, he chose for a slightly more expensive ticket, but that would let him reschedule his flight back for free, or at least that’s the information he saw at the time of purchase. That’s because, in my mind, I’d still have to update my documents for the married name and for that I’d need a couple of months after getting married to do this.

We plan our return for about two months after the wedding. We bought my ticket from the same airline. Only when he went to reschedule his ticket, he could not reschedule because there was a huge difference in price (or for some other reason). Maybe our mistake was bought it a lot close the flight date, I don’t know.

Well, with a broken heart and a lot upset, we knew that we would have to travel separately. It was not ideal, but it was fine… after all, we would be together from then on. His flight would be on the 5th and mine on the 6th, so there would be very little time between our arrivals.

In the meantime, I don’t know if due to stress or whatever, I was admitted to the hospital for about 4 days. I had pyelonephritis. And the infection did not subside at all. It was already the 4th and I was still hospitalized, thinking that I had to get my driver’s license in person and pack my bags. After a lot of conversation with the doctor and a slight improvement in the blood test results, he released me with a prescription for a very strong antibiotic and the caution to go to a hospital for any sign of fever.

It is now 5th, we went to the airport in the morning. I was already a bit emotional. Some friends went to say goodbye to my husband too, after all he stayed 3 months in Brazil and made some very good friends. And then he took his flight to Finland.

For that day, my friends had prepared a farewell party for us, but in the end I represented us as a couple. Which it was good, it gave me the chance to talk a little bit with everyone instead of translating all the time what people wanted to talk to my husband.

Morning of the 6th, I was all tearful to the airport. My friends were there to say goodbye, there was an airplane balloon and everything.

But the problems started when it was time to check the luggage… I went to check the weight of the bags first, since I was carrying a lot of things, and, of course, there was a bit of overweight on a suitcase and we started to open it right there and do those adjustments, going from one suitcase to another, to the handbag and so on.

Rearranged bags (although more messy), I went to check in and I was not allowed to board. It turns out that my husband bought the ticket with the full married name, but as it got too long, only the first letter of my first name and the full surname appeared. Maybe the attendant didn’t like me, I don’t know, she didn’t want to let me go because of that. She asked me to call the airline in the next few minutes (before boarding) to make the correction.

But the airline’s office would only be opened few minutes before my flight. Even so, me and everyone there started calling, my husband, already in Finland calling the official airline office in Europe… anyway, there was no time. The plane left and I stayed.

I was absolutely upset, of course.

But we kept calling, asking for a new flight, money back or whatever.

In short… I got a refund and a flight for the same day, but from another airline and (amazingly!) cheaper than the original flight. But with a long connection in Paris.

So far so good, long connection in Paris didn’t sound too bad. I had never been to Paris before… it would be an opportunity.

As I would have to sleep in Paris, if I am not mistaken I would arrive at 15.00 and the next flight would leave in the morning, my husband got a reservation in a hotel like this for travelers, very close to the airport (which I found to be super far from Paris), simple and practical.

Late afternoon and I go to the airport again, on the same day, with the same bags and the same feeling of longing. But this time I took the flight, yay!, I was there crying quietly alone… seeing my hometown from above without knowing when I was going to go back there again. For those who have already moved to another country, you know the strange feeling that it is.

Arriving in Paris, I realized that I had not enough money, I didn’t ask anyone (I didn’t think about it…) and my credit card was already canceled. I had the equivalent of 20€ for food and transportation. I went to pick my luggage, because according to the airline, when the connection is longer than 12 hours, you have to remove the luggage and check in again for the next flight, to my surprise the wheels of my luggage (32 kg each) were broken and there was no person nearby to inform me or make a complaint to. I had to handle two 32kg luggage and a handbag.

And, here, my next mistake started… as Paris was not my plan, nor to spend the night anywhere, I didn’t have the time or mind to research about. I ended up taking a taxi to a hotel that was about 10 minutes from the airport, negotiated and paid 10 €. Only later I came to know that there was a free bus that made the route to the hotels nearby. I was hungry, but I couldn’t use my money, because in my head I was going to have to pay 10€ in the taxi back the next morning.

So I found some Euro coins in my wallet and in the hall of the hotel there was a snack machine, I took two small packages of chips, a water and there were some candies in my bag. And that was how I survived until the next morning… eating slowly my chips and trying to sleep to spend the time.

The next morning, now with some information, I took the free bus (actually a van). I was still with the broken luggage, but glad that all of this was ending and soon I would start my new life. So much so that I spent my last 10€ on a breakfast at the airport’s Starbucks (boasting an expensive meal: cappuccino and croissant).

Finally I arrived at Helsinki airport, met my husband and, before going to our new home (which would be another three hours by car), we went to eat some meatballs at Ikea… hehehe

Vocabulário em finlandês das mamães | Mommy’s Finnish vocabulary

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PT

Como mãe de dois finlandesinhos, me peguei num universo novo num idioma que não era meu. Com o tempo, aprendi várias palavras em finlandês (ainda aprendo todos os dias) e gostaria de compartilhar algumas com vocês.


EN

As the mother of two Finns, I found myself in a new universe in a language that was not mine. Over time, I learned several words in Finnish (I still learn them every day) and I’d like to share some with you.

5 anos casada com um finlandês | 5 years married with a Finn

PT

O post de hoje é bem pessoal. Hoje estou completando 5 anos de casada com meu marido (o tal finlandês), mas não estamos juntos e isso é muito triste. Vou explicar.

Acontece que, um dos motivos de ter ficado tanto tempo sem postar por aqui durante este ano é porque estava grávida. Grávida e com um menino, que, coincidentemente, hoje completa 2 anos de idade. Essa rotina foi puxada por todos os nove meses, foi, de fato, bem exaustiva. E acabei por priorizar ter alguns momentos de descanso ao invés de postar aqui ou em alguma das minhas contas do Instagram.

Na última terça-feira, dia 2, dei à luz ao nosso segundo filho, um baita menino lindo! Mas, assim como aconteceu com nosso primeiro, precisamos ficar mais tempo no hospital. Como sou diabética, ambos nasceram com hipoglicemia e precisaram de glicose extra até normalizar. Então, neste dia em que estaríamos celebrando o amor juntos e tudo que construímos até aqui, eu estou aqui no hospital com um pequeno e meu marido em casa com o outro pequeno (e eu estou morrendo de saudades dele).

E, sentada aqui, na cama do hospital, assistindo meu pequenininho ficar mais forte para irmos pra casa em breve, me veio uma vontade de escrever. Sempre fui dessas. Quando tem alguma coisa que já não cabe em mim, eu escrevo.

Então, vou dividir com vocês o que eu queria deixar registrado para que meu marido soubesse também.

Ao meu querido Eetu,

Parabéns pelo nosso dia! Eu sei que numa situação normal, talvez iríamos a um restaurante, talvez um jantar especial em casa mesmo ou uma viagem de final de semana para relaxar. Mas as coisas nem sempre acontecem como a gente planeja. Desde o ano passado estamos, de certa forma, impedidos de viajar e passear por aí. Além disso, especialmente neste momento, estamos cuidando dos nossos meninos, cada um em um lugar diferente. E nossa comemoração vai ficar pra mais tarde.

Apesar da distância física, o dia ainda é de alegria. Hoje é um daqueles dias que eu paro e penso: que sorte a minha ter te encontrado.

Ambos passamos por grandes mudanças durante estes cinco anos. Não foi fácil, não foi perfeito, toda mudança requer muito de cada um de nós. Precisamos de amor, de compreensão, de empatia e… como você diz: paciência e paciência. Perdoando os dias difíceis e curtir ao máximo os dias mais fáceis. Mas ver que chegamos até aqui, que construímos uma família linda, que esbanja amor por todo lugar, só mostra que deu tudo certo! Graças à Jeová Deus chegamos aos cinco anos de nós.

Lembro que no vídeo do nosso casamento eu falei: se alguém me dissesse cinco anos atrás, que eu me casaria com um europeu e iria morar na Finlândia, eu jamais acreditaria. Hoje eu posso dizer que se alguém dissesse isso há dez anos atrás, com certeza, eu ia dizer que isso seria totalmente impossível, eu nem sabia direito onde é que ficava a Finlândia… só sabia que era muito, muito longe de onde eu estava ou da minha realidade. Mas se eu encontrasse essa pessoa hoje, eu diria que mais do que casar com um europeu e morar na Finlândia, eu encontrei um homem cheio de habilidades e qualidades, um homem que eu admiro por seu carinho e atenção com as pessoas, por sua paciência e apreço com os mais idosos, por sua disposição em ajudar o outro, por sua empatia, por seu cuidado com nossos filhos (você é um pai incrível!), por seu respeito aos seus pais, por seu suporte quando me falta tempo ou quando me bate uma saudade do que eu não posso ter tão pronto, por ser meu amigo e marido.

E se um dia alguém perguntar o segredo: amor, paciência e paciência. Te amo!


EN

Today’s post is very personal. Today I am completing 5 years of married with my husband (the Finn), but we are not together and that breaks my heart. I’m gonna explain.

It turns out that one of the reasons I haven’t posting so often here this year is because I was pregnant. Pregnant and with a toddler, who is today turning 2 years old. Routine was hard for all nine months, it was, in fact, exhausting. And I ended up prioritizing having a few moments of rest instead of posting here or on any of my Instagram accounts.

Last Tuesday, the 2nd, I gave birth to our second son, a beautiful boy! But, as with our first, we needed to stay in the hospital longer. As I am diabetic, both were born with hypoglycemia and needed extra glucose to normalize. So, on this day when we would be celebrating love and everything we together have built up to here, I am here in the hospital with our newest little boy and my husband at home with the other little boy (and I miss him so much).

And, sitting here, on this hospital bed, watching my little one get stronger to go home soon, I felt like writing. I’ve always been one of those. When there is something that goes over me, I write.

So, I’m going to share with you a little something that I wanted to record so that my husband would know too.

My dearest Eetu,

Congratulations on our anniversary! I know that in a normal situation, maybe we would go to a restaurant, or maybe have a special dinner at home or a weekend trip to relax. But things don’t always happen as we plan. Since last year, we are, in a way, forbidden from traveling and walking around. Furthermore, especially at this moment, we are taking care of our boys, each in a different place. And our celebration will be delayed.

Despite the distance, today is still a joyful day. Today is one of those days that I catch myself thinking: how lucky I was to have found you.

We have both undergone huge changes during these five years. It wasn’t easy, it wasn’t perfect, every change requires a lot from each one of us. We need love, understanding, empathy and… as you always say: patience and patience. Forgiving the difficult days and making the most of the easiest days. But seeing that we got until here, that we have built a beautiful family, that lavishes love everywhere, just shows that everything went well! Thanks to Jehovah God we have five years of us.

I remember that in our wedding video I mentioned: if someone have told me five years ago, that I would marry a European and live in Finland, I would never believe it. Well, today I can say that if someone have said that ten years ago, for sure, I would say that it would be totally impossible, I didn’t even know exactly where on Earth Finland was… I just knew it was very, very far from where I lived, like totally out of my reality. But if I met that person today, I would say that more than marrying a European and living in Finland, I found a man full of skills and qualities, a man that I admire for his affection and attention to people, for his patience and appreciation for the elderly, for his willingness to help others, for his empathy, for his care for our children (btw you are an incredible parent!), for his respect for his parents, for his support when I lack time or when I miss what I can’t have so ready, for being my friend and husband.

And if one day someone ever asks what is the secret: love, patience and patience. Love you!

Como faz o cachorrinho? | What does the dog says?

PT

Meu filho já está com quase dois anos e ele ainda não fala. Isto poderia ser algo preocupante, mas a situação é um pouco diferente quando ensinamos três idiomas ao mesmo tempo. A fala acaba levando mais tempo para acontecer.

Somos uma família multicultural, eu sou brasileira (falo português), meu esposo é finlandês (fala, obviamente, finlandês) e nosso relacionamento sempre foi em inglês. Então os três idiomas estão sempre presentes no nosso dia a dia e nós estimulamos nosso pequeno em todos estes idiomas.

Nosso foco é o português e o finlandês por serem nossas línguas maternas. Então, no caso, eu (e minha família nas chamadas de vídeo) falo com ele somente em português e meu esposo (e sua família) somente em finlandês. Mas nós nos comunicamos em inglês, e certamente ele acaba acompanhando nossas conversas também, também apresentamos músicas e vídeos infantis em inglês, além de ter nossa rotina espiritual em inglês também.

Parece confuso, mas acontece muito naturalmente. Ele se acostumou tanto que se eu converso em finlandês com alguém, ele sempre me olha como se fosse estranho pra ele o fato de eu estar falando finlandês também (ou talvez seja apenas o meu sotaque estrangeiro… vai saber…).

Bom, ele fala algumas palavrinhas… nos três idiomas. Por exemplo, ele me chama de äiti (mamãe em finlandês), o pai dele de papai (em português), os vovôs de pappa (em finlandês) e bye bye (em inglês). Ele entende os três idiomas, a gente consegue identificar bem isso e isso é o que mais importa.

Há algum tempo ele começou a fazer os sons de coisas e animais. E nós percebemos um pouco como os idiomas acabam se misturando um pouco na cabecinha dele, ele meio que acabou criando “seus próprios sons”. Por exemplo, ele não diz au-au, mas diz “ou-ou” quando vê um cachorrinho.

Então, hoje decidi mostrar pra vocês alguns desses sons em finlandês, pra que vocês possam ver as diferenças. Aliás, vocês sabiam que a descrição de alguns sons podem ser bem diferentes de uma língua para outra? Pois é, só agora com um pequeno em casa, que a gente se preocupa em ensinar os sons pra ele, é que eu fui perceber isso.

Então aqui vai uma pequena listinha de sons de animais.

E aí, muito diferente?


EN

My son is almost two years old and he still doesn’t speak. This could be worrying, but the situation is a little different when we teach three languages at the same time. Speech ends up taking longer to happen.

We are a multicultural family, I am Brazilian (I speak Portuguese), my husband is Finnish (he obviously speaks Finnish) and our relationship has always been in English. So the three languages are always present in our daily lives and we encourage our little one in all these languages.

Our focus is Portuguese and Finnish as they are our mother tongues. So, in this case, I (and my family on video calls) speak to him only in Portuguese and my husband (and his family) only in Finnish. But we communicate in English, and our son certainly ends up following our conversations too, we also present children’s songs and videos in English, in addition to having our spiritual routine in English as well.

It looks confusing, but it happens very naturally. He got so used to it that if I talk to someone in Finnish, he always looks at me like it’s strange to him to see me speaking also Finnish (or maybe it’s just my foreign accent… who knows…).

Well, he does speaks a few words… in all three languages. For example, he calls me äiti (mommy in Finnish), his daddy as papai (in Portuguese), grandpas as pappa (in Finnish) and bye bye (in English). He understands all the three languages, we can clearly identify that and that is what matters most.

Some time ago he started making the sounds of things and animals. And we noticed a how the languages end up kinda mixing a little bit in his head, he kind of ended up creating “his own sounds”. For example, he doesn’t say woof-woof, but he says “ou-ou” when he sees a dog.

So today I decided to show you some of these sounds in Finnish, so that you can see the differences. In fact, did you know that the description of some sounds can be very different from one language to another? Well, it is only now with a little boy at home, that we are concerned with teaching him sounds, that we realized that.

So here’s a little list of animal sounds.

So, very different?

Kantarellikeitto

PT

Olha quem resolveu aparecer pra cumprir o prometido! Sim, hoje vou postar a receita que prometi no último post: Kantarellikeitto!

A receita é muito simples, tem um sabor marcante (tanto que nos restaurantes, geralmente, é servida como entrada, em porção pequena, ao invés de prato principal), mas deliciosa!

Como disse no post anterior, a gente aqui consome bastante cogumelos silvestres. Um dos meus preferidos é o kantarelli (ou chanterelle, em inglês). Ele é todo amarelinho, bonitinho, parece um trompete e tem um gostinho de dar água na boca!

Nem eu e nem meu marido tínhamos feito essa receita antes, então pesquisamos algumas receitas diferentes até chegar no que fizemos.

Kantarellikeitto

Bom, não vou me ater muito à quantidade de ingredientes, porque acho que isso vai variar do quão forte você quer sua sopa, mas os ingredientes são: cogumelos kantarelli (preferencialmente frescos, mas dá pra adaptar com os secos também), manteiga, cebola, alho, pimenta do reino, sal, farinha de trigo, caldo de legumes e creme de leite fresco.

Pra ter uma ideia, um litro de cogumelos frescos rende mais ou menos 4 porções grandes de sopa.

A ideia é fazer um creme, então, comece fritando alho e cebola na manteiga. Por aqui a gente resolveu fazer os cogumelos de três formas diferentes: a maior parte, batemos no liquidificador com o creme de leite fresco, outra parte picamos e fritamos e deixamos uns menorzinhos para decorar o prato. Então, com cebola e alho fritos, adicione os cogumelos e frite até que não estejam mais aguados. Adicione farinha de trigo e adicione o caldo de legumes já com água até formar uma massinha, adicione o creme com cogumelos, pimenta do reino, sal (aqui nos adicionamos um pouco de queijo, porque queijo nunca é demais aqui em casa) e deixe cozinhar por aproximadamente 10 minutos.

E pronto, delicie-se!


EN

Look who decided to show up! Yes, today I will post the recipe I promised in the last post: Chanterelle’s soup!

The recipe is very simple, it has a strong flavor (so much that in most of restaurants, it is served as a starter, in a small portion, instead of the main dish), but delicious!

As I said in the previous post, we eat a lot of wild mushrooms here. One of my favorites is chanterelle. He’s all yellow, cute, looks like a trumpet and has a mouth-watering taste!

Neither my husband nor I had made this recipe before, so we researched a few different recipes until we got to what we made.

Chanterelle’s soup

Well, I’m not going to stick to the amount of ingredients, because I think it will vary how strong you want your soup, but the ingredients are: kantarelli mushrooms (preferably fresh, but you can adapt the recipe with the dried ones too), butter, onion, garlic, black pepper, salt, wheat flour, vegetable broth and cream.

You can have an ideia that a liter of fresh mushrooms makes about 4 large portions of soup.

The idea is to make a cream, then start frying garlic and onion in butter. Here we decided to make the mushrooms in three different ways: most of them, we blend the with cream, the other part we chop and fry and a few little nice looking ones to decorate. Then, with fried onion and garlic, add the mushrooms and fry until they are no longer watery. Add wheat flour and add the vegetable broth already with water until it forms a smooth dough, add the cream with mushrooms, black pepper, salt (here we add a little cheese, because cheese is never too much here at home) and let it cook for approximately 10 minutes.

And now is all about to taste it!